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Fórmula Um 2026

Fia muda as regras da construção dos carros e das corridas para esta temporada que promete ser a mais competitiva dos últimos dez anos. A primeira largada, na Austrália, será no dia 8 de março

FIA espera que novo conceito aerodinâmico, com carros menores e mais estreitos, seja suficiente para melhorar as corridas. Mas destaques são o novo motor híbrido e o combustível sustentável

A Federação Internacional de Automobilismo já divulgou os detalhes do novo regulamento para os carros da Fórmula 1 a partir desta temporada 2026. Os grandes destaques das novas regras são a (leve) redução do tamanho dos carros, a mudança do conceito (e do uso) da asa móvel e a adoção de uma espécie de push-to-pass, um botão de ultrapassagem, usando o motor elétrico, com a energia armazenada nas baterias. O efeito-solo será mantido, mas restringido: parte do assoalho será plano e o difusor será menos eficiente. Tudo isso para tentar evitar a temida turbulência, que tanto atrapalha as disputas na categoria há alguns anos.

No papel, várias das novidades parecem ter muito potencial. Mais uma vez, há uma tentativa para mitigar o grande problema da Fórmula 1 moderna: a turbulência. Segundo os primeiros estudos, as novas regras reduzirão a pressão aerodinâmica dos carros em 30% e o arrasto em 55%. Para isso, o visual dos modelos mudou muito: a asa dianteira sofreu uma redução em sua largura, os arcos sobre os pneus foram removidos e paineis para a limpeza do ar gerado pelos pneus foram colocados à frente dos sidepods (laterais). Na traseira, a asa terá três elementos, com laterais (endplates) simplificadas e a eliminação da beam wing, aquele pequeno apêndice que ficava acima do difusor.

O novo regulamento também altera alguns dos pontos mais criticados do carro atual da Fórmula 1. Haverá uma redução de 30 kg no peso total do modelo, para 768 kg. Para isso, o chassi terá de ficar entre 45 e 50 kg mais leve, já que os motores híbridos serão 35 kg mais pesados por causa das novas baterias e do novo MGU-K. Além disso, ele ficará um pouco menor: a distância entre eixos cairá de 3.600 mm para 3.400 mm. A largura dos carros será reduzida de 2.000 mm para 1.900 mm. E a largura máxima do assoalho será reduzida em 150 mm. A ideia é tornar os carros mais ágeis, ainda que a redução de tamanho não seja tão grande assim. Tudo isso porque os motores híbridos, as baterias e as estruturas de segurança tornam quase impossível uma queda ainda mais drástica.

Por falar em segurança, ela foi ainda mais aprimorada no regulamento para a temporada 2026. A resistência aos impactos frontais foi aumentada, adotando uma estrutura deformável de duas fases. A proteção contra as perfurações laterais também cresceu, com mais do que o dobro da resistência, inclusive ao redor do tanque de combustível. O santantônio ficou mais resistente: terá de aguentar agora 20G contra os 16G atuais. As cargas nos testes vão aumentar de 141kN para 167kN. As luzes da asa traseira serão mais visíveis. Além disso, luzes de segurança laterais serão colocadas para apontar o estado do ERS de um carro parado em qualquer ponto da pista. Por último, a antena GPS do carro será reposicionada para permitir futuras evoluções em segurança.

Outra mudança importante diz respeito à sustentabilidade. A partir de agora, os motores da Fórmula 1 não usarão mais combustíveis fósseis. Agora serão apenas de fontes renováveis. A ideia é que não seja um combustível apenas para competição: ele deverá funcionar também em quase todos os veículos de rua movidos a combustão. A ideia é usar a F1 como plataforma para desenvolver um novo combustível para reduzir as emissões do trânsito mundial em grande escala. Esse processo começou antes de 2022, com 5,75% de biocombustíveis misturados à gasolina, depois crescendo para 10% de etanol (E10). Em 2026, o combustível será derivado de fontes não-alimentares, do lixo ou até mesmo da atmosfera. Mais uma vez, a F1 como campo de provas para as ruas.

Por último, os pneus. Até eles vão mudar. As rodas aro 18, que estrearam em 2022, vão permanecer, mas as medidas mudarão. Os pneus dianteiros serão 25 milímetros mais estreitos, e os traseiros, 30 mm. Segundo as simulações da FIA, a perda de aderência será mínima, mas a redução de peso será importante: cerca de 5 quilos por jogo de quatro pneus. Isso será possível porque a pressão aerodinâmica terá uma redução.

As principais mudanças acontecerão no desenho dos carros e nos motores, com o objetivo de “ter uma F1 mais competitiva, mais segura e mais sustentável. Para segurança e sustentabilidade, serão adotadas alterações estruturais e também de uso de combustíveis que venham de fontes renováveis. Já quanto à competitividade, haverá uma série de novidades interessantes.

McLaren é a equipe campeã mundial de construtores da Fórmula Um, ano 2025

Confira o novo grid da fórmula Um, equipes, pilotos de calendário de provas

A Fórmula 1 entrará em uma nova era em 2026, pois além das mudanças de regulamento técnico de sua história e também receberá uma 11ª equipe no grid: a americana Cadillac — a primeira equipe totalmente nova a entrar no esporte desde a Haas, em 2016. A marca alemã Audi também estreará na F1 como construtora e fabricante de motores, assumindo o lugar da Sauber. Haverá apenas um novo rosto no grid na próxima temporada: Arvid Lindblad, 19, que sobe da Fórmula 2 para ocupar a vaga de Isack Hadjar na Racing Bulls, equipe-irmã da Red Bull. Hadjar foi promovido à equipe principal, entrando no lugar de Yuki Tsunoda e tornando-se o sétimo companheiro de Max Verstappen desde que o holandês chegou à escuderia de Milton Keynes em 2016.

A temporada de 2026 começa com o Grande Prêmio da Austrália, em Melbourne, de 6 a 8 de março. Confira aqui todas as 24 provas. Antes, 18, 19 e 20 de fevereiro, a Fia liberou três dias de testes no circuito de Sakhir, no Bahreni, com transmissão ao vivo pela Globo, somente para os assinantes do canal Sport TV 3.