{"id":2180,"date":"2023-01-19T23:38:14","date_gmt":"2023-01-19T23:38:14","guid":{"rendered":"https:\/\/portosma.com.br\/?page_id=2180"},"modified":"2023-01-19T23:38:14","modified_gmt":"2023-01-19T23:38:14","slug":"caravelas-o-brasil-deve-um-grande-favor-a-elas","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/portosma.com.br\/index.php\/caravelas-o-brasil-deve-um-grande-favor-a-elas\/","title":{"rendered":"Caravelas: O Brasil deve um grande favor a elas"},"content":{"rendered":"<h1><span style=\"color: #3366ff;\">Est\u00e1 na hora de conhec\u00ea-las<\/span><\/h1>\n<h5 style=\"text-align: right;\"><span style=\"color: #993300;\"><em><strong>Texto: Jo\u00e3o Lara Mesquita, publicado no site mar sem fim\/Jornal Folha de S\u00e3o Paulo.<\/strong><\/em><\/span><\/h5>\n<p>\u201cFoi a partir das experi\u00eancias feitas em barcos de pesca constru\u00eddos pelos \u2018fatimidas\u2019 nos c\u00e9lebres estaleiros mu\u00e7ulmanos da ilha de Rawda, no Nilo, onde hoje fica a cidade do Cairo, que os carpinteiros \u00e1rabes devem ter constru\u00eddo o primeiro c\u00e1rabo latino de pesca que, atrav\u00e9s de simples adapta\u00e7\u00f5es do aparelho (sistema v\u00e9lico) e pouco mais, deu lugar \u00e0s caravelas latinas, sabiamente aproveitadas pelo Infante D. Henrique (Saiba mais sobre o Infante). Mas a vela latina triangular j\u00e1 existia no Egito, quando os \u00e1rabes aproveitaram para aparelhar o seu c\u00e1rabo de pesca.\u201d Assim escreveu Jos\u00e9 Quirino da Fonseca, em As Origens da Caravela Portuguesa.<\/p>\n<h5><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-2181 size-full\" src=\"https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/CARAVELAS-1.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"513\" srcset=\"https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/CARAVELAS-1.jpg 800w, https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/CARAVELAS-1-300x192.jpg 300w, https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/CARAVELAS-1-768x492.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><span style=\"color: #993300;\"><em><strong>Caravela reconstru\u00edda em Portugal, r\u00e9plica das que vieram dar na Bahia.<\/strong><\/em><\/span><\/h5>\n<p>Os barcos que vieram dar nas costas da Bahia h\u00e1 muito j\u00e1 existiam. Foram, apenas, melhorados pelo g\u00eanio lusitano, que adaptou-os para o seu p\u00e9riplo mar\u00edtimo entre os s\u00e9culos 15 e 16.<\/p>\n<p>A invas\u00e3o da Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica pelos mouros<\/p>\n<p>A invas\u00e3o da pen\u00ednsula Ib\u00e9rica come\u00e7ou a partir de 711. Tropas mu\u00e7ulmanas oriundas do Norte da \u00c1frica cruzaram o estreito de Gibraltar, penetrando na pen\u00ednsula Ib\u00e9rica onde ficaram at\u00e9 1492.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-2182 size-full alignleft\" src=\"https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/CARAVELAS-2.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"303\" srcset=\"https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/CARAVELAS-2.jpg 400w, https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/CARAVELAS-2-300x227.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/p>\n<h5><span style=\"color: #993300;\"><em><strong>Ilustra\u00e7\u00e3o: http:\/\/www.causamerita.com\/<\/strong><\/em><\/span><\/h5>\n<p>Todos os historiadores lusos, incluso o maior, Jaime Cortes\u00e3o, n\u00e3o se cansam de explicar que foi a partir deste movimento que os portugueses avan\u00e7aram na ci\u00eancia n\u00e1utica como um todo, especialmente na arte da constru\u00e7\u00e3o naval.