{"id":1965,"date":"2023-01-15T23:21:24","date_gmt":"2023-01-15T23:21:24","guid":{"rendered":"https:\/\/portosma.com.br\/?page_id=1965"},"modified":"2025-07-31T17:18:40","modified_gmt":"2025-07-31T17:18:40","slug":"entrevista-augusto-pellegrini-filho","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/portosma.com.br\/index.php\/entrevista-augusto-pellegrini-filho\/","title":{"rendered":"Entrevista: AUGUSTO PELLEGRINI FILHO"},"content":{"rendered":"<p><strong><span style=\"color: #003300;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-1966 alignleft\" src=\"https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/PELLEGRINI-300x236.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"236\" data-wp-editing=\"1\" srcset=\"https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/PELLEGRINI-300x236.jpg 300w, https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/PELLEGRINI.jpg 310w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>AUGUSTO PELLEGRINI FILHO<\/span><\/strong><br \/>\n<strong><em><span style=\"color: #0000ff;\">Professor, empres\u00e1rio e ex-Superintendente<br \/>\nde Compras da Alcoa.<br \/>\n<\/span><\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Por Carlos Andrade, da Reda\u00e7\u00e3o<\/em><\/strong><\/p>\n<p><em><strong>Entrevista publicada no Jornal da Soamar, n\u00ba 108, em sua edi\u00e7\u00e3o do m\u00eas de julho do ano de 2000.<\/strong><\/em><\/p>\n<h2><span style=\"color: #3366ff;\">&#8220;No dia 16 de agosto de 1984 eu estava no canteiro de obras, de camisa manga comprida, esperando a banda passar&#8230;&#8221;<\/span><\/h2>\n<p><em>Paulista de nascimento, Augusto Pellegrini Filho, nasceu em S\u00e3o Paulo &#8211; Capital, no dia 17 de fevereiro de 1940. Aos 60 anos, esse s\u00e3o paulino convicto \u00e9 uma dessas pessoas que nunca passa inc\u00f3lumes pelos lugares, pelas pessoas e pelas empresas. \u00c9 formado em Ci\u00eancias Econ\u00f4micas, Publicidade e Radialismo, mas dedicou a sua vida profissional \u00e0 administra\u00e7\u00e3o de materiais, de pessoas e, como lazer, \u00e0s artes liter\u00e1rias. Trabalhou na Alcoa, antes e depois dela se transformar em Alumar. Primeiro como Superintendente de Compras, depois, como Rela\u00e7\u00f5es P\u00fablicas. Ao deixar a Alcoa foi ser diretor do Sistema Mirante e hoje divide seu tempo com poesia, literatura, alunos do ICBEU onde \u00e9 professor de ingl\u00eas &#8211; e com uma pequena empresa da \u00e1rea de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os.<\/em><\/p>\n<p><em>Ainda em S\u00e3o Paulo, aos 30 anos, entrou para o quadro da Alcoa, ent\u00e3o chamada de Alcominas. Antes, passou pelas empresas americanas Arthur G. McKee e Bechtel e, voltou para a Alcoa onde iria enfrentar o maior de todos os seus desafios: aceitar ou n\u00e3o trabalhar em S\u00e3o Lu\u00eds &#8211; a mais de dois mil quil\u00f4metros de sua sala &#8211; onde a sua empresa iria construir uma f\u00e1brica de alum\u00ednio e alumina.<\/em><\/p>\n<p><em>Neto de italiano, o lado viajante s\u00f3 ajudou naquela que seria a mais importante decis\u00e3o de sua vida: deixar S\u00e3o Paulo &#8211; num percurso inverso dos retirantes &#8211; para ser o Superintendente de Compras da Alcoa numa at\u00e9 ent\u00e3o desconhecida cidade chamada S\u00e3o Lu\u00eds. Tudo vale a pena quando a causa n\u00e3o \u00e9 pequena, diria o poeta. E nesse caso, n\u00e3o era. A obra, lhe disseram, iria custar 1,3 bilh\u00e3o de bilh\u00e3o de d\u00f3lares. Se tudo que ouvira falar da capital maranhense at\u00e9 ent\u00e3o teria sido as palmeiras onde cantam os sabi\u00e1s, de Gon\u00e7alves Dias, n\u00e3o foram exatamente as verdinhas que o fizeram aceitar t\u00e3o radical mudan\u00e7a.<\/em><\/p>\n<p><em>Por isso ele \u00e9 o nosso entrevistado. Foram dele as primeiras pegadas na \u00e1rea da f\u00e1brica. Ele sabe como e onde tudo come\u00e7ou. Onde cada uma das pe\u00e7as fora comprada, desde um simples parafuso at\u00e9 um super digestor, ou uma caldeira, por exemplo. \u00c9 essa hist\u00f3ria &#8211; e muitas outras que iremos saber agora&#8230;<\/em><br \/>\n<strong><span style=\"color: #ff0000;\"><br \/>\n<span style=\"color: #993300;\">JORNAL DA SOAMAR &#8211; Quando o Senhor come\u00e7ou na Alcoa, como isso aconteceu e quais foram seus empregos anteriores?