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Seminário Economia do Mar destaca potencialidades do MA

Correalizado pela ABEEMAR, FIEMA e SEBRAE, discutir temas estratégicos voltados ao desenvolvimento sustentável da economia azul no Maranhão e no Brasil.

A 7ª edição do reconhecido SEM – Seminário Economia do Mar, correalizado pela ABEEMAR, FIEMA e SEBRAE Maranhão, reuniu, em São Luís, na quarta-feira, 12 de maio, importantes lideranças institucionais, empresariais, acadêmicas e governamentais para discutir temas estratégicos voltados ao desenvolvimento sustentável da economia azul no Maranhão e no Brasil. Realizado na sede da indústria maranhense, o evento abordou pautas de grande relevância para o futuro econômico do estado, como a iminente exploração de petróleo e gás na Margem Equatorial, o potencial da energia eólica offshore, o uso da Inteligência Artificial (IA) e da Internet das Coisas (IoT) na modernização portuária, além da expansão do programa Selo Azul Cidades Costeiras, ferramenta inovadora de certificação conduzida pela FACERJ.

O seminário contou com a participação de representantes da Capitania dos Portos do Maranhão, Banco do Nordeste, Ministério de Minas e Energia, Ministério de Portos e Aeroportos, SEDEPE, Investe Maranhão, ZPE Maranhão, Porto do Itaqui, Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Investe Piauí, Prefeitura de São Luís, Internacional Marítima, Sociedade Amigos da Maranhão – Soamar, além de diversas entidades e especialistas ligados aos setores marítimo, energético, portuário e logístico. Também participaram da abertura do evento o secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico e Programas Estratégicos do Maranhão, José Domingues Neto; Sérgio Bacci, presidente da Transpetro; Rakel Murad, presidente da ZPE/MA; Cauê Aragão, presidente da Investe Maranhão, e Walter Canales, reitor da UEMA

Um dos grandes destaques do evento foi a participação do presidente da Transpetro, Sérgio Bacci, reconhecido nacionalmente por sua atuação no fortalecimento da indústria naval brasileira e na ampliação da geração de empregos no setor. Segundo participantes do seminário, sua liderança tem sido decisiva para o retorno da construção de navios no Brasil, contribuindo diretamente para o crescimento expressivo do número de empregos diretos na cadeia naval e marítima, fortalecendo a indústria nacional e impulsionando novos investimentos estratégicos para o país. O presidente da ABEEMAR, João Augusto Azeredo, ressaltou a importância da união entre o setor produtivo, a academia e o poder público para consolidar o Estado como referência nacional na economia do mar, consolidando, no cenário nacional e mundial, o seu novo momento estratégico no cenário das oportunidades.

O seminário consolidou o Maranhão como um dos estados mais promissores para o desenvolvimento de negócios ligados ao potencial oceânico, reunindo diferentes setores em torno de um objetivo comum: transformar oportunidades em investimentos, geração de emprego, inovação e desenvolvimento sustentável”

O Maranhão detém posição geopolítica privilegiada na Margem Equatorial brasileira e conta com 640 km de litoral, condições que se somam à dinâmica de um Complexo Portuário – Ponta da Madeira, Itaqui e Alumar – com reconhecida eficiência e a um conjunto de ações institucionais em cadeias produtivas complementares. Diante desse potencial, a cidade de São Luís tornou-se a primeira capital da região a promover um debate estruturado sobre a economia do mar, sediando também o primeiro evento do segmento realizado em toda Região Nordeste.

“O nosso estado do Maranhão reúne condições únicas para participar desse processo como protagonista: posição geográfica estratégica, relevância portuária, potencial energético e capacidade de expansão e geração de negócios ligados à economia azul. Mas, é preciso chamar a atenção para mais investimentos, ações e planejamento de forma contínua e eficiente”, destacou o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae no Maranhão, Celso Gonçalo de Sousa. Seguindo na mesma linha desenvolvimentista do estado, o presidente em exercício da Federação das Indústrias do Maranhão, local sede do encontro, Fábio Nahuz, reforçou as perspectivas de futuro a partir desse marco, afirmando que “vivemos um novo momento, com a implantação da ZPE e o debate sobre a economia do mar e economia azul. Isso nos traz perspectiva de uma mudança de patamar e para que a gente possa realmente aumentar o PIB estadual, gerar mais empregos de qualidade e trazer a industrialização tão esperada por nós para o nosso Estado”

