{"id":3264,"date":"2023-01-31T12:14:47","date_gmt":"2023-01-31T12:14:47","guid":{"rendered":"https:\/\/portosma.com.br\/?page_id=3264"},"modified":"2023-01-31T12:35:44","modified_gmt":"2023-01-31T12:35:44","slug":"o-grito-do-ipiranga-como-voce-nunca-viu","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/portosma.com.br\/index.php\/o-grito-do-ipiranga-como-voce-nunca-viu\/","title":{"rendered":"O Grito do Ipiranga como voc\u00ea nunca viu"},"content":{"rendered":"<p align=\"left\"><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: medium;\"><em><span style=\"color: #000000;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-3267 size-full\" src=\"https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/O-GRITO-1.jpg\" alt=\"\" width=\"900\" height=\"503\" srcset=\"https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/O-GRITO-1.jpg 900w, https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/O-GRITO-1-300x168.jpg 300w, https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/O-GRITO-1-768x429.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/>Independ\u00eancia do Brasil &#8211; O quadro de Pedro Am\u00e9rico \u00e9 uma met\u00e1fora sobre o dia do Grito do Ipiranga. A pintura, feita em 1888, chama-se Independ\u00eancia ou Morte e est\u00e1 exposta no Museu do Ipiranga, em S\u00e3o Paulo.<\/span><\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: xx-large;\"><strong><span style=\"color: #990000;\">Independ\u00eancia:<br \/>\n<span style=\"color: #0066cc;\">conhe\u00e7a hist\u00f3rias de antes e depois do grito<\/span><\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333333;\"><em><strong>Fonte: Texto e fotos, Ag\u00eancia Brasileira de Not\u00edcias<\/strong><\/em><\/span><\/p>\n<p>O Brasil no s\u00e9culo 19 poderia ser roteiro de uma s\u00e9rie de \u00e9poca com ingredientes t\u00edpicos de fic\u00e7\u00e3o. Cenas de aventura nos mares e na terra, amea\u00e7as de invas\u00e3o e viol\u00eancia, medo, fuga, tiros, pedras, disputas pelo poder, rela\u00e7\u00f5es de fam\u00edlia, personagens controversos, cenas \u00e0 beira do rio, homens em cavalaria, enlaces entre povos, novos ajustes e um grito de vida ou morte para chamar outras temporadas. O enredo s\u00f3 parece de fic\u00e7\u00e3o. Pesquisadores da hist\u00f3ria do Brasil e de Portugal constroem diferentes olhares ao contexto da Independ\u00eancia do Brasil, que instiga o p\u00fablico h\u00e1 praticamente dois s\u00e9culos.<\/p>\n<p>Desde o ensino fundamental, aprende-se que essa &#8220;s\u00e9rie&#8221; n\u00e3o est\u00e1 relacionada unicamente \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o do 7 de Setembro, motivo de feriado nacional. Para entender esse marco hist\u00f3rico, garantem os especialistas, \u00e9 preciso rever causas, eventos antecedentes e efeitos. Enfim, \u201cmaratonar\u201d os eventos que precedem e sucedem a alegoria do grito do Ipiranga, registrada pelo pintor Pedro Am\u00e9rico d\u00e9cadas depois de 1820. S\u00e3o tantas reviravoltas que renderiam epis\u00f3dios agitad\u00edssimos e \u00e0 moda antiga: sem telefonemas ou mensagens instant\u00e2neas para organizar os atos entre pessoas que est\u00e3o distantes. As ordens e os documentos do Brasil Col\u00f4nia atravessam os caminhos entre metr\u00f3pole e col\u00f4nia por cartas depois de meses de navio pelo Oceano Atl\u00e2ntico e ao sabor do vento j\u00e1 que o barco vapor ainda era um experimento incapaz de enfrentar os mares.<\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: medium;\">O tempo \u00e9 um tempero a mais nesta hist\u00f3ria: a dist\u00e2ncia entre os pa\u00edses criava ru\u00eddos e diminu\u00eda o peso de decis\u00f5es, decretos feitos entre as cortes no Brasil e Portugal. Todos falavam portugu\u00eas, mas a demora com que as informa\u00e7\u00f5es atravessavam os mares, em geral, de dois a tr\u00eas meses, retirava as informa\u00e7\u00f5es de contexto. Para os especialistas entrevistados pela Ag\u00eancia Brasil, os epis\u00f3dios desta s\u00e9rie da vida real est\u00e3o todos associados uns aos outros, enla\u00e7ados em seus significados. Inclusive, aos sentimentos de brasilidade do p\u00fablico. \u201cQuando pensamos ter a necessidade de tratar do que aconteceu com o Brasil h\u00e1 200 anos, \u00e9 porque encontramos algum la\u00e7o entre o presente e o passado. Esse v\u00ednculo se estabelece como forma de comemorar e de lembrar. A raz\u00e3o para contar essa hist\u00f3ria \u00e9 para criar v\u00ednculos de pertencimento\u201d, afirma o historiador Deusdedith Rocha Junior.