<\/span><\/span><\/strong><br \/>\nPELLEGRINI &#8211; Comecei minha vida profissional como desenhista t\u00e9cnico, trabalhando para um pequeno escrit\u00f3rio de engenharia. Em 1962 consegui ser admitido pela Cosipa, ainda em fase de constru\u00e7\u00e3o, trabalhando como desenhista e depois como assistente administrativo, onde fiquei at\u00e9 1969. Passei um ano na Gr\u00e1fica S.A.I.B., do grupo Abril, como trainee, e depois trabalhei em duas empresas americanas de projetos, a Arthur G.McKee e a Bechtel, com uma passagem r\u00e1pida pela Alcominas, sempre como diligenciador e inspetor de equipamentos. Retomei \u00e0 Alcominas (Alcoa) em 1974, para o setor de compras, e, em 1980 fui convidado a fazer parte do importante projeto de constru\u00e7\u00e3o da f\u00e1brica de alum\u00ednio e alumina em S\u00e3o Lu\u00eds do Maranh\u00e3o. \u00c9 que na Alcoa de S\u00e3o Paulo eu fazia parte do grupo especializado em constru\u00e7\u00e3o &#8211; executivos de alto n\u00edvel que eram assediados por diversas outras empresas. S\u00f3 para ilustrar: Um pouco antes de me decidir por S\u00e3o Lu\u00eds, havia sido convidado pelo diretor presidente da Samarco para fazer parte do time dele em Belo Horizonte. N\u00e3o fui para n\u00e3o ficar longe da minha cidade. Veja s\u00f3&#8230;<\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\"><strong>JS &#8211; A palavra Maranh\u00e3o e a sigla Alumar foram ouvidas pela primeira vez quando?<\/strong><\/span><br \/>\nPELLEGRINI &#8211; \u00c9 claro que eu j\u00e1 conhecia o Maranh\u00e3o, por\u00e9m somente atrav\u00e9s dos livros de geografia. Sabia que a capital era S\u00e3o Lu\u00eds, mas n\u00e3o conhecia os detalhes da sua arquitetura e das suas tradi\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas, O Maranh\u00e3o, para mim, era apenas mais um estado brasileiro do Norte-Nordeste, sem nenhuma identifica\u00e7\u00e3o especial. No entanto, quando eu soube que viria para c\u00e1, abracei enciclop\u00e9dias e livros, e procurei consultar pessoas origin\u00e1rias do Maranh\u00e3o, ou que j\u00e1 haviam conhecido o peda\u00e7o. Conheci as praias de Ara\u00e7agy e do Olho d&#8217;\u00c1gua, e os clubes L\u00edtero e Jaguarema, antes de colocar os p\u00e9s aqui&#8230; J\u00e1 a palavra Alumar apareceu pela primeira vez durante a constru\u00e7\u00e3o, quando foi firmado o cons\u00f3rcio entre a Alcoa e a Billiton.<\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\"><strong>JS &#8211; A sua transfer\u00eancia tinha prazo e data para terminar, ou come\u00e7ou como aquelas aventuras onde todo o depois \u00e9 uma inc\u00f3gnita?<\/strong><\/span><br \/>\nPELLEGRINI &#8211; O plano de transfer\u00eancia previa um per\u00edodo de quatro anos, exatamente o prazo estipulado pelo cronograma da obra. Contudo, ao se aproximar o final do quarto ano, j\u00e1 se percebia claramente que a volta para S\u00e3o Paulo seria complicada tanto para mim como para a empresa. Eu j\u00e1 havia fixado ra\u00edzes, a fam\u00edlia j\u00e1 se havia habituado com a vida na ilha, os filhos estavam indo bem na escola, e a empresa, que havia paralisado momentaneamente a tarefa de construir, n\u00e3o acharia com facilidade um lugar para mim dentro da sua administra\u00e7\u00e3o central. O que havia iniciado como uma aventura pioneira j\u00e1 se sedimentava numa realidade operacional.<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #ff0000;\"><span style=\"color: #993300;\">JS &#8211; Qual a defini\u00e7\u00e3o que lhe fora dada pelos seus superiores do projeto ainda em S\u00e3o Paulo? J\u00e1 se falava em cons\u00f3rcio?<\/span><br \/>\n<\/span><\/strong>PELLEGRINI- \u00c9 interessante que o meu chefe, Sr. Werner Lukas, havia formalizado o convite durante um almo\u00e7o oportunamente arranjado, s\u00f3 que, ao inv\u00e9s de S\u00e3o Lu\u00eds, ele falou em Caraj\u00e1s. \u00c9 claro que eu tremi na base. Depois fiquei sabendo que o local seria efetivamente a capital maranhense, e respirei aliviado, o que ajudou a minha tomada de decis\u00e3o. At\u00e9 hoje tenho a impress\u00e3o de que o erro do Sr. Lukas foi proposital, para influir no meu estado de \u00e2nimo. Fui informado que seria promovido e que teria muito trabalho sob a minha inteira responsabilidade, que aqui em S\u00e3o Lu\u00eds eu estaria representando o nome da Alcoa, e coisa e tal. Aceitei o desafio, e acho que n\u00e3o decepcionei. Ajudei a elevar o nome da empresa e, gra\u00e7as a Deus, consegui fazer c meu nome ser respeitado tamb\u00e9m. Quanto ao cons\u00f3rcio, eu n\u00e3o sei dizer se j\u00e1 havia na \u00e9poca algum entendimento entre Alcoa e Billiton, pois normalmente estas parcerias se fazem na c\u00fapula das empresas, com o conhecimento de apenas umas poucas pessoas. Eu nunca ouvira falar antes em cons\u00f3rcio at\u00e9 o dia em que ele foi oficialmente divulgado.