Já o vice-presidente executivo da FIEMA, Luiz Fernando Renner, lembrou que o seminário é um desdobramento do encontro realizado em março com especialistas da Seenemar para apresentar como o Rio de Janeiro estava tratando sua Economia do Mar. Ele observou o papel da iniciativa como catalisadora do debate sobre como aproveitar o potencial maranhense. “O seminário deixou resultados importantes, mostrando caminhos para aproveitar os recursos oceânicos de forma sustentável e equilibrada, podendo gerar grandes investimentos e oportunidades para os maranhenses. A colaboração entre empresas, governo e academia é essencial para o desenvolvimento de todo esse potencial”, avaliou o executivo. De forma complementar, o presidente da ABEEMAR, João Azeredo, reiterou a qualidade dos debates. “Ressaltamos a profundidade da discussão sobre a Margem Equatorial, entre outros temas, e as altas expectativas para o desenvolvimento econômico e social da região, com foco na geração de empregos e renda. A importância da ação não está apenas no diálogo, mas na necessidade de avançar do potencial para a concretização de projetos, incluindo a preparação para a exploração de petróleo”, afirmou.

No primeiro painel, intitulado “Margem Equatorial para o Maranhão — Cidades Costeiras Resilientes”, os debates giraram em torno da exploração segura e sustentável de petróleo e gás na região, que se desenha como um novo vetor de crescimento energético do país a partir da Margem Equatorial.

Na sequência, o painel “Portos e Logística — Integração Global e Desenvolvimento” abordou a excelência portuária maranhense, discutindo a expansão da infraestrutura aquaviária, gargalos de navegação e os novos investimentos em pesquisa, novas plantas industriais e inovação tecnológica liderados pelo Porto do Itaqui (EMAP).

Negócios, Tecnologia e Energias Renováveis – A programação da tarde foi iniciada com palestra técnica de grande interesse mercadológico para o empresariado local, sobre o tema “Como Fazer Negócios com a Petrobras e a Transpetro”. A apresentação desmistificou o processo de compras das estatais, mostrando os caminhos e as conformidades técnicas necessárias para que pequenas e médias empresas fornecedoras do Maranhão consigam integrar essa gigantesca cadeia de valor. A inovação tecnológica também ganhou espaço no terceiro bloco temático da tarde, “Tecnologia e Transformação Digital no Mar — IA e IoT“, que abordou como a Inteligência Artificial e a Internet das Coisas estão revolucionando o monitoramento da costa brasileira e ajudando a otimizar a segurança.

O fomento à cadeia produtiva esteve em destaque no quarto painel, que tratou de “Empreendedorismo na Economia do Mar — Selo Azul”. O debate mostrou ações de valorização das micro e pequenas empresas locais e a articulação de cadeias produtivas importantes, como artesanato, pesca e o turismo costeiro, abordando linhas de crédito específicas para negócios que atuam de forma ecologicamente correta em áreas litorâneas.

Durante a programação, foram destacadas iniciativas como o Cidade Empreendedora e o Juros Zero, além das ações do Sebrae voltadas à preparação das empresas para uma gestão mais eficiente, inovadora e sustentável. A atuação da instituição na articulação de parcerias locais recebeu reconhecimento dos participantes, que também sugeriram a inclusão da categoria Economia do Mar no Prêmio Prefeitura Empreendedora em âmbito estadual, seguindo o exemplo adotado no Rio de Janeiro.

“Fico muito feliz com a repercussão do trabalho que o Sebrae faz no Maranhão e fora do estado. Temos demonstrado essa capacidade e atuado como protagonistas, nos colocando como parceiros e partícipes das estratégias de desenvolvimento de inclusão e geração de oportunidades para os pequenos negócios. Ficamos muito felizes, pois isso mostra que estamos no caminho certo”, comentou o superintendente do Sebrae, Albertino Leal, que participou do painel.

Selo Azul – O evento também colocou em evidência o Selo Azul – Cidades Costeiras, uma certificação internacional que atua como ferramenta de governança e fomento econômico para apoiar as prefeituras a transformarem o litoral em polos de desenvolvimento sustentável, que deverá ter o Sebrae como um grande parceiro no Maranhão. Fechando as discussões técnicas, o painel “Potencial de Eólica Offshore no Maranhão” destacou as vantagens competitivas do Maranhão na geração de energia limpa a partir do regime de ventos, demonstrando que o estado reúne as características ideais (profundidade e constância de ventos) para atrair investimentos internacionais no mercado de hidrogênio verde e com a transição energética global. Veja as fotos:

 

FONTE:
Coordenadoria de Comunicação e Eventos do Sistema FIEMA
Fotos: Nestor Bezerra

COMPLEXO PORTUÁRIO DE SÃO LUÍS 

Itaqui, principal porto público do Maranhão
Complexo Portuário de Ponta da Madeira, da Vale
Terminal portuário da Alumar, da fábrica de alumínio do Maranhão