{"id":10757,"date":"2023-11-14T13:29:43","date_gmt":"2023-11-14T13:29:43","guid":{"rendered":"https:\/\/portosma.com.br\/?page_id=10757"},"modified":"2023-11-14T13:36:40","modified_gmt":"2023-11-14T13:36:40","slug":"entrevista-benedito-salim-duailibe","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/portosma.com.br\/index.php\/entrevista-benedito-salim-duailibe\/","title":{"rendered":"Entrevista: Benedito Salim Duailibe"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"color: #800000;\"><strong>Diretor Administrativo da Codomar \u2013 Companha Docas do Maranh\u00e3o<\/strong><\/span><br \/>\n<em>Entrevista concedida ao jornalista&nbsp;<strong>Carlos Andrade e p<\/strong><\/em><em>ublicada no Jornal da Soamar, edi\u00e7\u00e3o maio de 1993<\/em><\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-10380 size-full\" src=\"https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/CABECA-ENTREVISTAS.jpg\" alt=\"\" width=\"900\" height=\"230\" srcset=\"https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/CABECA-ENTREVISTAS.jpg 900w, https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/CABECA-ENTREVISTAS-300x77.jpg 300w, https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/CABECA-ENTREVISTAS-768x196.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><\/p>\n<h1><strong>\u201cTriste do Estado que n\u00e3o tem um porto para escoar as suas riquezas\u201d<\/strong><\/h1>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-10291 size-medium\" src=\"https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/BINE-2-206x300.jpg\" sizes=\"(max-width: 206px) 100vw, 206px\" srcset=\"https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/BINE-2-206x300.jpg 206w, https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/BINE-2-704x1024.jpg 704w, https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/BINE-2-768x1117.jpg 768w, https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/BINE-2-1056x1536.jpg 1056w, https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/BINE-2.jpg 1200w\" alt=\"\" width=\"206\" height=\"300\"><\/p>\n<h5><em>Benedito Salim Duailibe, 67 anos, tem sangue liban\u00eas nas veias e um amor incomum pela \u00e1rea do porto onde trabalha e pela S\u00e3o Lu\u00eds que o viu nascer. Como lenda viva da hist\u00f3ria dos nossos portos, olhou os \u201cpo\u00e7\u00f5es\u201d do fundeadouro \u201cS\u00e3o Lu\u00eds\u201d, assistiu ao inc\u00eandio do \u201cMaria celeste\u201d, andou de Alvarengas, conheceu o Almirante \u201cChocolate\u201d e viu de perto a fama do pr\u00e1tico \u201cBaba\u00e7u\u201d. Nesta entrevista que teve a participa\u00e7\u00e3o de Raimundo Nonato de Sousa (o Natinho) e Artur Val\u00e9rio Boueres -, \u201cSeu Bin\u00e9\u201d, como \u00e9 conhecido na CODOMAR onde exerce o cargo de Diretor- Administrativo-Financeiro, fala de muitas dessas hist\u00f3rias e relembra nomes esquecidos que fizeram o dia-a-dia dos nossos portos, como Booth-Line, Francisco Aguiar, Chames Aboud, Jose Ribamar Couto, Nelson Farias e \u00c9den Saldanha Bessa, o pioneiro dos pioneiros do Itaqui. Cat\u00f3lico, Bin\u00e9 assume \u201cpelo sim, pelo n\u00e3o\u201d, a exist\u00eancia do sobrenatural e confirma a contrata\u00e7\u00e3o de um \u201cprofessor\u201d para atenuar a ira da Princesa Ina, cuja torre do castelo foi supostamente avariada pelos tubul\u00f5es quando da constru\u00e7\u00e3o do porto de Itaqui. Porto esse, que fez parte das promessas de campanha do pr\u00f3prio J\u00e2nio Quadros