<\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\"><strong>JS &#8211; Quem mandava na Alcoa no ano de 1980?<\/strong><\/span><br \/>\nPELLEGRINI &#8211; O presidente da Alcoa no Brasil era o Sr. Alain Belda, que hoje ocupa um cargo muito mais importante em Pittsburgh, EUA. As grandes decis\u00f5es, \u00e9 claro, eram tomadas nos Estados Unidos, e o presidente da Alcoa Internacional, na \u00e9poca, era Mr. Patterson. O respons\u00e1vel t\u00e9cnico pela obra em S\u00e3o Lu\u00eds. foi Tom Sheffield, que no entanto dividia o seu tempo entre o canteiro e o escrit\u00f3rio de engenharia, em S\u00e3o Paulo. O chef\u00e3o aqui era Bob Dutcher, uma grande figura.<\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\"><strong>JS &#8211; O Senhor trabalhou em Po\u00e7os de Caldas? Em que fun\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/span><br \/>\nPELLEGRINI &#8211; No tempo em que trabalhava no escrit\u00f3rio de compras em S\u00e3o Paulo, eu visitava constantemente a f\u00e1brica de Po\u00e7os de Caldas, basicamente a f\u00e1brica de p\u00f3 de alum\u00ednio, que estava em constru\u00e7\u00e3o, para saber sobre os problemas de materiais e equipamentos. Eu era na \u00e9poca o supervisor do grupo de Expediting e Inspe\u00e7\u00e3o, o que significa acompanhar o processo de fabrica\u00e7\u00e3o, inspe\u00e7\u00e3o e entrega de materiais e de equipamentos desde que o pedido de compras \u00e9 assinado pelo comprador at\u00e9 que o material ou equipamento seja aceito na obra.<\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\"><strong>JS &#8211; A sua primeira miss\u00e3o envolvendo o projeto Alumar, qual foi?<\/strong><\/span><br \/>\nPELLEGRINI &#8211; Ao chegar em S\u00e3o Lu\u00eds, na companhia do respons\u00e1vel pela \u00e1rea financeira, Tiniti Matsu Moto, tivemos como primeira miss\u00e3o encontrar uma casa que funcionasse como sede (alugamos um excelente im\u00f3vel na Jordoa), equipar o escrit\u00f3rio com m\u00f3veis, telefones, etc., contratar as primeiras pessoas, e fazer visitas a fornecedores potenciais, preparando assim um cadastro que nos permitisse comprar os insumos diretamente em S\u00e3o Lu\u00eds.<\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\"><strong>JS &#8211; Como e quando aconteceu sua transfer\u00eancia e quantos vieram nessa \u00e9poca?<\/strong><\/span><br \/>\nPELLEGRINI &#8211; Cheguei em S\u00e3o Lu\u00eds na madrugada do dia 30 de julho de 1980, e no mesmo v\u00f4o chegou o Tiniti. Alguns dias depois chegaram Amir Curcio, respons\u00e1vel pelo almoxarifado, Jo\u00e3o Batista Andrade, da contabilidade, e Fernando Pires, da \u00e1rea de recursos humanos, todos origin\u00e1rios de Po\u00e7os de Caldas. Fomos os primeiros a chegar para a constru\u00e7\u00e3o da obra. Antes, por\u00e9m, j\u00e1 haviam estado por aqui Tom Sheffield, Werner Lukas e Soichi Koza, para estabelecer os primeiros contatos com os \u00f3rg\u00e3os do governo e com a CDI &#8211; Companhia de Desenvolvimento Industrial do Maranh\u00e3o.<\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\"><strong>JS &#8211; Fale da sua chegada &#8211; e da sua impress\u00e3o &#8211; na cidade, na f\u00e1brica, no hotel&#8230;<\/strong><\/span><br \/>\nPELLEGRIN I- O t\u00e1xi que apanhamos no Aeroporto do Tirirical nos levou ao Hotel Quatro Rodas fazendo o trajeto pelo bairro do Turu. Como naquele tempo o S\u00e3o Crist\u00f3v\u00e3o era mal iluminado e carente de casas comerciais, achei bastante estranho ter que me defrontar com uma total escurid\u00e3o durante toda a viagem at\u00e9 o hotel. &#8220;Onde fica a cidade?&#8221;, perguntei ao motorista, que explicou que ficava em outra dire\u00e7\u00e3o. No dia seguinte sa\u00edmos para conhecer o centro, e ficamos t\u00e3o fascinados pela sua beleza hist\u00f3rica que nos mudamos para o Hotel Vila Rica. No Vila Rica, rec\u00e9m constru\u00eddo, fomos tratados como membros da fam\u00edlia. O gerente geral, Sr. Farouk, colocou todas as conveni\u00eancias do hotel \u00e0 nossa disposi\u00e7\u00e3o, o que foi fundamental para o sucesso da nossa opera\u00e7\u00e3o, porque chegamos a ser alvo de repres\u00e1lias por parte de grupos que n\u00e3o queriam a nossa presen\u00e7a na ilha. N\u00f3s chegamos a ficar &#8220;exilados e protegidos&#8221; como se o hotel fosse uma embaixada. Com respeito \u00e0 f\u00e1brica, o que n\u00f3s vimos em primeira inst\u00e2ncia foi um mont\u00e3o de verde e alguns moradores vivendo primitivamente, como se estivessem h\u00e1 s\u00e9culos e a milhares de quil\u00f4metros da civiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\"><strong>JS &#8211; Algu\u00e9m da equipe &#8211; gringo ou n\u00e3o &#8211; teve uma crise, quis ir embora, achou que aqui s\u00f3 tinha \u00edndios, ou coisa parecida?