<\/p>\n<p><span style=\"color: #3366ff;\"><strong>Os avan\u00e7os n\u00e1uticos dos lusos atrav\u00e9s de sua conviv\u00eancia com os mu\u00e7ulmanos<\/strong><\/span><\/p>\n<p>\u201cOs mouros foram a cadeia transmissora das t\u00e9cnicas e saberes orientais para o Ocidente,\u201d escreveu Quirino da Fonseca. Cortes\u00e3o foi al\u00e9m. Em sua obra m\u00e1xima, Os Descobrimentos Portugueses, assim explicou a influ\u00eancia \u00e1rabe: \u201cos descobridores portugueses sulcar\u00e3o os mares em caravelas, e ao \u2018pesar o sol\u2018 (mediar a altura do astro) para saber a \u2018ladeza\u2019 (latitude) dum lugar, far\u00e3o girar a alidade do astrol\u00e1bio e consultar\u00e3o o almanaque para conhecer a declina\u00e7\u00e3o solar. E nestas palavras ouvir\u00e3o o eco da cultura (referindo-se \u00e0 cultura que os \u00e1rabes trouxeram) dum povo que agora, combatem, mas cujos ensinamentos, sem o saberem, testemunham a cada hora.\u201d<\/p>\n<p><span style=\"color: #3366ff;\"><strong>Astrol\u00e1bio, alidade e almanaque<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Todas as palavras grifadas foram inven\u00e7\u00f5es dos \u00e1rabes, como o astrol\u00e1bio, ou conceitos que eles trouxeram do Oriente para o Ocidente, acelerando o conhecimento luso.<\/p>\n<p>Os \u00e1rabes tamb\u00e9m foram influenciados por outros povos navegadores. Jaime Cortes\u00e3o:\u201d\u2026 a multiplica\u00e7\u00e3o e o fracionamento do velame, progresso imenso, que se estendeu ao Mediterr\u00e2neo, durante os \u00faltimos s\u00e9culos da Idade M\u00e9dia, provavelmente sob influ\u00eancia dos \u00e1rabes, que o haviam recebido dos chineses.\u201d<\/p>\n<p>Barcos que precederam as caravelas portuguesas<\/p>\n<p>M\u00e1rio de Vasconcelos e S\u00e1, cap\u00edtulo A Arquetetura Naval dos S\u00e9culos 15 e 16, do livro, O S\u00e9culo dos Descobrimentos: \u201dOs primeiros achamentos no tempo do Infante D. Henrique, foram realizados em barchas, barcas, e barin\u00e9is.<\/p>\n<h5><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-2183 size-full alignleft\" src=\"https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/CARAVELAS-3.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/CARAVELAS-3.jpg 400w, https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/CARAVELAS-3-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><span style=\"color: #993300;\"><em><strong>Desenho de barca, ou barin\u00e9l, barcos que deram origem as caravelas portuguesas. J\u00e1 imaginou dobrar o Bojador num tr\u00f3\u00e7o destes?<\/strong><\/em><\/span><\/h5>\n<p>\u201cA barcha em que Gil Eanes cometeu a proeza de passar o Cabo Bojador, em 1434, tinha uma s\u00f3 coberta e um s\u00f3 mastro. Com vela redonda e cesto de g\u00e1vea. Teve origem nas nossas barcas costeiras como se v\u00ea no Chafariz de Arroios, em Lisboa, sem castelo, com um s\u00f3 mastro para vela quadrangular.\u201d imagem de Barcha, barco que deu origem as caravelas portuguesas<\/p>\n<h5><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2184 size-full alignleft\" src=\"https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/CARAVELAS-4.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"326\" srcset=\"https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/CARAVELAS-4.jpg 400w, https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/CARAVELAS-4-300x245.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><span style=\"color: #993300;\"><em><strong>Eis o relevo mencionado e a Barcha (Foto:ruasdelisboacomhistria.blogspot.com).(Ilustra\u00e7\u00e3o:http:\/\/wwwblogdidi.blogspot.com.br\/)<\/strong><\/em><\/span><\/h5>\n<p><span style=\"color: #3366ff;\"><strong>C\u00e1rabos mouriscos<\/strong><\/span><\/p>\n<p>\u201cNo s\u00e9culo 13 a palavra caravela, no sentido de barco de pesca e transporte, tal como os c\u00e1rabos mouriscos (aportuguesamento do grego ???a\u00df??, um barco ligeiro usado no Mediterr\u00e2neo), aparece por tr\u00eas vezes, j\u00e1 no foral que D. Afonso III, em 1255, doou \u00e0 Vila Nova de Gaia. Palavras do historiador M\u00e1rio de Vasconcelos e S\u00e1. Na ilustra\u00e7\u00e3o a seguir o desenho de um c\u00e1rabo, barco mouro que inspirou as caravelas (ILUSTRA\u00c7\u00c3O)<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-2190 size-full\" src=\"https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/CARAVELAS-5.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"322\" srcset=\"https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/CARAVELAS-5.jpg 400w, https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/CARAVELAS-5-300x242.