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: medium;\">Os referenciais desse \u201cpertencimento\u201d, conforme explica Deusdedith, devem levar em conta que o que vai ser lembrado nesse roteiro \u00e9 fruto de uma \u201cdisputa\u201d. O conflito permanente est\u00e1 na raiz de todo o processo. A disputa entre os poderosos da \u00e9poca tem diferentes marcos, como a fuga da fam\u00edlia real portuguesa nos dias finais de novembro de 1807 para a col\u00f4nia Brasil, aonde chegaria somente em 22 de janeiro de 1808. Dom Jo\u00e3o VI, o pr\u00edncipe regente portugu\u00eas, n\u00e3o viu outra sa\u00edda, depois que o pa\u00eds foi amea\u00e7ado de invas\u00e3o pelas tropas do imperador franc\u00eas Napole\u00e3o Bonaparte, j\u00e1 que Portugal n\u00e3o havia aderido ao bloqueio continental contra a Inglaterra.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: medium;\">Dom Jo\u00e3o resolveu apostar em uma aventura e embarcou a fam\u00edlia inteira, incluindo a m\u00e3e, Maria, a esposa, Carlota Joaquina, os filhos, Pedro e Miguel, e outros integrantes da corte em navios e rumaram para o pa\u00eds desconhecido. Ao saber que os poderosos fugiam, a popula\u00e7\u00e3o teria atacado os navios reais inclusive com pedras. Para os pesquisadores, os caminhos da independ\u00eancia brasileira come\u00e7am a tomar forma nesse epis\u00f3dio inusitado.<\/span><\/p>\n<h5 style=\"text-align: left;\" align=\"left\"><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: medium;\"><span style=\"color: #0066cc; font-size: xx-large;\">Para a maioria dos escritores, Revolu\u00e7\u00e3o do Porto estimulou a Independ\u00eancia<\/span><\/span><\/h5>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-3268 size-full\" src=\"https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/O-GRITO-2.jpg\" alt=\"\" width=\"900\" height=\"408\" srcset=\"https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/O-GRITO-2.jpg 900w, https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/O-GRITO-2-300x136.jpg 300w, https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/O-GRITO-2-768x348.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><br \/>\n<em>Um dos atos marcantes na hist\u00f3ria econ\u00f4mica brasileira foi a abertura dos portos \u00e0s Na\u00e7\u00f5es Amigas decretada por D. Jo\u00e3o VI, ainda no per\u00edodo do Imp\u00e9rio, no dia 28 de janeiro de 1808. A tela, pintada por Benedito Calixto, mostra o porto de Santos no ano de 1.882,<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: medium;\">A Independ\u00eancia do Brasil parece enredo de fic\u00e7\u00e3o com v\u00e1rias reviravoltas antes e depois de 7 de setembro de 1822. Para entender essa hist\u00f3ria, \u00e9 preciso rever causas, efeitos e eventos antecedentes e efeitos. Entre esses eventos, escritores sobre a rela\u00e7\u00e3o entre col\u00f4nia e imp\u00e9rio destacam a Revolu\u00e7\u00e3o do Porto, que completou 200 anos em 24 de agosto. A revolta liberal provocou a queda do absolutismo em Portugal e gerou diferentes ecos nos principais personagens hist\u00f3ricos da reg\u00eancia portuguesa no Brasil. Para o pesquisador Paulo Rezzutti, que escreveu biografias de personagens complexos como Dom Pedro e Maria Leopoldina, \u00e9 necess\u00e1rio quebrar estere\u00f3tipos sobre as figuras poderosas do Brasil e de Portugal na \u00e9poca.