<\/strong><\/span><br \/>\nPELLEGRINI &#8211; N\u00e3o me recordo de que algu\u00e9m tenha tido um chilique&#8230; Talvez algu\u00e9m n\u00e3o tenha gostado e tenha resolvido \u00e0s escondidas o seu problema com a dire\u00e7\u00e3o da empresa, mas eu duvido. Todos os que aqui chegaram estavam imbu\u00eddos de um esp\u00edrito de pioneirismo que eu nunca vi igual, e dispostos a enfrentar n\u00e3o s\u00f3 a batalha do dia a dia como tamb\u00e9m a turba que, naquele in\u00edcio de tudo, nos molestava.<\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\"><strong>JS &#8211; Muito bem. O Senhor est\u00e1 no hotel, j\u00e1 conhece a cidade e precisa trabalhar. Como foi o seu primeiro dia de trabalho em S\u00e3o Lu\u00eds?<\/strong><\/span><br \/>\nPELLEGRINI &#8211; Consultei a lista telef\u00f4nica e preparei uma rela\u00e7\u00e3o de poss\u00edveis fornecedores dos mais diversos itens &#8211; material el\u00e9trico, material de escrit\u00f3rio, ferragens, papelarias &#8211; e depois sa\u00ed por a\u00ed a conhecer o potencial das lojas. Tiniti fez o mesmo com os bancos. N\u00f3s fomos \u00e0 Maratur \u00e0 cata de informa\u00e7\u00f5es sobre a cidade, mas eles n\u00e3o tinham muita coisa para oferecer. Fomos atendidos por uma funcion\u00e1ria, de nome Estela, que achou extremamente curioso dois turistas sui-generis &#8211; um brasileiro gorducho e de \u00f3culos e um japon\u00eas com m\u00e1quina fotogr\u00e1fica a tiracolo &#8211; estarem t\u00e3o interessados nas quest\u00f5es econ\u00f4micas e financeiras do estado.<\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\"><strong>JS &#8211; Qual a estrutura de comunica\u00e7\u00e3o entre S\u00e3o Lu\u00eds e S\u00e3o Paulo naquele ano?<\/strong><\/span><br \/>\nPELLEGRINI &#8211; No princ\u00edpio era o verbo &#8230; falado ao telefone do hotel e depois do escrit\u00f3rio. Quando montamos nosso escrit\u00f3rio no canteiro de obras, consegui com o Manoel Pereira dos Santos a instala\u00e7\u00e3o do primeiro aparelho de fax do estado do Maranh\u00e3o, chamado de Nefax, porque havia sido constru\u00eddo pela NEC. O trambolho era super lento &#8211; levava de tr\u00eas a cinco minutos para passar uma p\u00e1gina de mensagem, mas foi de muita valia para trocarmos documentos com S\u00e3o Paulo, com Po\u00e7os de Caldas, e com Pittsburgh. Quem participou comigo desta empreitada foi Jos\u00e9 Pinheiro Marques, o primeiro engenheiro maranhense a ser contratado pela Alcoa. Atualmente ele \u00e9 o presidente do CREA-MA.<\/p>\n<h3><span style=\"color: #3366ff;\"><em>&#8220;Quando montamos nosso escrit\u00f3rio no canteiro de obras, consegui com o Manoel Pereira dos Santos a instala\u00e7\u00e3o do primeiro aparelho de fax do estado do Maranh\u00e3o&#8221;<\/em><\/span><\/h3>\n<p><span style=\"color: #993300;\"><strong>JS &#8211; O que j\u00e1 existia na \u00e1rea quando da sua primeira visita?<\/strong><\/span><br \/>\nPELLEGRINI &#8211; Na \u00e1rea da f\u00e1brica somente existia o verde nativo e alguns moradores. Lembro-me de ter ido de jeep com Bob Dutcher pelos caminhos tortuosos da mata, at\u00e9 que alcan\u00e7amos um plat\u00f4 que depois foi desbastado, local onde atualmente \u00e9 o pr\u00e9dio do Almoxarifado. Bob desdobrou uma planta heliogr\u00e1fica e ficou a apontar para um lado e para o outro como um profeta: ali vai ser a Refinaria, ali vai ser a Redu\u00e7\u00e3o. Somente alguns dias depois \u00e9 que conseguimos chegar a um pitoresco lugar que viria a ser o porto. L\u00e1 havia um ancoradouro de pedra, uma ou duas canoas aportadas, e algumas pessoas que nos olhavam como se n\u00f3s f\u00f4ssemos assim uma esp\u00e9cie de &#8220;sahib&#8221;. Na volta, quando nos deliciamos com cajus, mangas e carambolas que abundavam pelos caminhos, senti uma pontada de remorso &#8211; ou seria orgulho? &#8211; ao saber que logo mais todo aquele para\u00edso iria se transformar na maior m\u00e1quina alavancadora do sucesso do Maranh\u00e3o.<\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\"><strong>JS &#8211; O senhor lembra o que foi comprado primeiro &#8211; e de quem &#8211; para a f\u00e1brica da Alumar?