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/p>\n<p><span style=\"color: #3366ff;\"><strong>Mudan\u00e7as no casco<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Vasconcelos e S\u00e1 explica as modifica\u00e7\u00f5es impostas: \u201d o casco foi alterado na largura e comprimento. O fundo era pouco mais estreito que o dos navios redondos, e o casco, provido de espor\u00e3o, era como as gal\u00e9s e os navios a remos. N\u00e3o tinha castelo \u00e0 proa, ao contr\u00e1rio da gal\u00e9.\u201d A pr\u00f3xima ilustra\u00e7\u00e3o mostra&nbsp;desenho de gal\u00e9 que viria a influenciar as caravelas portuguesas A gal\u00e9 (Ilustra\u00e7\u00e3o:https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Gal%C3%A9)<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-2186 size-full\" src=\"https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/CARAVELAS-6.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"290\" srcset=\"https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/CARAVELAS-6.jpg 400w, https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/CARAVELAS-6-300x218.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/p>\n<p>Continua Vasconcelos e S\u00e1, \u201cna forma e propor\u00e7\u00e3o do comprimento e de boca do casco das caravelas foram felizes os portugueses. Pois que, opondo menor resist\u00eancia \u00e0 deriva, maior facilidade tinham de virar, como se tratasse de navios de remos. Assim se explica o motivo por que esta forma de casco, aliado ao aparelho, permitia virar rapidamente de bordo, com seguran\u00e7a e facilidade.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #3366ff;\"><strong>Rep\u00fablicas italianas tamb\u00e9m d\u00e3o sua contribui\u00e7\u00e3o a Portugal<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Jaime Cortes\u00e3o: \u201cS\u00e3o de sobra conhecidas as rela\u00e7\u00f5es entre a marinha portuguesa e a escola n\u00e1utica e cartogr\u00e1fica de Genova, personalizada de princ\u00edpio pelos almirantes genoveses que reorganizaram, no primeiro quartel do s\u00e9culo 14, a marinha de guerra portuguesa.\u201d<\/p>\n<p><span style=\"color: #3366ff;\"><strong>As primeiras caravelas portuguesas<\/strong><\/span><\/p>\n<p>E assim, como essa mistura que remonta a quase todos os povos navegadores antigos, nasce, aos poucos, a caravela. Depois de seu uso inicial, ela continuou a passar por modifica\u00e7\u00f5es, desta feita em raz\u00e3o das observa\u00e7\u00f5es dos pr\u00f3prios lusos.<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #3366ff;\">A Caravela: origens do tipo de vela<\/span><\/strong><\/p>\n<p>Sabemos que o sistema de velas veio dos mu\u00e7ulmanos. \u201cUma das principais caracter\u00edsticas dos barcos mu\u00e7ulmanos estava na vela latina triangular, no que diz respeito ao Mediterr\u00e2neo. Quanto ao tipo usado no Golfo P\u00e9rsico e Mar Vermelho, era do tipo bastardo trapezoidal-, em que um dos lados, o da amura, era t\u00e3o pequeno que a vela apresentava-se aparentemente triangular. Para al\u00e9m disso,\u201d diz Quirino da Fonseca, \u201ctem uma verga comprida e um mastro curto e inclinado para a r\u00e9 ou para avante, conforme o tipo de barco e a regi\u00e3o a que pertencesse.\u201d E prossegue o historiador \u201cdeve-se aos indianos (com barcos conhecidos como \u2018pangaios\u2019) e \u00e1rabes a navega\u00e7\u00e3o a bolina no \u00cdndico, isto \u00e9, a custa da vela bastarda latina.\u201d<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2187 size-full alignleft\" src=\"https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/CARAVELAS-7.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"319\" srcset=\"https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/CARAVELAS-7.jpg 400w, https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/CARAVELAS-7-300x239.