{"id":1957,"date":"2023-01-15T23:02:45","date_gmt":"2023-01-15T23:02:45","guid":{"rendered":"https:\/\/portosma.com.br\/?page_id=1957"},"modified":"2023-04-26T12:47:25","modified_gmt":"2023-04-26T12:47:25","slug":"entrevista-mario-martins-meireles","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/portosma.com.br\/index.php\/entrevista-mario-martins-meireles\/","title":{"rendered":"Entrevista: M\u00c1RIO MARTINS MEIRELES"},"content":{"rendered":"<h4><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-1958\" src=\"https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/MEIRELES-1.jpg\" alt=\"\" width=\"238\" height=\"247\"> <img decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-1959\" src=\"https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/MEIRELES-2.jpg\" alt=\"\" width=\"189\" height=\"248\"> <img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-1960\" src=\"https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/MEIRELES-3.jpg\" alt=\"\" width=\"250\" height=\"251\" srcset=\"https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/MEIRELES-3.jpg 250w, https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/MEIRELES-3-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 250px) 100vw, 250px\" \/><\/h4>\n<h6 style=\"text-align: right;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>Entrevista concedida ao jornalista Carlos Andrade e<\/strong><\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"><strong>publicada na edi\u00e7\u00e3o de abril de 2000, do jornal da Soamar.<\/strong><\/span><\/h6>\n<h5><span style=\"color: #808080;\"><em>* O historiador M\u00e1rio Martins Meireles (1915-2003) nasceu e veio a falecer em S\u00e3o Lu\u00eds do Maranh\u00e3o. Morou na Bahia, Rio de Janeiro e Minas Gerais, exerceu os cargos de diretor do Banco do Estado do Maranh\u00e3o e de Chefe da Casa Civil no governo de Pedro Neiva de Santana (1972\/1975). Ingressando na carreira do magist\u00e9rio m 1940, foi um dos fundadores da Faculdade de Filosofia de S\u00e3o Lu\u00eds do Maranh\u00e3o, na qual trabalhou como professor universit\u00e1rio do Curso de Hist\u00f3ria. Essa foi uma das primeiras institui\u00e7\u00f5es que deram origem \u00e0 Universidade Federal do Maranh\u00e3o \u2013 UFMA. A seguir uma esclarecedora entrevista publicada no Jornal da Soamar, em sua edi\u00e7\u00e3o de abril de 2000.<\/em><\/span><\/h5>\n<h3><strong><span style=\"color: #333399;\">\u201cHoje n\u00e3o tenho nenhuma d\u00favida que o Brasil j\u00e1 havia sido descoberto antes por Portugal e coube a Pedro Alvares Cabral, que nem assim se chamava, apenas o m\u00e9rito do achamento\u201d<\/span><\/strong><\/h3>\n<h5><span style=\"color: #808080;\"><em>O professor M\u00e1rio Martins Meireles \u00e9 maranhense de S\u00e3o Lu\u00eds e tem 85 anos de uma vida dedicada ao Minist\u00e9rio da Fazenda, a poesia, e hist\u00f3ria das civiliza\u00e7\u00f5es humanas e ao magist\u00e9rio. As primeiras letras aprendeu no Jardim de Inf\u00e2ncia do Liceu Feminino Santista, em S\u00e3o Paulo. Como professor de Hist\u00f3ria, tem mais de 30 livros publicados. O mais recente \u00e9 a \u201cA Parti\u00e7\u00e3o do Mar Oceano\u201d, escrito para comemorar os 500 anos do Brasil, como forma de retribuir a homenagem de ser escolhido para representar o Maranh\u00e3o nas festividades organizada pelo Governo Brasileiro. O livro ficou pronto, mas a sua participa\u00e7\u00e3o na programa\u00e7\u00e3o oficial nunca aconteceu. Hist\u00f3rias como essa, deste e de outros s\u00e9culos, est\u00e3o nessa entrevista. Muitos s\u00e3o os t\u00edtulos do professor M\u00e1rio Meireles. De primeiro presidente da Soamar do Maranh\u00e3o a s\u00f3cio do Instituto Hist\u00f3rico e Geogr\u00e1fico do Maranh\u00e3o e de outras cidades como Para\u00edba, Santos e Bras\u00edlia. E tamb\u00e9m membro da Academia Maranhense de Letras e das Academias de Santos e Carioca. \u00c9 um dos fundadores da Faculdade de Filosofia do Maranh\u00e3o, antes mesmo dela ser incorporada pela UFMA. Entre os livros publicados, os mais importantes s\u00e3o: Panorama da Literatura Maranhense; Hist\u00f3ria do Maranh\u00e3o; A Hist\u00f3ria da Arquidiocese do Maranh\u00e3o; A Fran\u00e7a Equinocial e A Parti\u00e7\u00e3o do Mar Oceano.