&nbsp;<\/span><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: medium;\">\u201c\u00c9 preciso compreender que eles est\u00e3o envolvidos em um processo de ideias novas, quebra de paradigmas, como a queda do absolutismo em 1820. \u00c9 um caldeir\u00e3o fervilhante com esses personagens interessantes no meio\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: medium;\">Para Rezzutti a chegada dos lusos vai gerar impactos econ\u00f4micos para o Brasil, que era antes uma esp\u00e9cie de \u201cpropriedade privada de Portugal&#8221; e virou a sede do imp\u00e9rio, enquanto a metr\u00f3pole se afundava entre guerras. Os conflitos em Portugal somente diminu\u00edram quando os ingleses conseguem expulsar os franceses do seu territ\u00f3rio. Assim, os recursos financeiros passam a abastecer mais o reino brit\u00e2nico e os portugueses come\u00e7am a sentir os mesmos efeitos da col\u00f4nia.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: medium;\">Enquanto Dom Jo\u00e3o decretava abertura dos portos do Brasil \u00e0s na\u00e7\u00f5es amigas (entende-se, particularmente, a Inglaterra), do outro lado do oceano a hist\u00f3ria \u00e9 de sufoco, com menos dinheiro circulando com a burguesia, uma reviravolta que a elite portuguesa n\u00e3o imaginava.&nbsp;<\/span><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: medium;\">Neste epis\u00f3dio da Revolu\u00e7\u00e3o do Porto, o Capit\u00e3o Sousa Magalh\u00e3es e o Tenente Paulo Correia impedem entrada do Coronel Grant no Regimento de Infantaria n.\u00ba 6.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: medium;\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-3269 size-full\" src=\"https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/O-GRITO-3.jpg\" alt=\"\" width=\"900\" height=\"538\" srcset=\"https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/O-GRITO-3.jpg 900w, https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/O-GRITO-3-300x179.jpg 300w, https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/O-GRITO-3-768x459.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><br \/>\n<em>A imagem em destaque retrata um epis\u00f3dio da Revolu\u00e7\u00e3o do Porto. Nela, o Capit\u00e3o Sousa Magalh\u00e3es e o Tenente Paulo Correia impedem entrada do Coronel Grant no Regimento de Infantaria n.\u00ba 6. A pintura foi feita em 1917 por Roque Gameiro e publicada em &#8220;Retratos da Hist\u00f3ria de Portugal&#8221;. Dom\u00ednio p\u00fablico.<\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: medium;\">\u201cO que \u00e9 essa revolta do Porto? Esses comerciantes se revoltam porque Portugal est\u00e1 \u00e0 m\u00edngua. Pouco dinheiro circulando. Caem impostos. Como o Brasil abriu os portos para Inglaterra, a elite comercial n\u00e3o atravessa mais as negocia\u00e7\u00f5es com a col\u00f4nia\u201d, avalia o bi\u00f3grafo.&nbsp;<\/span><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: medium;\">O impacto tamb\u00e9m chegou aos tribunais de Lisboa e demais institui\u00e7\u00f5es que antes lidavam, na metr\u00f3pole, com as burocracias da col\u00f4nia. Afinal, o aparato jur\u00eddico havia mudado de terra junto a sede. \u201cEles sentem na pele o que o Brasil passou por 300 anos\u201d.&nbsp;<\/span><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: medium;\">A Revolu\u00e7\u00e3o do Porto espalha-se por Portugal inteiro e acaba, na pr\u00e1tica, com o regime absolutista. Ao serem criadas as cortes constitucionais, o rei perde o poder. A elite portuguesa no Brasil, que passava a experimentar uma liberdade diferente nos \u00faltimos 12 anos da chegada da fam\u00edlia real, sente a mudan\u00e7a dos ventos.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #0066cc; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-large;\">200 anos de Revolu\u00e7\u00e3o do Porto<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: medium;\">Para o professor Jos\u00e9 Manuel Lopes Cordeiro, da Universidade do Minho, e pesquisador do per\u00edodo, a Revolta do Porto pode ser caracterizada como um \u201cpronunciamento militar\u201d, e n\u00e3o como uma revolu\u00e7\u00e3o popular.<\/span><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: medium;\">&nbsp;\u201cOs militares saem do quartel e s\u00e3o lidas as proclama\u00e7\u00f5es para o novo regime. Ra\u00edzes do sistema constitucional que vivemos em Portugal datam desse per\u00edodo\u201d, disse \u00e0 Ag\u00eancia Brasil em chamada de v\u00eddeo.