<\/strong><\/span><br \/>\nPELLEGRINI &#8211; O primeiro material comprado foi uma centena de cart\u00f5es de visita em car\u00e1ter de urg\u00eancia para Soichi Koza, que estaria em S\u00e3o Lu\u00eds no dia seguinte, para daqui zarpar para Caraj\u00e1s e para os Estados Unidos. Visitei uma ou duas gr\u00e1ficas que n\u00e3o quiseram atender o nosso pedido de urg\u00eancia. Fui ent\u00e3o \u00e0 Gr\u00e1fica S\u00e3o Lu\u00eds, cujo gerente deu as mesmas desculpas. No entanto, o propriet\u00e1rio, Lu\u00eds Carlos Alencar Pontes, apareceu no momento e farejou que se tratava de uma venda importante, apesar de resumida a m\u00edseros cem cart\u00f5es. Lu\u00eds Carlos nos atendeu, deu prioridade ao pedido e nos entregou a &#8220;mercadoria&#8221; ainda no mesmo dia. Em troca, a Gr\u00e1fica S\u00e3o Lu\u00eds foi, durante muito tempo, o fornecedor oficial de impressos para a Alcoa.<\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\"><strong>JS &#8211; Como eram decididas essas compras?<\/strong><\/span><br \/>\nPELLEGRINI &#8211; As compras de equipamentos e de materiais que requeriam especifica\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas rigorosas eram decididas nos Estados Unidos (no caso de transformadores, pontes rolantes, etc.), ou em S\u00e3o Paulo. O material de consumo b\u00e1sico, tipo papelaria, ferragens, m\u00f3veis e utens\u00edlios diversos, eram decididos por mim em S\u00e3o Lu\u00eds, com devido conhecimento do Gerente de Materiais, Tom Snyder. Eu tinha a meu servi\u00e7o uma equipe de compradores que faziam as cota\u00e7\u00f5es, e todo os demais processo que resultassem em compras.<\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\"><strong>JS &#8211; No caso de um material b\u00e1sico como cimento, o senhor tem id\u00e9ia do tamanho dos lotes de cada compra?<\/strong><\/span><br \/>\nPELLEGRINI &#8211; N\u00e3o fa\u00e7o id\u00e9ia, muito embora talvez n\u00e3o seja dif\u00edcil de se descobrir. Geralmente costuma-se fazer compara\u00e7\u00f5es, tipo &#8220;o cimento gasto aqui na obra daria para se construir cinco Maracan\u00e3s. No caso da Alumar n\u00e3o acredito que algu\u00e9m tenha feito tal comparativo. Posso garantir uma coisa: foram toneladas de cimento e estruturas de a\u00e7o, centenas de quil\u00f4metros de correias transportadoras, e outras barbaridades do g\u00eanero.<\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\"><strong>JS \u2013 Quando o Senhor chegou tudo que era comprado era pago aqui mesmo ou n\u00e3o?<\/strong><\/span><br \/>\nPELLEGRINI \u2013 No princ\u00edpio, o Tinith Maksumoto era o homem do dinheiro. Uma conta fora aberto em seu nome no banco de Cr\u00e9dito Real de Minas Gerais e por ela eram feitos os pagamentos. Todos a vista. Somente algum tempo depois \u00e9 que se estabeleceu o sistema de faturamento. De qualquer maneira, o que era comprado aqui era pago aqui.<\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\"><strong>JS \u2013 Uma compra complicada?<\/strong><\/span><br \/>\nPELLEGRINI \u2013 A compra mais complicada e fant\u00e1stica foi a que eu e Jos\u00e9 Pinheiro Marques fizemos com respeito ao primeiro sistema de r\u00e1dio-telefone que foi comprado para a f\u00e1brica. Visitamos diversas ind\u00fastrias, analisamos um sem n\u00famero de propostas, nos familiarizamos com todo tipo de literatura, e finalmente nos decidimos a comprar todo conjunto de centrais multiplex, modems e o diabo. O interessante disso tudo \u00e9 que nenhum de n\u00f3s tinha qualquer familiaridade com telefonia, mas nos deram essa incumb\u00eancia e o neg\u00f3cio funcionou.<\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\"><strong>JS \u2013 O que o Senhor comprou de mais caro e de mais barato?<\/strong><\/span><br \/>\nPELLEGRINI \u2013 N\u00e3o me lembro exatamente o que foi comprado de mais caro. O de mais barato, \u00e9 claro, foram os cart\u00f5es de visita do Soichi.<\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\"><strong>JS \u2013 Muito bem, vamos falar do in\u00edcio de tudo. L\u00e1 pelo primeiro ano, tudo engrenado, como era essa rotina. A sua e da f\u00e1brica?<\/strong><\/span><br \/>\nPELLEGRINI \u2013 No in\u00edcio a gente trabalhava desde de manh\u00e3 cedinho at\u00e9 tarde da noite. Depois, que ningu\u00e9m \u00e9 de ferro, par\u00e1vamos em algum bar ou restaurante para comermos alguma coisa e para tomar umas cervejinhas. Depois que a minha fam\u00edlia chegou, em setembro de 1980, o trabalho continuou no mesmo ritmo, mas as cervejinhas diminu\u00edram um pouco. Na f\u00e1brica, era um frenesi constante, mas a cada dia vinha a constata\u00e7\u00e3o de que o esfor\u00e7o havia sido recompensado pelo progresso da obra.<\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\"><strong>JS \u2013 No canteiro de obras, quem mandava em tudo?