e todos os projetos de avalia\u00e7\u00e3o o indicavam como a reden\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica de toda regi\u00e3o sul do Maranh\u00e3o e mais Bras\u00edlia, Goi\u00e1s e parte dos cerrados. Humilde, Bin\u00e9 acredita na privatiza\u00e7\u00e3o, na cria\u00e7\u00e3o de novos munic\u00edpios como forma de desenvolvimento e tem uma li\u00e7\u00e3o de economia para o Brasil, fruto da sabedoria do seu velho pai: \u201cMeu primeiro sal\u00e1rio foi 120 mil reis. Ao recebe-lo, papai me chamou de lado e ensinou: gaste apenas 80, ou quem sabe 90. Nunca tudo. E preciso guardar um pouco, sempre, pois nunca podemos prever o dia de amanh\u00e3.<\/em><\/h5>\n<p><strong>JORNAL DA SOMAR<\/strong>&nbsp;\u2013&nbsp;<em>Vamos come\u00e7ar falando do porto de S\u00e3o Lu\u00eds\u2026<\/em><br \/>\n<strong>BIN\u00c9<\/strong>&nbsp;\u2013 Na verdade n\u00e3o se tratava de um porto, e sim de fundadores, ou po\u00e7\u00f5es, onde os navios ficavam ferro enquanto se processava as opera\u00e7\u00f5es de carga e descarga. As mercadorias eram transportadas pelas \u201cAlvarengas\u201d e os passageiros em pequenas lanchas pertencentes ao inesquec\u00edvel \u201cAlmirante Chocolate\u201d.<\/p>\n<p><strong>JS<\/strong>&nbsp;\u2013&nbsp;<em>Qual a capacidade de atraca\u00e7\u00e3o desses po\u00e7\u00f5es?<\/em><br \/>\n<strong>BIN\u00c9<\/strong>&nbsp;\u2013 O porto propriamente dito compreendia toda essa \u00e1reas entre a Ponta D`Areia e a chamada \u201cmeia laranja\u201d, hoje conhecida como Rampa Campos Melo. Dependendo da mar\u00e9, ou da lua, atracavam navios de at\u00e9 23 p\u00e9s. Era um espet\u00e1culo bonito de se ver, pois ali se resumia o centro da economia maranhense. Em alguns momentos, era poss\u00edvel at\u00e9 cinco navios ao mesmo tempo.<\/p>\n<p><strong>JS<\/strong>&nbsp;\u2013&nbsp;<em>Nesse tempo, entre os anos 40 e 50 j\u00e1 havia Praticagem?<\/em><br \/>\n<strong>BIN\u00c9<\/strong>&nbsp;\u2013 Claro, e um dos pr\u00e1ticos se destacava dos demais, visto ser o preferido dos comandantes dos navios. Era o Ernani Pinto, conhecido como Baba\u00e7u, em homenagem ao nosso principal produto de exporta\u00e7\u00e3o da \u00e9poca.<\/p>\n<p><strong>JS<\/strong>&nbsp;\u2013&nbsp;<em>Quais as principais companhias de navega\u00e7\u00e3o da \u00e9poca?<\/em><br \/>\n<strong>BIN\u00c9<\/strong>&nbsp;\u2013 Lloyd Brasileiro e a Companhia Nacional de Navega\u00e7\u00e3o Costeira. Esta pertencia ao italiano Henrique Lajes, dono do Estaleiro que construiu os famosos navios ITA, que, inclusive, foi usado como enredo da Escola de Samba Salgueiro, no carnaval do Rio de Janeiro, quando a agremia\u00e7\u00e3o faturou o t\u00edtulo de campe\u00e3 do carnaval daquele ano de 1993.<\/p>\n<p><strong>JS<\/strong>&nbsp;\u2013&nbsp;<em>Quais os produtos que chegavam \u2013 ou sa\u00edam \u2013 do Porto de S\u00e3o Lu\u00eds?<\/em><br \/>\n<strong>BIN\u00c9<\/strong>&nbsp;\u2013 O Maranh\u00e3o, antes de ser interligado ao resto do pa\u00eds pelas rodovias, recebia quase tudo do mar. Cerveja, enlatados, farinha, miudezas, pneus, derivados de petr\u00f3leo e trigo a granel. A exporta\u00e7\u00e3o ficava por conta da am\u00eandoa de baba\u00e7u, algod\u00e3o, tecidos como mescla e lona por exemplo e alguns cereais. Desses, o mais importante era o arroz. O Maranh\u00e3o j\u00e1 conseguir exportar at\u00e9 100 mil sacas desse produto por navio, dado o vigor da nossa produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola.<\/p>\n<p><strong>JS<\/strong>&nbsp;\u2013&nbsp;<em>Quais os melhores clientes dos nossos atacadistas?<\/em><br \/>\n<strong>BIN\u00c9<\/strong>&nbsp;\u2013&nbsp; Ainda na \u00e9poca de ouro da navega\u00e7\u00e3o fluvial maranhense, os rios Pindar\u00e9, Graja\u00fa, Mearim e Itapecuru se tornaram as grandes vedetes do com\u00e9rcio de ent\u00e3o. Cidades como Pedreiras, Pindar\u00e9, Barra do Corda e Graja\u00fa, experimentaram fluxos de desenvolvimentos nunca antes imaginados. No caso das auas \u00faltimas, os compradores vinham apenas uma vez por ano e esvaziavam os armaz\u00e9ns dos atacadistas. Era uma verdadeira festa para o com\u00e9rcio.<\/p>\n<p><strong>JS<\/strong>&nbsp;\u2013&nbsp;<em>A partir de quando o Maranh\u00e3o passou a exportar os produtos derivados do baba\u00e7u?<\/em><br \/>\n<strong>BIN\u00c9<\/strong>&nbsp;\u2013 N\u00e3o sei precisar exatamente o ano, mas lembro que o Jos\u00e9 Salom\u00e3o, da Conan, mandou construir um navio, o \u201cS\u00e3o Bento\u201d, cujas caracter\u00edsticas permitiam atracar diretamente no cais de S\u00e3o Lu\u00eds, ali nas proximidades do Pal\u00e1cio dos Le\u00f5es. O \u201cS\u00e3o Bento\u201d operava quase exclusivamente com \u00f3leo de baba\u00e7u, numa \u00e9poca de ouro para esse segmento da nossa ind\u00fastria. T\u00ednhamos f\u00e1bricas em S\u00e3o Lu\u00eds, Bacabal, Pedreiras, Coroat\u00e1, Cod\u00f3 e Caxias.<\/p>\n<h3><em><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-10291 alignleft\" src=\"https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/BINE-2-206x300.jpg\" sizes=\"(max-width: 206px) 100vw, 206px\" srcset=\"https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/BINE-2-206x300.jpg 206w, https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/BINE-2-704x1024.jpg 704w, https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/BINE-2-768x1117.jpg 768w, https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/BINE-2-1056x1536.jpg 1056w, https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/BINE-2.jpg 1200w\" alt=\"\" width=\"206\" height=\"300\"><strong>Na verdade andaram acontecendo algumas coisas no inicio das funda\u00e7\u00f5es que os t\u00e9cnicos n\u00e3o conseguiam explicar. Houve desabamento de peda\u00e7os do cais, tombamento de guindastes da Serveng, mortes de escafandristas etc. Por isso, atendendo a sugest\u00e3o de algu\u00e9m da nossa equipe, foi chamado um \u201cprofessor\u201d, cuja miss\u00e3o principal era tentar explicar o at\u00e9 ent\u00e3o inexplic\u00e1vel\u2026<\/strong><\/em><\/h3>\n<p><strong>JS<\/strong>&nbsp;\u2013&nbsp;<em>Como os atacadistas abasteciam os demais munic\u00edpios do Maranh\u00e3o?<\/em><br \/>\n<strong>BIN\u00c9<\/strong>&nbsp;\u2013 Atrav\u00e9s da rede fluvial de embarca\u00e7\u00f5es. Comprava-se em grandes quantidades e se vendi nas mesmas propor\u00e7\u00f5es. Os maiores compradores da Regi\u00e3o do Pindar\u00e9, e do Mearim, vinham \u00e0 Praia Grande pelo menos uma vez a cada trinta dias e compravam praticamente todo o estoque do com\u00e9rcio local.<\/p>\n<p><em><strong>JS<\/strong>&nbsp;\u2013<\/em>&nbsp;<em>Quais os maiores atacadistas daquele tempo?<\/em><br \/>\n<strong>BIN\u00c9<\/strong>&nbsp;\u2013 Chagas &amp; Penha, Salim Duailibe, Lima Farias, Moreira Sobrinho, Cunha Santos, e outros. Entre os exportadores posso citar Francisco Aguiar, Chames Aboud, Bento Mendes, A O Gaspar e Rachid Abdalla.<\/p>\n<p><strong>JS<\/strong>&nbsp;\u2013&nbsp;<em>Como a chegada das rodovias alterou essa normalidade?