&nbsp;<\/span><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: medium;\">O assunto foi minuciosamente investigado pelo escritor portuense em obra lan\u00e7ada no m\u00eas passado em mais de 500 p\u00e1ginas. O livro 1820: Revolu\u00e7\u00e3o Liberal do Porto foi escrito durante 15 meses com buscas a documentos in\u00e9ditos sobre o epis\u00f3dio. \u201cProcuramos dar uma vis\u00e3o abrangente do que aconteceu naquele ano, porque o p\u00f3s 24 de agosto (de 1820) foi desprezado ou nem sequer abordado pela historiografia&#8221;.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: medium;\">Uma das descobertas trazidas \u00e0 luz da hist\u00f3ria por Jos\u00e9 Manuel foi o Livro de Verea\u00e7\u00f5es (Livro de atas), que cont\u00e9m a posse da Junta Provisional do Governo Supremo do Reino. \u201cOu seja, a funda\u00e7\u00e3o do regime liberal do pa\u00eds aconteceu na C\u00e2mara do Porto, em 24 de agosto de 1820. Sempre me surpreendeu porque \u00e9 que esse livro de atas nunca foi mostrado e nem sequer \u00e9 referido pelos historiadores\u201d.<\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-3270 size-full\" src=\"https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/O-GRITO-4.jpg\" alt=\"\" width=\"900\" height=\"274\" srcset=\"https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/O-GRITO-4.jpg 900w, https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/O-GRITO-4-300x91.jpg 300w, https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/O-GRITO-4-768x234.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><br \/>\n<em>O Livro de Verea\u00e7\u00f5es, que continha as atas das decis\u00f5es liberais, foi rasurado a mando de elites absolutistas. Os registros haviam sido replicados pela imprensa da \u00e9poca e essas informa\u00e7\u00f5es agora est\u00e3o expostas, de forma in\u00e9dita, na Casa do Infante, em Porto. Foto de Ant\u00f3nio Alves\/Museu da Cidade do Porto.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: medium;\">Por causa da passagem dos 200 anos do evento, o assunto tem atra\u00eddo mais aten\u00e7\u00e3o da sociedade portuguesa. O pesquisador \u00e9 o comiss\u00e1rio respons\u00e1vel pela exposi\u00e7\u00e3o sobre o tema no Museu Casa do Infante na cidade do Porto. A mostra come\u00e7ou em fevereiro, foi interrompida por tr\u00eas meses devido ao Covid-19, e est\u00e1 em cartaz at\u00e9 janeiro de 2021. Para o historiador, o furor absolutista est\u00e1 marcado para sempre no pr\u00f3prio livro de ata. Em rea\u00e7\u00e3o contra os liberais naquele pa\u00eds, o livro de verea\u00e7\u00f5es foi rasurado com tinta corrosiva em uma tentativa de apagar os registros em uma reviravolta de lideran\u00e7as absolutistas. <\/span><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: medium;\">Ao mesmo tempo em que ocorrem as transforma\u00e7\u00f5es liberais em Portugal, Jos\u00e9 Manuel Cordeiro considera que a sociedade brasileira encontra-se em uma \u201cefervesc\u00eancia\u201d cultural, pol\u00edtica e ideol\u00f3gica&#8221;, al\u00e9m de j\u00e1 possuir uma infraestrutura de Estado. Os revoltosos na Europa reivindicam que Dom Jo\u00e3o retorne \u00e0 metr\u00f3pole. Em fevereiro de 1821, uma manifesta\u00e7\u00e3o no Rio de Janeiro exige que o rei jure obedi\u00eancia \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: medium;\">Os acontecimentos de 26 de fevereiro de 1821 traduzem o momento. N\u00e3o se sabia qual seria a rea\u00e7\u00e3o de Dom Jo\u00e3o VI. Foi a contragosto, segundo os historiadores, que o rei volta para Portugal intimado pela elite do seu pa\u00eds. Inclusive, ele chegou a anunciar que mandaria o filho Pedro para \u201couvir as queixas\u201d e tranquilizar os revoltosos. Nada feito. Quem retornou a Portugal foi o pr\u00f3prio Dom Jo\u00e3o IV.&nbsp;<\/span><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: medium;\">Antes de zarpar, ele orientou o filho sobre a instabilidade entre coroa e col\u00f4nia. Ao chegar em Portugal, Jo\u00e3o descobriu, da pior forma, que n\u00e3o era mais ele quem dava as cartas: precisava de autoriza\u00e7\u00f5es para descer do navio e tomar decis\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: medium;\">Na opini\u00e3o da professora Teresa Marques, da Universidade de Bras\u00edlia, a Revolta do Porto \u00e9 um movimento que mostra o ressentimento e o mal-estar da elite portuguesa.