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/p>\n<h5><span style=\"color: #993300;\"><em><strong>Ilustra\u00e7\u00e3o do pangaio, barco indiano que influenciou as caravelas O pangaio e sua vela latina bastarda, a mesma das caravelas (ilustra\u00e7\u00e3o:http:\/\/etc.usf.edu\/)<\/strong><\/em><\/span><\/h5>\n<p>O mesmo sistema foi adotado nas caravelas portuguesas<\/p>\n<p>M\u00e1rio Vasconcelos e S\u00e1, em as caravelas de Bartolomeu Dias (o real descobridor do Brasil, segundo Cortes\u00e3o) diz o seguinte: \u201cos navios em que Bartolomeu Dias executou a fa\u00e7anha da passagem do Cabo das Tormentas ou do Diabo eram embarca\u00e7\u00f5es resistentes e constru\u00eddas conforme ensinamentos de explora\u00e7\u00e3o mar\u00edtima de Diogo C\u00e3o. O casco aproximou-se da forma da nau. O aparelho passou a ter mais um ou dois mastros. As caravelas navegavam, em m\u00e9dia, a 7 n\u00f3s de velocidade.<\/p>\n<p>\u201cA conquista do Atl\u00e2ntico come\u00e7ou com o aperfei\u00e7oamento dos veleiros. Aperfei\u00e7oando o navio, os portugueses inventaram a caravela de aparelho-duplo: velas quadradas para andamento do vento traseiro, velas latinas para o vento de frente. Sem essa combina\u00e7\u00e3o \u00e9 natural que os portugueses nunca tivessem podido descer e subir a eterna corrente dos alisados (ventos al\u00edsios). As embarca\u00e7\u00f5es que Vasco da Gama atingiu a \u00cdndia, em 1497, eram do novo tipo: naus S\u00e3o Gabriel e S\u00e3o Rafael.\u201d<\/p>\n<h5><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-2188 size-full\" src=\"https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/CARAVELAS-8.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"314\" srcset=\"https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/CARAVELAS-8.jpg 800w, https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/CARAVELAS-8-300x118.jpg 300w, https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/CARAVELAS-8-768x301.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><span style=\"color: #993300;\"><em><strong>Desenho da nau S. Rafael, de vasco da gama, que originou as caravelas portuguesas; Nau S\u00e3o rafael (Ilustra\u00e7\u00e3o:http:\/\/www.notapositiva.com\/), Outra ilustra\u00e7\u00e3o dos navios de Gama. Azulejos com desenhos dos navio de Vasco da Gama; Em primeiro plano uma nua, em segundo, caravelas. Aten\u00e7\u00e3o \u00e0s velas bastardas latinas, como as dos Pangaios, e ainda usadas at\u00e9hoje no Brasil e no \u00cdndico.<\/strong><\/em><\/span><\/h5>\n<p><span style=\"color: #3366ff;\"><strong>A frota cabralina<\/strong><\/span><\/p>\n<p>\u201cNo que diz respeito \u00e0s naus \u00e9 de aceitar-se que as maiores, como capit\u00e2nia e El-Rei, excedessem os 200 ton\u00e9is. Sem ultrapassar no entanto o limite de 300. E as menores, como a Anunciada, ficassem entre 100 e 200 ton\u00e9is. A m\u00e9dia de sua arquea\u00e7\u00e3o or\u00e7aria o dobro das naus de Vasco da Gama, a maior das quais n\u00e3o passava de 100 ton\u00e9is, conforme Duarte Pacheco Pereira. O que mostra a r\u00e1pida evolu\u00e7\u00e3o da marinha portuguesa em tr\u00eas anos apenas, de 1497 a 1500.\u201dEsta, a descri\u00e7\u00e3o da frota de Luis Ad\u00e3o da Fonseca, no livro Pedro \u00c1lvares Cabral- Uma Viagem.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-2189 size-full\" src=\"https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/CARAVELAS-9.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"419\" srcset=\"https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/CARAVELAS-9.jpg 800w, https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/CARAVELAS-9-300x157.jpg 300w, https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/CARAVELAS-9-768x402.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><span style=\"color: #993300;\"><em><strong>Ilustra\u00e7\u00e3o da frota de Cabral; As naus e caravelas de Cabral; Ad\u00e3o da Fonseca: \u201cA armada de Cabral, a maior at\u00e9 ent\u00e3o reunida, contava com 13 navios. As naus constituem o grosso da frota. S\u00e3o ao todo dez navios. As maiores capitaneadas por Cabral e Sancho de Tovar, aproximam-se dos 300 ton\u00e9is. As caravelas, em n\u00famero de tr\u00eas, seriam redondas, de cerca de 100 ton\u00e9is, com comprimento total de cerca de 25 metros.