<\/em><\/span><\/h5>\n<ul>\n<li><span style=\"color: #993300;\"><em><strong>JS \u2014 Como surgiu o historiador no Senhor?<\/strong><\/em><\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p>M\u00c1RIO MEIRELES \u2014 Essa \u00e9 uma heran\u00e7a deixada em mim pelo mestre e professor catedr\u00e1tico de Hist\u00f3ria, Jer\u00f4nimo Viveiros. Ele ensinava no Liceu Maranhense e tinha uma maneira muito particular de exercer o magist\u00e9rio e isso me fascinou ao ponto de influenciar para essa disciplina durante toda minha vida. Outra explica\u00e7\u00e3o ser ia a determina\u00e7\u00e3o de minha m\u00e3e, que ao conseguir a vaga para mim estudar por for\u00e7a e influ\u00eancia do professor Viveiros que era casado com uma prima dela, me dizia a todo instante que eu deveria ser um bom aluno e nunca fazer feio na escola porque estava estudando de favor e tinha a obriga\u00e7\u00e3o de retribuir isso.<\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"color: #993300;\"><em><strong>JS \u2014 A disciplina hist\u00f3ria sempre lhe fascinou, ou havia outras?<\/strong><\/em><\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p>M\u00c1RIO MEIRELES \u2014 No meu tempo de gin\u00e1sio, os professores eram muito r\u00edgidos e tinham um prazer especial em reprovar quem n\u00e3o demonstrasse dedica\u00e7\u00e3o nos estudos. Ou a gente aprendia ou o \u2018pau roncava\u201d. Quando terminei o curso a minha turma tinha apenas 13 alunos. Ou seja: ou a gente sabia ou n\u00e3o sabia. Mas havia sim as especialidades. Eu era o melhorem hist\u00f3ria, Costa Fernandes era o melhor de franc\u00eas, Geraldo Meio se destacava em outra mat\u00e9ria e era assim.<\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"color: #993300;\"><em><strong>JS \u2014 Cite alguns professores dessa \u00e9poca.<\/strong><\/em><\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p>M\u00c1RIO MEIRELES \u2014 Jer\u00f4nimo Viveiros, Greg\u00f3rio e Franco, Os\u00f3rio Anchieta, Lafaiete de Mendon\u00e7a e tantos outros&#8230;<\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"color: #993300;\"><em><strong>JS \u2014 Um historiador precisa de uma boa mem\u00f3ria. A sua nunca lhe traiu?<\/strong><\/em><\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p>M\u00c1RIO MEIRELES \u2014 Essa \u00e9 uma capacidade necess\u00e1ria para qualquer pessoa que se dedique ao estudo da hist\u00f3ria. Pois ningu\u00e9m sabe tudo e muito menos ainda quando se trata de hist\u00f3ria que \u00e9 um verdadeiro saco sem fundo. Por ser assim, \u00e9 preciso se estudar sempre e todo tempo. Agora mesmo, eu j\u00e1 com 85 anos, tive de ler 132 Livros para n\u00e3o fazer feio por ocasi\u00e3o as festividades dos 500 anos do descobrimento do Brasil.<\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"color: #993300;\"><em><strong>JS \u2014 O Senhor fazia parte da Comiss\u00e3o Nacional?<\/strong><\/em><\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p>M\u00c1RIO MEIRELES \u2014 Essa \u00e9 um, hist\u00f3ria longa. Li na imprensa que havia sido indicado pelo Governador Ribamar Fiquene para representar o Maranh\u00e3o naquela comiss\u00e3o. Por conta dessa gentileza, me debrucei nos livros e devorei esses 132 que falei antes. Por conta dessa gentileza, resolvi que escreveria um livro sobre o assunto e o fiz. Mas por causa da reforma administrativa da Governadora Roseana Sarney acabei ficando sem ter com quem me entender, porque a Secretaria de Cult ura foi extinta e tudo ficou mais dif\u00edcil. Mas fiz o livro. Esses originais chegaram ao conhecimento de uma maranhense, amiga da nossa fam\u00edlia, chamada Luziram Cam\u00f5es Peixoto, professora muito competente e ocupaste de uma das Diretorias do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o&#8230;<\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"color: #993300;\"><em><strong>JS \u2014 O que isso tem a ver com a sua indica\u00e7\u00e3o para as festividades dos 500 anos?