<\/span><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: medium;\">&nbsp;\u201cO reino havia se tornado secund\u00e1rio nos dom\u00ednios portugueses. Tanto que os portugueses ficaram incomodados com a manuten\u00e7\u00e3o de Pedro no Brasil&#8221;.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"justify\"><span style=\"color: #0066cc;\"><strong><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-large;\">Os pap\u00e9is de Dom Pedro I e da princesa Leopoldina na Independ\u00eancia do Brasil<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-3271 size-full\" src=\"https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/O-GRITO-5.jpg\" alt=\"\" width=\"900\" height=\"538\" srcset=\"https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/O-GRITO-5.jpg 900w, https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/O-GRITO-5-300x179.jpg 300w, https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/O-GRITO-5-768x459.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><br \/>\n<span style=\"color: #000000; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: medium;\"><em>A imagem em destaque \u00e9 um recorte de Dom Pedro I e Dona Leopoldina sobre a pintura Pintura de Julien Palliere (\u00f3leo sobre tela, 1826). A ocasi\u00e3o retratada mostra os dois visitando a Casa Dos Expostos, atualmente o orfanato Rom\u00e3o Duarte no Flamengo (RJ).<\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: medium;\">A Independ\u00eancia do Brasil est\u00e1 marcada pela complexidade dos atores pol\u00edticos como Dom Pedro I e Maria Leopoldina. \u201cO que mais me atrai nessas hist\u00f3rias s\u00e3o esses personagens envolvidos nesse processo da Independ\u00eancia. Poderia ter acontecido tudo ali\u201d, confessa Paulo Rezzutti, escritor de biografias do per\u00edodo colonial. Pedro chegou crian\u00e7a (7 anos de idade) \u00e0 nova terra. \u201cDepois de 12 anos no pa\u00eds, ele j\u00e1 era mais brasileiro do que portugu\u00eas\u201d, diz Rezzutti. A esposa, Maria Leopoldina (da \u00c1ustria), chegou ao Brasil em 1817 e foi s\u00f3 ent\u00e3o que conheceu o marido (em um casamento acordado por procura\u00e7\u00e3o). Ela, ali\u00e1s, revelou-se uma articuladora h\u00e1bil e se liga a movimentos autonomistas, que desejavam que a situa\u00e7\u00e3o permanecesse como estava. Uma personagem determinante para a mudan\u00e7a da rota da hist\u00f3ria.&nbsp;<\/span><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: medium;\">\u201cA situa\u00e7\u00e3o se acirra. Se por um lado, Pedro est\u00e1 preocupado com os acontecimentos em Portugal, Leopoldina estava ligada \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o do trono no Brasil. Pedro considerava ficar desde que pudesse nomear os pr\u00f3prios ministros. Isso acontece no dia 9 de janeiro de 1822, o Dia do Fico\u201d, conta o bi\u00f3grafo, que j\u00e1 escreveu livros sobre Dom Pedro I, Leopoldina, Marquesa de Santos, Dom Pedro II, entre outros.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: medium;\">A decis\u00e3o de Dom Pedro I ficar no Brasil cai como uma bomba em Portugal. \u201cAs Cortes revogam tudo o que Dom Pedro faz. Mas o navio com essa comunica\u00e7\u00e3o s\u00f3 chega em 28 agosto de 1822\u201d, explica Rezzutti.&nbsp;<\/span><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: medium;\">Depois de tanto tempo, as ordens de Lisboa determinavam ainda que Pedro e fam\u00edlia deviam voltar para a metr\u00f3pole imediatamente, e os auxiliares, como Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio e Clemente Pereira, que participaram do aconselhamento deviam ser demitidos, presos e levados para Lisboa. A rea\u00e7\u00e3o no Brasil desencadeia uma sucess\u00e3o de acontecimentos com as caracter\u00edsticas da velocidade da \u00e9poca. \u201cAt\u00e9 reunir o conselho de ministros, foi 2 de setembro. Os auxiliares levam a Dom Pedro I a ideia de declarar a independ\u00eancia. Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio manda oficial de chancelaria encontrar Dom Pedro urgentemente. Isso acontece em 7 de Setembro, no Ipiranga, em S\u00e3o Paulo. At\u00e9 Portugal saber o que estava acontecendo, tamb\u00e9m demora\u201d, destaca Rezzutti.