\u201d E a Ilustra\u00e7\u00e3o de caravelas portuguesas. <\/strong><\/em><em><strong>A ilustra\u00e7\u00e3o \u00e9 de uma nau, navio posterior as caravelas.<\/strong><\/em><\/span><\/p>\n<p>Note a ousadia dos lusos: cruzar o \u2018Diabo\u2019, ou Boa Esperan\u00e7a; de l\u00e1 atravessar o \u00cdndico e atingir as \u00cdndias, em barcos de apenas 25 metros!!<\/p>\n<p><span style=\"color: #3366ff;\"><strong>Vida a bordo das Caravelas<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Tr\u00eas historiadores lusos ousaram reconstruir a vida a bordo, no livro A Caravela. S\u00e3o eles Eduardo Frutuoso, Paulo Guinote e Ant\u00f3nio Lopes. Depois de explicarem que a tarefa n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil \u201cpois as informa\u00e7\u00f5es escasseiam\u2019, explicam que \u2018aos nossos dias chegaram diversos relatos sobre a vida e o cotidiano a bordo de naus e mais especificamente, \u00e0s da Carreira da \u00cdndia (Saiba mais sobre esta rota). A este respeito existe abundante bibliografia resultado da literatura de viagens. J\u00e1 no caso da caravela isso assim n\u00e3o \u00e9, pelo que muito do que pode ser escrito resulta de dedu\u00e7\u00f5es e infer\u00eancias. Assim sendo, muito do que em adiante se segue tem por base esta combina\u00e7\u00e3o de elementos d\u00edspares, embora n\u00e3o seja dif\u00edcil compreender que muitos dos aspectos da viv\u00eancia a bordo das naus em pouco seria diferente do que se passava a bordo das caravelas.\u201d<\/p>\n<p><span style=\"color: #3366ff;\"><strong>Passageiros e tripulantes<\/strong><\/span><\/p>\n<p>\u201cO capit\u00e3o era o principal respons\u00e1vel a bordo e por tudo o que acontece durante a viagem. Em teoria, deveria ter conhecimentos aprofundados dos aspectos ligados \u00e0 navega\u00e7\u00e3o mas, na pr\u00e1tica, com o passar do temo e a atribui\u00e7\u00e3o das capitanias por quest\u00f5es de outras ordem, muitos seriam os capit\u00e3es com escassos ou nulos conhecimentos de n\u00e1utica. Isso fazia com que toda a parte t\u00e9cnica da navega\u00e7\u00e3o quotidiana ficasse em exclusivo cargo do piloto.\u201d<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #3366ff;\">O piloto<\/span><\/strong><\/p>\n<p>\u201cO piloto era o cargo hierarquicamente mais importante a seguir ao capit\u00e3o\u2026Era fundamental a sua compet\u00eancia e qualifica\u00e7\u00e3o, pelo que a sua fun\u00e7\u00e3o era central no sucesso de uma viagem. Para o auxiliar nas suas tarefas poderia ser ajudado por um sota-piloto.\u201d<\/p>\n<p><span style=\"color: #3366ff;\"><strong>O mestre e os marinheiros<\/strong><\/span><\/p>\n<p>\u201cO mestre tinha a seu cargo a chefia direta dos marinheiros, grumetes, e restante do pessoal\u2026 Completava o trio de chefias e podia ser auxiliado por um contramestre. Os marinheiros em n\u00famero vari\u00e1vel, desempenhavam todas as tarefas relacionadas com a navega\u00e7\u00e3o\u2026seu recrutamento nem sempre era f\u00e1cil e com o tempo tornou-se o embarque de todo o tipo de desocupados, mendigos, ou mesmo criminosos que se encontrassem a vaguear pelas ruas de Lisboa. Embora isso viesse a se tornar comum com o avan\u00e7ar do s\u00e9culo 16, conta-se que a ignor\u00e2ncia de alguns nos assuntos do mar ter\u00e1 sido a raz\u00e3o de muitos problemas, desde logo falhas de comunica\u00e7\u00e3o ao n\u00edvel dos termos t\u00e9cnicos.\u201d<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #3366ff;\">Os grumetes<\/span><\/strong><\/p>\n<p>\u201cO grupo na base da hierarquia, eram geralmente jovens aprendizes que podiam na sua primeira ou segunda viagem, a ganhar experi\u00eancia para mais tarde tornarem-se marinheiros\u2026a eles cabiam as fun\u00e7\u00f5es menos agrad\u00e1veis como tratar a limpeza ou dar \u00e0 bomba (para esvaziar os por\u00f5es), n\u00e3o era raro que recebessem tratamento violento por parte dos superiores.