<\/strong><\/em><\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p>M\u00c1RIO MEIRELES \u2014 Porque sobre essa indica\u00e7\u00e3o nunca mais ningu\u00e9m falou nada e isso come\u00e7ou a me intrigar. Ent\u00e3o conversando com ela sobre o assunto, acabei relatando o epis\u00f3dio e uma semana depois o Chefe de Gabinete do Ministro nos telefonou informando que todas essas indica\u00e7\u00f5es preliminares foram repassadas ao Minist\u00e9rio do Exterior e que ele n\u00e3o tinha nada a dizer sobre o assunto. Mas mesmo assim pediu os originais do livro pra ler, gostou e se comprometeu a public\u00e1-lo. Mas tem a hist\u00f3ria da indica\u00e7\u00e3o que fui mas n\u00e3o fui. H\u00e1 pouco tempo recebi a visita de um amigo meu que era reitor no Amap\u00e1, tamb\u00e9m maranhense, e que, estando morando em Bras\u00edlia, havia recebido o convite para representar o nosso Estado na tal comiss\u00e3o. Eu fique sem entender nada, mas o certo \u00e9 que ele acabou sendo de fato o representante do Maranh\u00e3o e n\u00e3o eu.<\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"color: #993300;\"><em><strong>JS \u2014 Quem afinal e quantos descobriram o Brasil?<\/strong><\/em><\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p>M\u00c1RIO MEIRELES \u2014 Como professor de hist\u00f3ria tenho que admitir que foi mesmo Cabral o primeiro homem branco a piar em terras brasileiras. Isso est\u00e1 nos livros, mas hoje, depois de muita gente pesquisar e se aprofundar no assunto, a gente chega \u00e0 conclus\u00e3o que a hist\u00f3ria n\u00e3o \u00e9 bem assim. Houve na verdade, e eu estou convencido disso, um achamento de uma terra previa mente conhecida por Portugal atrav\u00e9s de informa\u00e7\u00f5es de navegantes que aqui estiveram antes mesmo de Cabral.<\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"color: #993300;\"><em><strong>JS \u2014 Ent\u00e3o foi um achamento e n\u00e3o um descobrimento?<\/strong><\/em><\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p>M\u00c1RIO MEIRELES \u2014 V\u00e1rias correntes indicam nessa dire\u00e7\u00e3o e uma das provas mais importante dessa tese \u00e9 uma outra carta que n\u00e3o \u00e9 de Pero Vaz Caminha e sim de outro integrante da frota de Cabral, chamado mestre Joana Farias. A missiva deste, que era m\u00e9dico, \u00e9 datada do mesmo dia da oficial \u2013 1\u00ba de maio \u2014 ele fala ao Rei da nova terra com suas coordenadas, desenha em sua lateral a constela\u00e7\u00e3o que viria a ser a de Cruzeiro do Sul e faz um alerta curioso ao Rei. Manda o monarca conferir os dados com o mapa de Pero Vaz da Cunha, o Bizagudo&#8230;<\/p>\n<ul>\n<li>JS \u2014<em><strong><span style=\"color: #993300;\"> Quem \u00e9 o Bizagudo?<\/span><\/strong><\/em><\/li>\n<\/ul>\n<p>M\u00c1RIO MEIRELES \u2014 Era um navegante que em 1485 tinha afama de ser um dos grandes capit\u00e3es do mar de Portugal. E coube a ele a miss\u00e3o, por ordem do Rei, de ir ao Senegal. No mapa de Bizagudo, dizia o Farias, essa terra j\u00e1 estava assinalada como uma ilha, por\u00e9m ele n\u00e3o tinha conhecimento se era habitada ou n\u00e3o. Por causa dessa d\u00favida, sugeria ao Rei que comparasse os dados da nova terra \u00e0quela identificada no mapa do Capit\u00e3o Pero Vaz da Cunha.<\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"color: #993300;\"><em><strong>JS \u2014 Onde est\u00e1 esse mapa?