<\/em><br \/>\n<strong>BIN\u00c9<\/strong>&nbsp;\u2013 Com a inaugura\u00e7\u00e3o da BR-135 houve um processo de esvaziamento da Praia Grande, pois criou-se o sistema de \u201cporta a porta\u201d. Com isso os comerciantes come\u00e7aram a capitalizar menos nos estoques, visto as entregas se processarem de forma mais r\u00e1pida. A era das rodovias serviu tamb\u00e9m para a amplia\u00e7\u00e3o do fluxo de exporta\u00e7\u00f5es de outros munic\u00edpios, facilitando a chegada das safras at\u00e9 a capital, S\u00e3o Lu\u00eds. As mercadorias eram ent\u00e3o trocadas por bens de consumo antes exclusivos dos grandes centros.<\/p>\n<p><strong>JS<\/strong>&nbsp;\u2013&nbsp;<em>A F\u00e1brica Rio Anil exportava sua produ\u00e7\u00e3o para onde?<\/em><br \/>\n<strong>BIN\u00c9<\/strong>&nbsp;\u2013 Todo mundo sabe que o Maranh\u00e3o j\u00e1 foi grande exportador de tecido. T\u00ednhamos grandes f\u00e1bricas de tecelagem e fia\u00e7\u00e3o e estas absorviam toda produ\u00e7\u00e3o local de algod\u00e3o. A Rio Anil produzia o \u201cElite\u201d, considerado por muito tempo como o melhor morim do Brasil. Era um produto destinado a popula\u00e7\u00e3o de baixa renda e o p\u00fablico consumidor se resumia aos estados do Norte, principalmente da Regi\u00e3o Amaz\u00f4nica.<\/p>\n<p><strong>JS<\/strong>&nbsp;\u2013&nbsp;<em>E quanto a torta de baba\u00e7u?<\/em><br \/>\n<strong>BIN\u00c9<\/strong>&nbsp;\u2013 Esse produto praticamente inaugurou nossas exporta\u00e7\u00f5es internacional. Toda nossa produ\u00e7\u00e3o era destinada ao mercado interno e chegava a pa\u00edses como Alemanha e Holanda e chagavam atrav\u00e9s dos portos de Bremem e Roterd\u00e3, numa frequ\u00eancia de uma a duas vezes por m\u00eas.<\/p>\n<p><strong>JS<\/strong>&nbsp;\u2013&nbsp;<em>Quantas estivas operavam no setor portu\u00e1rio de S\u00e3o Lu\u00eds?<\/em><br \/>\n<strong>BIN\u00c9<\/strong>&nbsp;\u2013 Apenas duas. A Mar\u00edtima e a Terrestre. A primeira era constitu\u00edda de trabalhadores aut\u00f4nomos, enquanto a segunda era de responsabilidade do Estado, assim como os armaz\u00e9ns de estocagem.<\/p>\n<p><strong>JS<\/strong>&nbsp;\u2013&nbsp;<em>O porto de S\u00e3o Lu\u00eds tinha estrutura para esse tipo de embarque?<\/em><br \/>\n<strong>BIN\u00c9<\/strong>&nbsp;\u2013 Aqui cabe uma explica\u00e7\u00e3o. Essas exporta\u00e7\u00f5es foram iniciadas pelo Porto de Itaqui, bem antes deste ser inaugurado. Isso foi poss\u00edvel gra\u00e7as a um acordo firmado entre o Comandante Washington Vi\u00e9gas, ent\u00e3o diretor do Departamento Nacional de Portos e Vias Naveg\u00e1veis \u2013 DNPVN, o Ministro dos Transportes, M\u00e1rio Andreazza, e os Agentes de Navega\u00e7\u00e3o. Criou-se ent\u00e3o uma esp\u00e9cie de Condom\u00ednio e dessa forma garantiu-se a legalidade das opera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>JS<\/strong>&nbsp;\u2013&nbsp;<em>Como a hist\u00f3ria do porto do Itaqui deve ser contada?