\u201d<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #3366ff;\">Pagens<\/span><\/strong><\/p>\n<p>\u201cPoderiam ir a bordo pagens, igualmente jovens e em n\u00famero de quatro, que faziam a chamada de pessoal que entrava em servi\u00e7o, tratavam das luzes e transmitiam recados dos oficiais. Cabia-lhes ainda a fun\u00e7\u00e3o de proeiros, quando iam a leil\u00e3o os bens de defuntos. Era normal irem nas viagens mais longas, art\u00edfices como tanoeiros, calafates, carpinteiros, barbeiros ou f\u00edsicos (o equivalente mais pr\u00f3ximos a m\u00e9dicos) para suprir necessidades de manuten\u00e7\u00e3o dos navios durante as expedi\u00e7\u00f5es. A bordo poderiam ainda ir um escriv\u00e3o, um capel\u00e3o e um meirinho ou alcaide.\u201d<\/p>\n<p><span style=\"color: #3366ff;\"><strong>A comida nas caravelas<\/strong><\/span><\/p>\n<p>\u201cA bordo das caravelas sempre que o tempo permitia cozinhava-se uma refei\u00e7\u00e3o quente por dia. O lume era aceso no conv\u00e9s, num ponto abrigado, em regra junto do castelo de popa, sendo o fogo feito com carv\u00e3o ou lenha que ardia sobre terra ou areia. Quando o vento ou chuva impediam, a tripula\u00e7\u00e3o limitava-se a fazer refei\u00e7\u00f5es frias.\u201d Segundo os autores, \u2018os principais mantimentos eram constitu\u00eddos por biscoitos, pela carne ou peixe salgados, pela \u00e1gua e pelo vinho\u2019. Os autores explicam que \u2018por vezes podiam ser embarcados animais vivos (galinhas, porcos e nos navios de maior dimens\u00e3o, carneiros ou mesmo vacas nas naus), o que permitia um certo n\u00famero de refei\u00e7\u00f5es com carne fresca\u2019.<\/p>\n<p>Quando era poss\u00edvel, pescavam, mas isso era raro durante as travessias. E a fome, uma constante. Os autores relatam: \u201cEm 1647 houve marinheiros da armada da \u00cdndia que comeram mesmo uma carta n\u00e1utica acabando intoxicados pela tinta. E as disputas pelo mais pequeno peda\u00e7o comest\u00edvel tornavam-se verdadeiras lutas sem quartel. Mais raros s\u00e3o os casos em que se menciona a pr\u00f3pria antropofagia.\u201d<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #3366ff;\">Higiene<\/span><\/strong><\/p>\n<p>\u201cA satisfa\u00e7\u00e3o das necessidades fisiol\u00f3gicas, que j\u00e1 em terra n\u00e3o beneficiavam de cuidadas instala\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias, em alto-mar era feita no conv\u00e9s., Nas caravelas deveriam existir baldes, usados para este efeito, que eram despejados no mar, mas nem sempre as coisas aconteciam sem percal\u00e7os\u2026 as naus da \u00cdndia eram sujas e infectas, por a maior parte da gente n\u00e3o ter o cuidado de ir ao conv\u00e9s para satisfazer suas necessidades, o que era uma das causas de morrer tanta gente durante as viagens\u2026ratos e baratas atacavam com frequ\u00eancia os mantimentos e contribu\u00edam para a propaga\u00e7\u00e3o de diversas doen\u00e7as\u2026E se o banho em terra era raro, o mesmo se passava com a lavagem da roupa ao longo das viagens, tornando comuns as infesta\u00e7\u00f5es de piolhos, pulgas e percevejos, sobretudo nas latitudes mais \u00famidas e quentes.\u201d<\/p>\n<h2>E ent\u00e3o, pensou que fosse f\u00e1cil?<\/h2>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Est\u00e1 na hora de conhec\u00ea-las Texto: Jo\u00e3o Lara Mesquita, publicado no site mar sem fim\/Jornal Folha de S\u00e3o Paulo. \u201cFoi a partir das experi\u00eancias feitas em barcos de pesca constru\u00eddos pelos \u2018fatimidas\u2019 nos c\u00e9lebres estaleiros mu\u00e7ulmanos da ilha de Rawda, no Nilo, onde hoje fica a cidade do Cairo, que os carpinteiros \u00e1rabes devem ter [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_editorskit_title_hidden":false,"_editorskit_reading_time":0,"_editorskit_is_block_options_detached":false,"_editorskit_block_options_position":"{}","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"class_list":["post-2180","page","type-page","status-publish","hentry"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v22.5 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Caravelas: O Brasil deve um grande favor a elas - Portosma<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/portosma.com.br\/index.php\/caravelas-o-brasil-deve-um-grande-favor-a-elas\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Caravelas: O Brasil deve um grande favor a elas - Portosma\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Est\u00e1 na hora de conhec\u00ea-las Texto: Jo\u00e3o Lara Mesquita, publicado no site mar sem fim\/Jornal Folha de S\u00e3o Paulo. \u201cFoi a partir das experi\u00eancias feitas em barcos de pesca constru\u00eddos pelos \u2018fatimidas\u2019 nos c\u00e9lebres estaleiros mu\u00e7ulmanos da ilha de Rawda, no Nilo, onde hoje fica a cidade do Cairo, que os carpinteiros \u00e1rabes devem ter [&hellip;]\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/portosma.com.br\/index.php\/caravelas-o-brasil-deve-um-grande-favor-a-elas\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Portosma\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/CARAVELAS-1.jpg\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"13 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/portosma.com.br\/index.php\/caravelas-o-brasil-deve-um-grande-favor-a-elas\/\",\"url\":\"https:\/\/portosma.com.br\/index.php\/caravelas-o-brasil-deve-um-grande-favor-a-elas\/\",\"name\":\"Caravelas: O Brasil deve um grande favor a elas - Portosma\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/portosma.com.br\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/portosma.com.br\/index.php\/caravelas-o-brasil-deve-um-grande-favor-a-elas\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/portosma.com.br\/index.php\/caravelas-o-brasil-deve-um-grande-favor-a-elas\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/CARAVELAS-1.jpg\",\"datePublished\":\"2023-01-19T23:38:14+00:00\",\"dateModified\":\"2023-01-19T23:38:14+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/portosma.com.br\/index.php\/caravelas-o-brasil-deve-um-grande-favor-a-elas\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/portosma.com.br\/index.php\/caravelas-o-brasil-deve-um-grande-favor-a-elas\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/portosma.com.br\/index.php\/caravelas-o-brasil-deve-um-grande-favor-a-elas\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/CARAVELAS-1.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/CARAVELAS-1.jpg\",\"width\":800,\"height\":513},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/portosma.com.br\/index.php\/caravelas-o-brasil-deve-um-grande-favor-a-elas\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/portosma.com.br\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Caravelas: O Brasil deve um grande favor a elas\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/portosma.com.br\/#website\",\"url\":\"https:\/\/portosma.com.br\/\",\"name\":\"Portosma\",\"description\":\"Um site de not\u00edcias\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/portosma.com.br\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/portosma.com.br\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":\"required name=search_term_string\"}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\/\/portosma.com.br\/#organization\",\"name\":\"Portosma\",\"alternateName\":\"Portosma\",\"url\":\"https:\/\/portosma.com.br\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/portosma.com.br\/#\/schema\/logo\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/cropped-AD-PORTOSMA.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/cropped-AD-PORTOSMA.jpg\",\"width\":400,\"height\":115,\"caption\":\"Portosma\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/portosma.com.br\/#\/schema\/logo\/image\/\"}}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Caravelas: O Brasil deve um grande favor a elas - Portosma","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/portosma.com.br\/index.php\/caravelas-o-brasil-deve-um-grande-favor-a-elas\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Caravelas: O Brasil deve um grande favor a elas - Portosma","og_description":"Est\u00e1 na hora de conhec\u00ea-las Texto: Jo\u00e3o Lara Mesquita, publicado