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"justify\"><span style=\"color: #0066cc;\"><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-large;\">Princesa Maria Leopoldina, a articuladora<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: medium;\">Um detalhe ressaltado pelo bi\u00f3grafo de Maria Leopoldina \u00e9 que ela tem participa\u00e7\u00e3o determinante no conselho de ministros em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 declara\u00e7\u00e3o formal da Independ\u00eancia. \u201cEla era articuladora h\u00e1bil. Tinha conhecimento de pol\u00edtica e funcionou como uma mediadora importante nos bastidores do pal\u00e1cio para encontrar uma solu\u00e7\u00e3o adequada.\u201d&nbsp;<\/span><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: medium;\">Ap\u00f3s a independ\u00eancia, a situa\u00e7\u00e3o continuou efervescente. A professora de hist\u00f3ria da Universidade de Bras\u00edlia (UnB) Teresa Marques destaca que a decis\u00e3o pela independ\u00eancia tamb\u00e9m n\u00e3o era consensual. \u201cDe fato, existem protestos no Nordeste do pa\u00eds que se levantam contra a Corte. Em Pernambuco, em 1817 e em 1824, h\u00e1 manifesta\u00e7\u00f5es contra a Constitui\u00e7\u00e3o imposta\u201d.&nbsp;<\/span><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: medium;\">Ela explica que a forma de lidar com as prov\u00edncias era conturbada. \u201cAs pessoas comuns n\u00e3o entendiam direito o que estava acontecendo. Nem sempre Dom Pedro se aconselhava com mentes mais moderadas. Quem dera ele ouvisse mais a esposa\u201d.&nbsp;<\/span><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: medium;\">As prov\u00edncias reagiram a ter que obedecer ao Rio de Janeiro e n\u00e3o mais a Portugal. Pelo caminho da diplomacia, a independ\u00eancia s\u00f3 foi reconhecida pela Europa em 1825 mediante o pagamento de duas milh\u00f5es de libras esterlinas para Portugal.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #0066cc; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-large;\">Independ\u00eancia x Brasilidade<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: medium;\">O conceito de brasilidade acontece em n\u00e3o menos do que duas d\u00e9cadas depois, segundo os pesquisadores entrevistados. Teresa Marques destaca o papel da imprensa que, a par das dificuldades de dar conta de explicar o tempo presente, traz discuss\u00f5es relevantes para os jornais.&nbsp;<\/span><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: medium;\">Para o historiador Deusdedith Rocha Junior, o 7 de Setembro, em boa parte pelo imp\u00e9rio portugu\u00eas, n\u00e3o era tratado de forma importante. \u201cQuando destacamos a independ\u00eancia como fruto da a\u00e7\u00e3o determinada de uma pessoa que \u00e9, no caso o imperador, abafam-se os interesses dos poderosos e tamb\u00e9m a ideia de que essas elites e Dom Pedro tomaram todo cuidado para que a popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o participasse disso.\u201d Ele cita que as manifesta\u00e7\u00f5es na Bahia e no Par\u00e1 foram tratadas com viol\u00eancia policial, incluindo centenas de mortes.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: medium;\">\u201cN\u00e3o \u00e9 uma hist\u00f3ria pac\u00edfica. Isso tudo cai no esquecimento para confirmar uma ideia de mansid\u00e3o do brasileiro.\u201d Os pesquisadores avaliam que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel entender aquele per\u00edodo apenas por uma ideia de \u201cgrito\u201d, como se fosse o \u00faltimo epis\u00f3dio.&nbsp;<\/span><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: medium;\">A hist\u00f3ria barulhenta, cheia de nuances, inclusive de sil\u00eancios, ainda vai ecoar pelos s\u00e9culos.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Independ\u00eancia do Brasil &#8211; O quadro de Pedro Am\u00e9rico \u00e9 uma met\u00e1fora sobre o dia do Grito do Ipiranga. A pintura, feita em 1888, chama-se Independ\u00eancia ou Morte e est\u00e1 exposta no Museu do Ipiranga, em S\u00e3o Paulo. 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