<\/strong><\/span><br \/>\nPELLEGRINI \u2013 O primeiro chefe foi Bob Dudcher. Depois dele veio Sam Devall. Mas cada parte da obra tinha o seu respons\u00e1vel, com Tom Sheffielld, John Kapustay e outros.<\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\"><strong>JS \u2013 Para voc\u00eas, da Alcoa, a entrada da Billiton \u2013 um ano depois de iniciada a constru\u00e7\u00e3o \u2013 mudou alguma coisa?<\/strong><\/span><br \/>\nPELLEGRINI \u2013 Houve na verdade uma pontinha de ressentimento por saber que estar\u00edamos repartindo nosso trabalho com uma outra empresa. Mas com certeza a entrada da Billiton foi importante, n\u00e3o apenas pelo aporte de capital, como tamb\u00e9m pela sua vasta experi\u00eancia em obras portu\u00e1rias, o que ajudou muito na constru\u00e7\u00e3o do porto, com toda complica\u00e7\u00e3o como o assoreamento e as mar\u00e9s constantes.<\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\"><strong>JS \u2013 Como era a rela\u00e7\u00e3o dos americanos com os trabalhadores brasileiros?<\/strong><\/span><br \/>\nPELLEGRINI \u2013 Bastante amistosa, como normalmente ocorre em obras de constru\u00e7\u00e3o desse porte.<\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\"><strong>JS \u2013 \u00c9 poss\u00edvel identificar um momento cr\u00edtico nos quatro anos de constru\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/span><br \/>\nPELLEGRINI \u2013 O \u00fanico momento cr\u00edtico foram os primeiros meses, mas n\u00e3o foi nada com rela\u00e7\u00e3o a obra. \u00c9 que o Comit\u00ea de Defesa da Ilha praticava verdadeiros atos de viol\u00eancia, atacando a nossa sede na Jordoa, fazendo piquetes, tentando destruir os \u00f4nibus que transportava os empregados, sempre conduzidos por pol\u00edticos mal intencionados e por entusiastas mal informados. A obra em si foi conduzida sem nenhum problema especial. Tivemos at\u00e9 muito sorte porque os primeiros anos de constru\u00e7\u00e3o, que corresponderam a terraplanagem e as funda\u00e7\u00f5es, foram anos de estiagem total, o que levou a tal Comiss\u00e3o a denunciar que a Alcoa tinha uma m\u00e1quina diab\u00f3lica que al\u00e9m de matar caranguejos e sururus tamb\u00e9m desviava as chuvas para outro lugar.<\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\"><strong>JS \u2013 Como era a fase de relaxamento do canteiro de obras e como os americanos viam isso?<\/strong><\/span><br \/>\nPELLEGRINI \u2013 O pessoal se enturmava em churrascos, ou em brincadeiras na praia e os americanos gostavam de participar. Algumas fam\u00edlias se visitavam e se uniam como se fossem uma s\u00f3, considerando que os familiares reais haviam ficado nos seus locais de origem.<\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\"><strong>JS \u2013 Fale do maior desafio da fase de constru\u00e7\u00e3o em sua opini\u00e3o?<\/strong><\/span><br \/>\nPELLEGRINI \u2013 Foi sem d\u00favida Ter terminado a obra dentro do prazo, e Ter mostrado para a opini\u00e3o p\u00fablica maranhense que a implanta\u00e7\u00e3o da Alcoa n\u00e3o significava a devasta\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica que havia sido anunciada.<\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\"><strong>JS \u2013 O pa\u00eds estava em crise e os d\u00f3lares jorravam no Maranh\u00e3o. Isso n\u00e3o mexia com a cabe\u00e7a das pessoas?<\/strong><\/span><br \/>\nPELLEGRINI- N\u00f3s viv\u00edamos um momento diferente. Para o empregado da Alcoa n\u00e3o havia crise, s\u00f3 havia expectativa de dias melhores. Como a gente tinha que trabalhar vinte e quatro horas por dia para conseguir o nosso intento, n\u00e3o sobrava muito tempo para reflex\u00f5es do tipo.<\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\"><strong>JS &#8211; A oposi\u00e7\u00e3o dos ecologistas tirava mesmo o sono do pessoal da Alcoa?<\/strong><\/span><br \/>\nPELLEGRINI &#8211; N\u00e3o chegava propriamente a tirar o sono, apenas incomodava um pouco. No meu caso espec\u00edfico, a minha maior preocupa\u00e7\u00e3o era uma poss\u00edvel rejei\u00e7\u00e3o dos meus filhos na escola. No entanto, eles passaram pela fase de adapta\u00e7\u00e3o, estudaram no Col\u00e9gio Marista, fizeram muitos amigos, e s\u00e3o at\u00e9 hoje considerados como alunos de ponta das institui\u00e7\u00f5es por onde estudaram.<\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\"><strong>JS &#8211; A essa altura, como estava a sua vida entre S\u00e3o Luis e S\u00e3o Paulo?