<\/em><br \/>\n<strong>BIN\u00c9<\/strong>&nbsp;\u2013 A partir de 1970, quando o cais em frente ao armaz\u00e9m foi entregue, se trabalhava na pavimenta\u00e7\u00e3o de p\u00e1tios e e se organizava a constitui\u00e7\u00e3o da CODOMAR. Naquela \u00e9poca, o porto fazia parte de todos os projetos e era visto como a solu\u00e7\u00e3o definitiva para incrementar a economia do Maranh\u00e3o e do Norte do Brasil. Triste do Estado que n\u00e3o tem um porto para escoar suas riquezas. No meu entender, em futuro pr\u00f3ximo, o Itaqui ser\u00e1 o principal porto do Nordeste, Norte de Goi\u00e1s, do Cerrado e do Sul do Par\u00e1. Naquele tempo, nossa capacidade agr\u00edcola \u2013 assim como a industrial \u2013 era pequena demais e n\u00e3o viabilizava nenhuma garantia para a implanta\u00e7\u00e3o de um Terminal como o Itaqui. Hoje n\u00e3o. O Maranh\u00e3o se transformou nessa pot\u00eancia econ\u00f4mica gra\u00e7as ao pioneirismo dos seus portos. Primeiro o de S\u00e3o Lu\u00eds e depois o Itaqui. A partir desses, vieram o da Alumar e o da Companhia Vale do Rio Doce, inaugurando assim uma nova fase de progresso para o Maranh\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>JS<\/strong>&nbsp;\u2013&nbsp;<em>Quem, nesse item de pioneirismo, n\u00e3o pode deixa de ser citado?<\/em><br \/>\n<strong>BIN\u00c9<\/strong>&nbsp;\u2013 O mais importante de todos foi um comerciante chamado Eden Saldanha Bessa. Antes mesmo das maquinas, ele j\u00e1 tinha no Itaqui uma choupana onde manuseava baba\u00e7u, extraindo o \u00f3leo, a torta e at\u00e9 o alcatr\u00e3o. Essa produ\u00e7\u00e3o, o Sr. Bessa exportava para os Estados Unidos. Outros nomes seriam do ex-governador Jos\u00e9 Sarney, do ex-ministro M\u00e1rio Andreazza e do pr\u00f3prio Presidente da Rep\u00fablica, senhor J\u00e2nio Quadros. Este, n\u00e3o s\u00f3 assumiu a bandeira do nosso porto, transformando-o em compromisso de campanha, como, depois de eleito, nomeou a Associa\u00e7\u00e3o Comercial do Maranh\u00e3o como fiscal das obras.<\/p>\n<p><strong>JS<\/strong>&nbsp;<em>Al\u00e9m do desafio tecnol\u00f3gico, Itaqui foi, tamb\u00e9m, um desafio sobrenatural. Explique isso.<\/em><br \/>\n<strong>BIN\u00c9<\/strong>&nbsp;\u2013 Na verdade andaram acontecendo algumas coisas no inicio das funda\u00e7\u00f5es que os t\u00e9cnicos n\u00e3o conseguiam explicar. Houve desabamento de peda\u00e7os do cais, tombamento de guindastes da Serveng, mortes de escafandristas etc. Por isso, atendendo a sugest\u00e3o de algu\u00e9m da nossa equipe, foi chamado um \u201cprofessor\u201d, cuja miss\u00e3o principal era tentar explicar o at\u00e9 ent\u00e3o inexplic\u00e1vel\u2026<\/p>\n<p><strong>JS<\/strong>&nbsp;\u2013&nbsp;<strong>Qual foi o diagnostico?<\/strong><br \/>\n<strong>BIN\u00c9<\/strong>&nbsp;\u2013 Surpreendente. Segundo o \u201cmestre\u201d, toda \u00e1rea do porto estava sendo erguida sobre o reinado da Princesa Ina e isso a estava incomodando, visto ningu\u00e9m ter soli citado permiss\u00e3o para tal. Pelo sim, pelo n\u00e3o, todas as sugest\u00f5es apresentadas pelo \u201cprofessor\u201d foram prontamente atendidas e, j\u00e1 evidentemente autorizadas pela \u201cdona do lugar\u201d, as obras continuaram normalmente. A imagem de Iemanj\u00e1, colocada na frente do Armaz\u00e9m Sul, faz parte dessas exig\u00eancias e ainda hoje \u00e9 cultuada por estivadores e mar\u00edtimos que trabalham em nosso porto.<\/p>\n<p><strong>JS<\/strong>&nbsp;\u2013&nbsp;<em>A \u201cd\u00edvida\u201d com a Princesa Ina era para ser paga de uma s\u00f3 vez?<\/em><br \/>\n<strong>BIN\u00c9<\/strong>&nbsp;\u2013 Segundo o \u201cprofessor\u201d, a ira da Princesa se devia ao fato das obras terem atingido uma das torres do seu castelo. Por isso, era preciso \u201cpagar\u201d certas oferendas e, o mais importante, repetir a \u201ccerim\u00f4nia\u201d a cada sete anos.<\/p>\n<p><strong>JS<\/strong>&nbsp;\u2013&nbsp;<em>A segunda \u201cpresta\u00e7\u00e3o\u201d vence quando?