<\/strong><\/em><\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p>M\u00c1RIO MEIRELES \u2014 Esse \u00e9 o problema hist\u00f3rico. A Carta existe, a recomenda\u00e7\u00e3o est\u00e1 l\u00e1, mas o mapa jamais fora encontrado. Mas um sujeito com a forma\u00e7\u00e3o de um m\u00e9dico n\u00e3o seria louco de inventar uma hist\u00f3ria dessas para o Rei de Portugal. Al\u00e9m dessa evidencia do achamento existem muitas outras. O pr\u00f3prio Tratado de Tordesilhas \u00e9 uma delas.<\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"color: #993300;\"><em><strong>JS \u2014 Como assim?<\/strong><\/em><\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p>M\u00c1RIO MEIRELES \u2014 Quando Portugal e Espanha (Castela) iniciaram a fase do descobrimento, dividiram o mar em duas partes, ficando a parte Norte para Castela e o Sul para Portugal. Tudo isso porque no in\u00edcio do s\u00e9culo XV, pouca gente sabia e muitos menos ainda acreditavam que a terra era redonda. Pois bem. Quando os reis de Castela, Fernando e Isabel foram assinar o Tratado de Tordesilhas com o Rei D, Manoel, de Portugal, queriam eles que a linha imagin\u00e1ria fosse determinada a 100 l\u00e9guas de Cabo Verde. Avisados por Duarte Pacheco Pereira, que em 1488, a sua ordem, fizera uma viagem de reconhecimento semelhante a feita anteriormente por Crist\u00f3v\u00e3o Colombo, o Rei de Portugal exigiu \u2014 e foi atendido \u2014 que a linha divis\u00f3ria entre os dois dom\u00ednios passasse a 370 l\u00e9guas de Cabo Verde e n\u00e3o apenas 100 como queriam os espanh\u00f3is. Outra exig\u00eancia de Portugal: a linha seria com base nos Meridianos e n\u00e3o nos paralelos como fora sugerido inicialmente.<\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"color: #993300;\"><em><strong>JS \u2014 Todo esse interesse em mudar as regras, em sua opini\u00e3o, tinha um motivo bem claro?<\/strong><\/em><\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p>M\u00c1RIO MEIRELES \u2014 Exatamente. Portugal sabia da exist\u00eancia da terra e tudo fez para t\u00ea-la sob sou dom\u00ednio na hora da divis\u00e3o de Tordesilhas. Se fossem mantidas as medidas que queriam os reis de Castela, a \u00e1rea determinada a D. Manuel acabaria no meio do oceano atl\u00e2ntico. Do jeito que ficou, abocanhou todo o Brasil.<\/p>\n<ul>\n<li><em><strong><span style=\"color: #993300;\">JS \u2014 Cabral ent\u00e3o sabia o que iria fazer desde sua partida?<\/span><\/strong><\/em><\/li>\n<\/ul>\n<p>M\u00c1RIO MEIRELES \u2014 A pr\u00f3pria carta de Pero Vaz de Caminha faz entender isso ao afirmar que n\u00e3o houvera tempestade, maremoto ou qualquer outro transtorno a justificar a mudan\u00e7a de rota. Cabral tinha uma orienta\u00e7\u00e3o do seu amigo Colombo para se afastar um pouco da Costa, mas n\u00e3o tanto. Tudo leva a crer que havia uma rota tra\u00e7ada antes mesmo da partida da Frota. Portanto a miss\u00e3o de Cabral era mesmo de achar a terra, pois ela j\u00e1 havia sido descoberta antes. Essa tese do achamento n\u00e3o \u00e9 aceita por Portugal. Muito pelo contr\u00e1rio. O pr\u00f3prio Rei D. Manuel, ao comunicar as demais coroas da novidade, diz em seu texto que Cabra! descobrira \u201cmilagrosamente\u201d uma nova terra.<\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"color: #993300;\"><em><strong>JS \u2014 Achar e descobrir, nesse caso, n\u00e3o \u00e9 a mesma coisa?<\/strong><\/em><\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p>M\u00c1RIO MEIRELES \u2014 Essa era uma das d\u00favidas dos historiadores. Todos sabem que Pero Vaz n\u00e3o fala em descobrimento e sim achamento. Buscou- se ent\u00e3o a ajuda dos fil\u00f3logos da \u00e9poca, entre os quais D. Carmina Micaele de Vasconcelos, uma das tr\u00eas grandes da \u00e9poca, ao lado de C\u00e2ndido de Figueiredo e Gon\u00e7alves Viana. Foram eles os respons\u00e1veis pela primeira reforma ortogr\u00e1fica feita em 1911. Pois bem: Foi a Carmina Micaele que trouxe a explica\u00e7\u00e3o definitiva: achamento, como se falava no in\u00edcio do s\u00e9culo 16, queria dizer encontrar algo que havia se ido procurar. E descobrimento, quando encontrado de forma ocasional.