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Os maiores acidentes marítimos do Maranhão

1954 – NAVIO MARIA CELESTE

O navio Maria Celeste, da bandeira americana, pega fogo na Rampa Campos Melo, a poucos metros da Avenida Beira Mar, quando iniciava uma operação de transbordo de combustíveis através de tonéis, usando como instrumento de transporte embarcações empurradas chamadas de Alvarengas. O fogo começou por causa de uma curto circuito em uma das alvarengas e logo tomou conta de todo o navio que estava lotado de tonéis de gasolina e óleo diesel. 14 pessoas morreram. As explosões dos tambores foram ouvidas em quase todo centro da cidade. Testemunhas afirmam que os tonéis subiam em alturas acima de 35 metros, da mesma forma que as labaredas alimentadas pelo material altamente inflamável. Os destroços do Maria Celeste interditaram o canal de acesso à rampa por mais de 20 anos, quando finalmente foram dinamitados e retirados. O acidente aconteceu na tarde do dia 16 de março de 1954.

1987 – HYNDAY NEW WORLD

O navio coreano Hyunday New World, carregado com 110 mil toneladas de carvão e 90 mil toneladas de minério de ferro deixa o porto de Ponta da Madeira com destino ao porto de Xangai. Um defeito na casa de máquinas – alguns afirmam que pó imperícia do comandante da embarcação – comprometeu a manobrabilidade do navio, sendo este jogado no banco de areias conhecido como Cavalos, onde permanece até hoje os seus destroços, devidamente encobertos pela areia. O acidente aconteceu no dia 31 de março e pouco ou quase nada se sabe das verdadeiras causas do sinistro.

1998 – NAVIO NORSUL TROMBETAS

O navio Norsul Trombetas, carregado com 24 mil toneladas de bauxita estava prestes a entrar no canal de acesso ao terminal da Alumar, fábrica de alumínio do Estado do Maranhão, resultado do Consórcio Billiton, Alcoa e Alcan. Faltando pouco km para atracar, encalhou num bando de areia chamado Lanzudos, a menos de três milhas do porto do Itaqui, principal porto público do Estado. 12 anos depois, o acidente aconteceu em novembro de 1998 – partes do casco já foram retiradas, mas ainda existem destroços no local, visto que várias tentativas de resgate falharam ao longo desses anos, apesar do esforço das autoridades marítimas do estado.

1990 – NAVIO ORADE NASSAU

Depois de encalhar no bando de areia Cavalos, o navio Hyunday New World continuou produzindo acidentes na baía de São Marcos. O navio Orad Nassau, carregado com 33 mil toneladas óleo diesel, chocou-se com os destroços do navio coreano e parte de sua carga foi jogada ao mar, causando um dos mais graves acidentes ecológicos já registrados na principal rota portuária do Complexo Marítimo do Estado do Maranhão.

 

1993 – REBOCADOR RIGEL

O Rebocador Rigel, a serviço da então Companhia Vale do Rio Doce, envolve-se num acidente com o navio Mount Athos, logo nos primeiros meses do ano. Como consequência do choque o rebocador foi a pique, matando dois dos seus tripulantes. O foguista José de Ribamar Sousa e o Mestre João. O acidente aconteceu no dia 06 de novembro, durante uma manobra de atração do navio Mount Athos. Trezentos e trinta e dois depois o Rigel foi resgatado do fundo da baía de São Marcos.

1994– NAVIO TRADE DARING

Num dia tranquilo de operações no Terminal de Ponta da Madeira, da então Companhia Vale do Rio Doce, em São Luís do Maranhão, um acidente mudou critérios, tornou as regras e os procedimentos mais rígidos e desde então nunca mais os chamados planos de cargas foram tratados sem que antes houvesse uma análise rigorosa dos efeitos que este provoca na estrutura do navios que está sendo carregado. A própria DPC baixou uma norma regulando a entrada de embarcações com ou com mais de 18 anos tentando dessa forma evitar que episódios como aqueles nunca mais se repetissem. Foi no dia 11 de novembro e o navio da foto, dobrado ao meio é o Trade Daring. Uma mega-operação foi realizada pela Companhia Vale do Rio Doce para liberar o terminal que ficou completamente parado por exatos 35 dias.

202o – NAVIO ESTELLAR BANNER

Cem dias depois de permanecer encalhado em um banco de areia a 100 km da costa maranhense, o navio graneleiro Stellar Banner, carregado com 300 mil toneladas de minério de ferro, precisou de apenas 48 horas para selar o seu destino. No dia 3 de junho reflutuou. No dia 4 foi rebocado para águas mais profundas e no dia 6 veio o veredito final: será alijado (afundado) para sempre em uma área localizada a 150 km da costa do Maranhão, onde a profundidade passa dos 2,2 mil metros, na latitudo 1º 10` 50.26″ S, longitude 42º 56` 56.18″ W.  A operação de alijamento foi realizada por um grupo de especialistas com conhecimentos técnicos e equipamentos. Antes, objetos flutuantes, como a linha de ancoragem e poluentes, assim como uma quantidade mínima de óleo remanescente a bordo, foram removidos. Parte do minério de ferro, equipamentos de navegação e maquinário básico permaneceram na embarcação, e são considerados sem riscos para a vida marinha. O acidente aconteceu no dia 24 de fevereiro de 2020.