<\/strong><\/span><br \/>\nPELLEGRINI &#8211; Enquanto minha fam\u00edlia ainda morava em S\u00e3o Paulo, eu viajava uma vez por m\u00eas e l\u00e1 ficava por uns cinco dias. Depois que eles chegaram em S\u00e3o Lu\u00eds n\u00f3s nos limit\u00e1vamos a ir para S\u00e3o Paulo nas f\u00e9rias, embora eu fazia eventualmente viagens para l\u00e1 a servi\u00e7o. Quando estava em S\u00e3o Paulo, eu sentia saudade da &#8220;minha terra&#8221;, e lembrava de um americano chamado Bob Taylor, que dizia que a sua terra \u00e9 onde se encontra o seu lar.<\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\"><strong>JS &#8211; Algum engenheiro lhe pediu pra comprar algo que n\u00e3o tinha em lugar nenhum do mundo?<\/strong><\/span><br \/>\nPELLEGRINI &#8211; N\u00e3o me recordo. Mas se pedisse, a gente achava, nem que tivesse que procurar em Marte&#8230;<\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\"><strong>JS &#8211; Por falar nisso, quantos vendedores o Senhor atendia por dia?<\/strong><\/span><br \/>\nPELLEGRINI &#8211; Ah, um punhado deles. Eu conheci todos os fornecedores de S\u00e3o Lu\u00eds. At\u00e9 hoje, sou reconhecido na rua por algum deles com a frase &#8220;Voc\u00ea n\u00e3o se lembra de mim? Sou Fulano, da firma Tal&#8221;, e eu geralmente reconhe\u00e7o o cara, mas n\u00e3o lembro dos detalhes. Eram muitos, entre vendedores, propriet\u00e1rios e representantes comerciais.<\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\"><strong>JS &#8211; Quando a f\u00e1brica teve dimens\u00e3o de f\u00e1brica para o Senhor?<\/strong><\/span><br \/>\nPELLEGRINI &#8211; Quando a terraplanagem estava pronta e as funda\u00e7\u00f5es come\u00e7aram a receber as estruturas. A\u00ed eu realmente vi a dimens\u00e3o da coisa. Lembro da minha primeira secret\u00e1ria, Betaide, que perguntou uma certa vez se a f\u00e1brica da Alcoa seria maior do que a Auvepar&#8230;<\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\"><strong>JS &#8211; Para quem comprou do mundo inteiro, qual o pa\u00eds que vende melhor o seu produto?<\/strong><\/span><br \/>\nPELLEGRINI &#8211; Eu na verdade n\u00e3o comprei do mundo inteiro, pois as importa\u00e7\u00f5es eram feitas em S\u00e3o Paulo. No entanto, entendo que americanos e alem\u00e3es sejam bastantes s\u00e9rios quando se trata de fornecimento de equipamentos, pois diversas vezes, como diligenciador, acompanhei os processos de compra.<\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\"><strong>JS &#8211; Quando se compra um super equipamento, de quem \u00e9 a responsabilidade do transporte?<\/strong><\/span><br \/>\nPELLEGRINI &#8211; Normalmente o pre\u00e7o negociado \u00e9 CIF ou FOB &#8211; Canteiro de Obras. Isto significa que o frete pode ser de responsabilidade do fornecedor ou de sua, (incluindo seguro). O importante \u00e9 a sua responsabilidade sobre o equipamento come\u00e7a quando voc\u00ea completa o descarregamento.<\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\"><strong>JS &#8211; \u00c9 verdade que o primeiro lingote a gente nunca esquece?<\/strong><\/span><br \/>\nPELLEGRINI &#8211; N\u00e3o cheguei a sentir nenhuma emo\u00e7\u00e3o especial ao ver o primeiro lingote. Minhas emo\u00e7\u00f5es haviam sido canalizadas para a constru\u00e7\u00e3o e montagem da estrutura de lingotamento.<\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\"><strong>JS &#8211; Tudo pronto e testado era preciso inaugurar. Naquele 16 de agosto de 1984 o senhor estava onde?<\/strong><\/span><br \/>\nPELLEGRINI &#8211; Estava no canteiro de obras, com camisa de manga comprida e capacete esperando a banda passar&#8230;<\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\"><strong>JS &#8211; Depois de inaugurada houve aquele momento dos diretores se perguntarem &#8220;e agora?&#8221; ou tudo correu como deveria, sem problemas&#8230;<\/strong><\/span><br \/>\nPELLEGRINI &#8211; Num empreendimento como esse, n\u00e3o existe a express\u00e3o &#8220;e agora?&#8221;. Tudo \u00e9 planejado meticulosamente e os desvios s\u00e3o corrigidos sempre em tempo.<\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\"><strong>JS &#8211; Depois da constru\u00e7\u00e3o o Senhor foi um dos poucos que ficou na fase de opera\u00e7\u00e3o. Por qu\u00ea?<\/strong><\/span><br \/>\nPELLEGRINI &#8211; Conforme eu j\u00e1 disse anteriormente, a empresa n\u00e3o tinha aparentemente um lugar para me transferir para S\u00e3o Paulo, Po\u00e7os de Caldas, ou mesmo Igarassu, perto de Recife, onde h\u00e1 uma f\u00e1brica de laminados da alum\u00ednio. Como eu havia feito um servi\u00e7o que me dera um certo destaque dentro da comunidade (estava envolvido inclusive com programa de r\u00e1dio e com clube de futebol), recebi o convite para trabalhar na \u00e1rea de Rela\u00e7\u00f5es P\u00fablicas.