<\/p>\n<ul>\n<li>&nbsp;<em style=\"color: #993300;\"><strong>JS \u2014 Quem \u00e9 mesmo o grande her\u00f3i do achamento?<\/strong><\/em><\/li>\n<\/ul>\n<figure id=\"attachment_6301\" aria-describedby=\"caption-attachment-6301\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-6301 size-medium\" src=\"https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/CABRAL-300x229.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"229\" srcset=\"https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/CABRAL-300x229.jpg 300w, https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/CABRAL.jpg 380w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-6301\" class=\"wp-caption-text\"><span style=\"color: #000000;\"><em><strong>Pedro de Cabral, ou de Gouveia?<\/strong><\/em><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>M\u00c1RIO MEIRELES \u2014 Acaba sendo mesmo o Pedro \u00c1lvares Cabral, que ali\u00e1s, nem era chamado assim. Pouca gente sabe mas o nome dele era Pedro Alvares de Gouveia, pois naquele tempo, em Portugal, somente os filhos mais velhos recebiam o nome da fam\u00edlia e por consequ\u00eancia suas heran\u00e7as. A carta de nomea\u00e7\u00e3o dele como Comandante Geral da Expedi\u00e7\u00e3o, assinada pelo Rei Manuel, o cita com o nome original de Pedro Alvares de Gouveia, por que ele era o segundo filho. Ocorre que durante sua aus\u00eancia, o irm\u00e3o mais velho morreu e o nome Cabral lhe fora dado por \u201cDireito de Primogenitura\u201d.<\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"color: #993300;\"><em><strong>JS \u2014 Como um historiador v\u00ea uma data como 22 de abril n\u00e3o ser feriado nacional?<\/strong><\/em><\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p>M\u00c1RIO MEIRELES \u2014 Eu sempre defendi a tese que a data do descobrimento \u00e9 muito mais importante que o 7 de setembro. 22 de abril \u00e9 a maior de todas as datas, pois registra o in\u00edcio da nossa pr\u00f3pria hist\u00f3ria.<\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"color: #993300;\"><em><strong>JS \u2014 E quanto ao Senhor Cabral? Ele voltou ou n\u00e3o a Portugal?<\/strong><\/em><\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p>M\u00c1RIO MEIRELES \u2014 Voltou e o Rei foi muito ingrato com ele. Apesar da festa de recep\u00e7\u00e3o, depois Portugal organizou uma segunda esquadra que viria aqui estabelecer o Vice-Reinado e novamente lhe fora confiado o com ando. Por\u00e9m, havia entre as embarca\u00e7\u00f5es, uma esquadria formada por cinco caravelas que tinham autonomia e, portanto, n\u00e3o estariam sob suas ordens e sim do Senhor Vicente Sodr\u00e9. Cabral n\u00e3o aceitou e foi exilar-se em Santar\u00e9m. Digo que o Rei lhe fora injusto porque no seu pr\u00f3prio t\u00famulo, tem uma placa ,dizendo apenas o seguinte: aqui jaz D. Izabel, que era vi\u00fava de Pedro Alvares. Todo resto da placa se resume a vida da mulher e n\u00e3o fala mais dele. Nem como Gouveia nem como Cabral.<\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"color: #993300;\"><em><strong>JS \u2014 Como o Senhor avalia esse per\u00edodo das descobertas?<\/strong><\/em><\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p>M\u00c1RIO MEIRELES \u2014 Um das p\u00e1ginas mais fant\u00e1sticas da hist\u00f3ria da humanidade pela dificuldade e pela ignor\u00e2ncia de ent\u00e3o. Ningu\u00e9m sabia se a terra era redonda, os barcos eram uma porcaria, toda orienta\u00e7\u00e3o dependia da balestria, do astrol\u00e1bio e da b\u00fassola. Cada empreitada daquela era uma senten\u00e7a de morte para mais da metade deles. Morria-se de tudo. Fome, peste, sede, escorbuto&#8230;<\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"color: #993300;\"><em><strong>JS\u2014 Mas S\u00e3o Lu\u00eds n\u00e3o nasceu de Portugal nem de Espanha?