Um trem de minério da Ferrovia Carajás descarrilou por volta das 2h da madrugada deste domingo (5/7), entre os municípios de Igarapé do Meio e Vitória do Mearim, no interior do Maranhão. A composição havia saído de Parauapebas (PA) e seguia, provavelmente carregada, em direção ao complexo portuário de Ponta da Madeira, de propriedade da mineradora, a São Luís, capital do estado do Maranhão. O acidente além de paralisar totalmente o tráfego de trens nos dois sentidos – Parauapebas – São Luís/São Luís Parauapebas – em toda extensão dos 890 km da estrada de ferro Carajá, provocou, também, o cancelamento de viagens ferroviárias nos dois sentidos entre Maranhão e Pará. Como é de costume nesses casos, a Vale não informa absolutamente nada sobre as causas do acidente. Com o descarrilamento, vários vagões se desprenderam da composição e tombaram sobre os trilhos. Uma composição normal, de um trem de minério da Vale, hoje, é formada por 3 locomotivas e 330 vagões.
Em Nota, a mineradora, que se reporta apenas quanto ao trem de passageiros, informou que “Por causa do acidente (que na nota é definido como “problemas operacionais), suspendeu a circulação do trem de passageiros no domingo (5), no trecho entre Parauapebas (PA) e São Luís (MA). Nesta segunda-feira (6), a viagem no sentido contrário, de São Luís para Parauapebas, também foi cancelada. As viagens do Trem de Passageiros da Estrada de Ferro Carajás serão retomadas amanhã, terça-feira, dia 7, nos dois sentidos, com partida às 6h de Parauapebas (PA). Equipes de manutenção e engenharia da Vale já estão no local, com o objetivo de refazer a configuração da linha afetada”.
Os passageiros que não puderam realizar suas viagens entre os dias 5/07 e 6/07 podem remarcar o bilhete ou pedir o reembolso do valor pago na compra da passagem no prazo de até 30 dias. Mais informações podem ser solicitadas por meio do canal Alô Vale (0800 285 7000).
Os números da EFC – Em um acidente como esse, mesmo se tratando apenas de prejuízos materiais, sem vítimas, o transtorno é gigantesco em termos operacionais para a empresa. Ao longo de toda ferrovia, além dos trens da VLI que operam com grãos e combustíveis e o trem de passageiro, a mineradora tem um fluxo de trens de minérios impressionante em termos de tonelagem e equipamentos. Em média, são 15 composições “subindo” e 15 “descendo” 24 horas/dia. Ou seja, ficam paradas, ou estão paradas, 90 locomotivas e quase 10 mil vagões que deixam de se movimentarem no ir e vir de cada trem entre as minas de Carajás e o complexo portuário de Ponta da Madeira, em São Luís.