<\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\"><strong>JS &#8211; \u00c9 poss\u00edvel identificar uma linha divis\u00f3ria entre a administra\u00e7\u00e3o americana da constru\u00e7\u00e3o com a brasileira da opera\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/span><br \/>\nPELLEGRINI &#8211; Antes de mais nada \u00e9 preciso entender que a administra\u00e7\u00e3o de uma constru\u00e7\u00e3o \u00e9 diferente da administra\u00e7\u00e3o de uma f\u00e1brica, pois ambas buscam resultados diferentes. Os americanos administraram a constru\u00e7\u00e3o com as suas dificuldades inerentes, na busca de manter o cronograma dentro do menor custo poss\u00edvel, e os brasileiros administram a f\u00e1brica, numa constante busca de lucros. Durante o per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o, a Alumar foi administrada por ambos &#8211; os chef\u00f5es eram Sam Devall e Lu\u00eds Ant\u00f4nio Monteiro Oliveira &#8211; e o que se viu foi bastante liberalidade por parte do americano e uma certa dose de linha dura por parte do brasileiro. Isso \u00e9 at\u00e9 compreens\u00edvel, se voc\u00ea levar em conta que o americano estava encerrando um ciclo bem sucedido para provavelmente se aposenta nos Estados Unidos. J\u00e1 Lu\u00eds Ant\u00f4nio estava com a dif\u00edcil tarefa de fazer decolar este projeto t\u00e3o importante. Quando me desliguei da empresa, em 1987, o gerente geral era Jos\u00e9 Rodolfo Lopes, e atuava na mesma linha do Lu\u00eds Ant\u00f4nio. Mas, se voc\u00ea que mesmo saber, eu prefiro trabalhar com chefes americanos do que com chefes brasileiros.<\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\"><strong>JS &#8211; Defina o que \u00e9 o Cons\u00f3rcio Alumar para o senhor hoje?<\/strong><\/span><br \/>\nPELLEGRINI &#8211; Para mim, ele \u00e9 um grande empreendimento que deu certo e que colabora com o Estado por meio dos impostos recolhidos e pela utiliza\u00e7\u00e3o de uma boa parte da m\u00e3o de obra local. Apenas n\u00e3o consigo sentir nenhuma emo\u00e7\u00e3o quando eventualmente apare\u00e7o por l\u00e1. Parece que a constru\u00e7\u00e3o foi um sonho m\u00e1gico que se desfez quando a f\u00e1brica apitou. A Alumar hoje \u00e9 uma cole\u00e7\u00e3o de boas lembran\u00e7as e de nomes que fizeram parte do meu dia a dia durante sete anos, como Tiniti, Jo\u00e3ozinho, Amir, Fernando Pires, Bouty, Armond, Elcinete, Deusa, Betaide, Maria Jos\u00e9, L\u00e1zaro Couto, Pinheiro Marques, Jo\u00e3o Jos\u00e9 Pinheiro, H\u00e9lio Braga, Maur\u00edcio Macedo, Eliane Martins, David Carmichael Geraldo Laier, Paulo C\u00e9sar, S\u00e9rgio Brito, Lucy Amaral, Luiz Ant\u00f4nio e tantos outros. Como entidade, por\u00e9m, eu vejo a Alumar como quem v\u00ea um monumento que marca uma parte importante da hist\u00f3ria do Maranh\u00e3o, mas que n\u00e3o consegue transmitir a quem o v\u00ea a mesma sensa\u00e7\u00e3o que produziu durante a magia da obra em constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\"><strong>JS &#8211; Se o Senhor tivesse que ir para uma ilha deserta com direito a um s\u00f3 acompanhante o senhor levaria o Maranh\u00e3o, S\u00e3o Paulo ou a Alumar?<\/strong><\/span><br \/>\nPELLEGRINI &#8211; Este acompanhante abstrato poderia ser o Maranh\u00e3o, por tudo o que fa\u00e7o, ou S\u00e3o Paulo, por tudo o que fiz. Mas n\u00e3o seria a Alumar. Esta, para um pioneiro que veio desbravar o mato e fincar estacas, \u00e9 um sonho bom que j\u00e1 passou. Nada mais que isso&#8230;<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-5682 size-medium\" src=\"https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/ALUMAR-ENTRADA-300x138.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"138\" srcset=\"https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/ALUMAR-ENTRADA-300x138.jpg 300w, https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/ALUMAR-ENTRADA-1024x470.jpg 1024w, https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/ALUMAR-ENTRADA-768x353.jpg 768w, https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/ALUMAR-ENTRADA.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<h4><span style=\"color: #808080;\">LEIA TAMB\u00c9M:<\/span><br \/>\n<strong>Cons\u00f3rcio de Alum\u00ednio do Maranh\u00e3o.<\/strong><br \/>\n<a href=\"https:\/\/portosma.com.br\/index.php\/pagina-da-alumar\/\">A EVOLU\u00c7\u00c3O DE UMA EMPRESA AL\u00c9M MAR\u2026<\/a><\/h4>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>AUGUSTO PELLEGRINI FILHO Professor, empres\u00e1rio e ex-Superintendente de Compras da Alcoa. 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