<\/strong><\/em><\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p>M\u00c1RIO MEIRELES \u2014 Essa hist\u00f3ria \u00e9 interessante. Portugal e Espanha dividiram todo esse territ\u00f3rio, tiveram o aval do Papa e esqueceram todas as outras pot\u00eancias da \u00e9poca. O pr\u00f3prio Rei de Fran\u00e7a, Francisco 1, haveria dito que gostaria de ver o testamento de Ad\u00e3o excluindo a Fran\u00e7a dessa partilha. Com a insatisfa\u00e7\u00e3o das demais coroas, surgiram dois tipos diferentes de aventureiros. Os Piratas e os Cors\u00e1rio. Os primeiros eram bandidos mesmos, sem qualquer tipo de escr\u00fapulo. Os segundo n\u00e3o. Apesar do objetivo de tomar a for\u00e7a o que encontrassem, eram recomendados e autorizados pelos seus respectivos reis. \u00c9 o caso de La Ravardiere, o fundador da cidade de S\u00e3o Lu\u00eds. Fidalgo franc\u00eas, ganhou os mares do mundo levando consigo uma Carta Patente do Rei de Fran\u00e7a, que n\u00e3o dava a m\u00ednima para o tal Tratado de Tordesilhas. E n\u00e3o foi apenas Fran\u00e7a que n\u00e3o reconhecia. Inglaterra e Holanda tamb\u00e9m n\u00e3o deram a m\u00ednim a para as regras impostas por Portugal e Castela.<\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"color: #993300;\"><em><strong>JS \u2014 A hist\u00f3ria diz que os Franceses chegaram, fundaram S\u00e3o Lu\u00eds e depois foram expulsos. Isso \u00e9 verdade?<\/strong><\/em><\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p>M\u00c1RIO MEIRELES \u2014 \u00c8 mais n\u00e3o \u00e9. Desde aquele tempo as coisas eram decididas resguardando os interesses de cada um. La Ravardiere estava aqui e tinha recursos para vencer qualquer tentativa de expuls\u00e3o por parte dos portugueses. Acontece que l\u00e1 na Fran\u00e7a, as duas Coroas \u2014 Fran\u00e7a e Espanha \u2014 estavam contratando o casamento do Rei Luis XIII, que era adolescente, com a princesa espanhola. Por conta dessa negocia\u00e7\u00e3o, a Espanha exigia que a Fran\u00e7a chamasse de volta La Ravardiere, que acabou fazendo. Por qu\u00ea a Espanha fez isso? Em 1580 o Rei de Portugal que era o Cardeal D. Henrique morreu sem deixar filhos. E ent\u00e3o seis sobrinhos deles disputaram a Coroa e quem ganhou foi o Rei de Espanha Felipe. Portanto no ano de 1612, quando La Ravardiere esteve aqui, Portugal estava sujeito a Espanha porque o Rei era o mesmo.<\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"color: #993300;\"><em><strong>JS \u2014 Muito bem. Os portugueses chegaram e encontraram os \u00edndios. E estes, de onde vieram?<\/strong><\/em><\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p>M\u00c1RIO MEIRELES \u2014 De acordo com a antropologia eles vieram da \u00c1sia atravessando o Estreito de Bering quando ele estava recoberto de gelo, l\u00e1 pelo Alasca. Vieram descendo at\u00e9 chegar \u00e0 Am\u00e9rica do Sul. Outros vieram atravessando o pac\u00edfico e assim por diante. No Brasil primitivo tinha dois tipos de \u00edndio s. Os tupis e os tapuias. Os primeiros eram bem mais adiantados que os outros. Os tupis que ficaram do outro lado dos Andes eram bem mais adiantados e fundaram os imp\u00e9rios Incas, Astecas, o reino dos Caraciris. Pra se ter uma id\u00e9ia do n\u00edvel de conhecimentos dos \u00edndios que ficaram do outro lado, basta saber que os Astecas conheceram o zero antes mesmo da Europa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entrevista concedida ao jornalista Carlos Andrade e publicada na edi\u00e7\u00e3o de abril de 2000, do jornal da Soamar. * O historiador M\u00e1rio Martins Meireles (1915-2003) nasceu e veio a falecer em S\u00e3o Lu\u00eds do Maranh\u00e3o. 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