no site mar sem fim\/Jornal Folha de S\u00e3o Paulo. \u201cFoi a partir das experi\u00eancias feitas em barcos de pesca constru\u00eddos pelos \u2018fatimidas\u2019 nos c\u00e9lebres estaleiros mu\u00e7ulmanos da ilha de Rawda, no Nilo, onde hoje fica a cidade do Cairo, que os carpinteiros \u00e1rabes devem ter [&hellip;]","og_url":"https:\/\/portosma.com.br\/index.php\/caravelas-o-brasil-deve-um-grande-favor-a-elas\/","og_site_name":"Portosma","og_image":[{"url":"https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/CARAVELAS-1.jpg"}],"twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Est. tempo de leitura":"13 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/portosma.com.br\/index.php\/caravelas-o-brasil-deve-um-grande-favor-a-elas\/","url":"https:\/\/portosma.com.br\/index.php\/caravelas-o-brasil-deve-um-grande-favor-a-elas\/","name":"Caravelas: O Brasil deve um grande favor a elas - Portosma","isPartOf":{"@id":"https:\/\/portosma.com.br\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/portosma.com.br\/index.php\/caravelas-o-brasil-deve-um-grande-favor-a-elas\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/portosma.com.br\/index.php\/caravelas-o-brasil-deve-um-grande-favor-a-elas\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/CARAVELAS-1.jpg","datePublished":"2023-01-19T23:38:14+00:00","dateModified":"2023-01-19T23:38:14+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/portosma.com.br\/index.php\/caravelas-o-brasil-deve-um-grande-favor-a-elas\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/portosma.com.br\/index.php\/caravelas-o-brasil-deve-um-grande-favor-a-elas\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/portosma.com.br\/index.php\/caravelas-o-brasil-deve-um-grande-favor-a-elas\/#primaryimage","url":"https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/CARAVELAS-1.jpg","contentUrl":"https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/CARAVELAS-1.jpg","width":800,"height":513},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/portosma.com.br\/index.php\/caravelas-o-brasil-deve-um-grande-favor-a-elas\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/portosma.com.br\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Caravelas: O Brasil deve um grande favor a elas"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/portosma.com.br\/#website","url":"https:\/\/portosma.com.br\/","name":"Portosma","description":"Um site de not\u00edcias","publisher":{"@id":"https:\/\/portosma.com.br\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/portosma.com.br\/?s={search_term_string}"},"query-input":"required name=search_term_string"}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/portosma.com.br\/#organization","name":"Portosma","alternateName":"Portosma","url":"https:\/\/portosma.com.br\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/portosma.com.br\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/cropped-AD-PORTOSMA.jpg","contentUrl":"https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/cropped-AD-PORTOSMA.jpg","width":400,"height":115,"caption":"Portosma"},"image":{"@id":"https:\/\/portosma.com.br\/#\/schema\/logo\/image\/"}}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/portosma.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/2180","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/portosma.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/portosma.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/portosma.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/portosma.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2180"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/portosma.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/2180\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2191,"href":"https:\/\/portosma.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/2180\/revisions\/2191"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/portosma.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2180"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}