<\/em><br \/>\n<strong>BIN\u00c9<\/strong>&nbsp;\u2013 N\u00e3o sei exatamente, mas foi bom voc\u00ea nos lembrar\u2026<\/p>\n<p><strong>JS<\/strong>&nbsp;\u2013&nbsp;<em>Al\u00e9m de Salim Duailibe, que outros Agentes de Navega\u00e7\u00e3o seriam considerados pioneiros na hist\u00f3ria do Itaqui e dos portos do Maranh\u00e3o?<\/em><br \/>\n<strong>BIN\u00c9<\/strong>&nbsp;\u2013 Harms e Cia, Pedreiras Transportes do Maranh\u00e3o, Nunes dos Santos e Bento Domingues da Silva. Jos\u00e9 Ribamar Couto e Nelson Farias n\u00e3o eram Agentes, Operavam como entidades estivadoras no embarque e desembarque das mercadorias atrav\u00e9s de alvarengas, de, e para os navios.<\/p>\n<p><strong>JS<\/strong>&nbsp;\u2013&nbsp;<em>Desde de 1974 o porto do Itaqui tem os mesmos administradores (Washington Vi\u00e9gas, Bento Moreira Lima e Benedito Salim Duailibe). Com explicar tanta longevidade?<\/em><br \/>\n<strong>BIN\u00c9<\/strong>&nbsp;\u2013 O sucesso do nosso porto por si s\u00f3 j\u00e1 responde sua pergunta. Al\u00e9m disso, a liberdade do nosso Diretor-Presidente, Washington Viegas, em escolher seus principais assessores, sem interfer\u00eancias externas, permitiu, gra\u00e7as a sua sensibilidade, cercar-se de gente da sua inteira confian\u00e7a e de reconhecida compet\u00eancia. A CODOMAR sempre foi uma empresa enxuta. Tem servido de exemplo para outros Estados e desde a sua implanta\u00e7\u00e3o, tem conseguido administrar o porto do Itaqui de forma eficiente e bem distante das mazelas e entraves das suas similares no resto do pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>JS<\/strong>&nbsp;\u2013&nbsp;<em>O que mais poder\u00edamos acrescentar antes de encerrar essa entrevista?<\/em><br \/>\n<strong>BIN\u00c9<\/strong>&nbsp;\u2013 Gostaria de deixar claro que mesmo com a inaugura\u00e7\u00e3o do Itaqui, o porto de S\u00e3o Lu\u00eds jamais deveria ter sido desativado. No entanto, algumas obras como a Barragem do Bacanga (<em>o ideal, segundo os t\u00e9cnicos, seria uma ponte<\/em>), o Projeto PROMORAR (<em>onde se gastou dinheiro suficiente para se construir 10 mil casas populares<\/em>), e mais recentemente, o Aterro do Bacanga, condenaram de vez os canais de navega\u00e7\u00e3o, matando o porto, a fauna, a flora e todos os ecossistemas existentes em frente a S\u00e3o Lu\u00eds antiga onde se encontravam, fraternalmente, os rios Anil e Bacanga.<\/p>\n<ul>\n<li><em><strong>O \u201cprofessor\u201d citado nesta entrevista era o Pai de Santo Jorge de F\u00e9 em Deus, o mais famoso babalaorix\u00e1 de S\u00e3o Lu\u00eds, que teve ajuda do tamb\u00e9m Pai de Santo Ribamar, do Coroadinho.<\/strong><\/em><\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Diretor Administrativo da Codomar \u2013 Companha Docas do Maranh\u00e3o Entrevista concedida ao jornalista&nbsp;Carlos Andrade e publicada no Jornal da Soamar, edi\u00e7\u00e3o maio de 1993 \u201cTriste do Estado que n\u00e3o tem um porto para escoar as suas riquezas\u201d Benedito Salim Duailibe, 67 anos, tem sangue liban\u00eas nas veias e um amor incomum pela \u00e1rea do porto [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_editorskit_title_hidden":false,"_editorskit_reading_time":0,"_editorskit_is_block_options_detached":false,"_editorskit_block_options_position":"{}","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"class_list":["post-10757","page","type-page","status-publish","hentry"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v22.5 - 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