{"id":10752,"date":"2023-11-14T13:24:16","date_gmt":"2023-11-14T13:24:16","guid":{"rendered":"https:\/\/portosma.com.br\/?page_id=10752"},"modified":"2023-11-14T13:37:15","modified_gmt":"2023-11-14T13:37:15","slug":"entrevista-ernest-otto-pflueger","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/portosma.com.br\/index.php\/entrevista-ernest-otto-pflueger\/","title":{"rendered":"Entrevista: Ernest Otto Pflueger"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"color: #800000;\"><strong>Presidente do Sindicato das Ag\u00eancias de Navega\u00e7\u00e3o Mar\u00edtima do Maranh\u00e3o \u2013 SYNGAMAR<\/strong><\/span><br \/>\n<em>Entrevista concedida ao jornalista&nbsp;<strong>Carlos Andrade e&nbsp;<\/strong><\/em><em>Publicada no Jornal da Soamar, edi\u00e7\u00e3o setembro de 1991<\/em><\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-10380 size-full\" src=\"https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/CABECA-ENTREVISTAS.jpg\" alt=\"\" width=\"900\" height=\"230\" srcset=\"https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/CABECA-ENTREVISTAS.jpg 900w, https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/CABECA-ENTREVISTAS-300x77.jpg 300w, https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/CABECA-ENTREVISTAS-768x196.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><\/p>\n<h1><strong>\u201cQuanto maior o nosso porto, maior ser\u00e1 nossa capacidade de exportar\u201d<\/strong><\/h1>\n<h5><em><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-10730 size-medium alignleft\" src=\"https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/ERNEST-2-222x300.jpg\" sizes=\"(max-width: 222px) 100vw, 222px\" srcset=\"https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/ERNEST-2-222x300.jpg 222w, https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/ERNEST-2.jpg 380w\" alt=\"\" width=\"222\" height=\"300\">H\u00e1 quatro anos na presid\u00eancia do Sindicato das Ag\u00eancias de Navega\u00e7\u00e3o do Estado do Maranh\u00e3o \u2013 Syngamar, &nbsp;Ernest Otto Pflueger tem mostrado uma tenacidade digna do sangue que lhe corre nas veias. Filho de pais alem\u00e3es, desde cedo esteve ligado as atividades internacionais gra\u00e7as as fun\u00e7\u00f5es consulares da fam\u00edlia. Ao chegar em S\u00e3o Lu\u00eds, em 1933, o patriarca dos Pflueger j\u00e1 trazia credencias para ser o representante do seu Governo a serem exercidas na promissora capital maranhense de ent\u00e3o. Em 1951 nasceu a Ag\u00eancia de Navega\u00e7\u00e3o Harms &amp; Cia. E, dezesseis anos depois, com a morte do pai, o \u201cSeu Ernesto\u201d como \u00e9&nbsp; chamado pelos seus pares de porto, assumiu o controle dos neg\u00f3cios priorizando as atividades mar\u00edtimas ao ponto de, em pouqu\u00edssimo tempo, a transforma-la numa das gigantes do setor. No Syngamar n\u00e3o foi diferente. Reformou conceitos, e deu unidade a uma categoria antes envolvida em uma disputa interna prejudicial a todos. Hoje n\u00e3o. As 14 empresas envolvidas \u2013 e filiadas \u2013 convivem de forma pacifica cada uma respeitando a especialidade da outra, onde, at\u00e9 mesmo as tarifas s\u00e3o iguais de modo a evitar abusos e prejudicar a concorr\u00eancia. Nessa entrevista ele fala de Estiva, Codomar, Vale do Rio Doce, Alumar, Itaqui e privatiza\u00e7\u00e3o dos portos, E, como n\u00e3o poderia deixar de ser, de ser, de agenciamentos mar\u00edtimos.<\/em><\/h5>\n<p><strong>JORNAL DA SOAMAR<\/strong>&nbsp;\u2013&nbsp;<em>Vamos come\u00e7ar falando da S\u00e3o Lu\u00eds de 50 anos atr\u00e1s\u2026<\/em><br \/>\nERNST PFLUEGER- S\u00e3o Lu\u00eds sempre foi um porto comercial, visto todas as suas necessidades serem atendidas por mar. \u00c9 desse tempo os famosos navios da Ita que aqui chegavam com cigarros, cebolas, carnes e at\u00e9 cervejas\u2026<\/p>\n<p><strong>JS<\/strong>&nbsp;\u2013&nbsp;<em>J\u00e1 havia agente naval?<\/em><br \/>\n<strong>Ernest<\/strong> \u2013 Apenas tr\u00eas. Nunes dos Santos, Booth Lines e Francisco Aguiar. Os navios chegavam ao Porto de S\u00e3o Lu\u00eds, em frente a Rampa Campos Melo, e as mercadorias eram transportadas pelas alvarengas at\u00e9 os armaz\u00e9ns do Estado. Por isso, os Agentes eram, tamb\u00e9m, empresas estivadoras.<\/p>\n<p><strong>JS&nbsp;<\/strong>\u2013&nbsp;<em>Esse ciclo durou at\u00e9 a constru\u00e7\u00e3o do Porto do Itaqui?<\/em><br \/>\n<strong>Ernest<\/strong>\u2013 Sim. Com o porto do Itaqui o fluxo de navios e mercadorias aumentou consideravelmente, dando in\u00edcio, inclusive, a fase de exporta\u00e7\u00e3o. Com isso, os n\u00fameros de Ag\u00eancias cresceram na mesma propor\u00e7\u00e3o do mercado.<\/p>\n<p><strong>JS<\/strong>&nbsp;\u2013&nbsp;<em>Qual o principal produto de exporta\u00e7\u00e3o no come\u00e7o das opera\u00e7\u00f5es no porto do Itaqui?<\/em><br \/>\n<strong>Ernest<\/strong>&nbsp;\u2013 Torta de baba\u00e7u, tendo atingido em seu ponto m\u00e1ximo com carregamentos de at\u00e9 6 mil toneladas. Basta imagina o tamanho dos navios de ent\u00e3o \u2013 4 mil toneladas \u2013 para se entender como cresceram as atividades portu\u00e1rias de S\u00e3o Lu\u00eds.<\/p>\n<p><strong>JS<\/strong>&nbsp;\u2013&nbsp;<em>Itaqui, Ponta da Madeira e Alumar. Quantas ag\u00eancias atendem hoje esses tr\u00eas portos?<\/em><br \/>\n<strong>Ernest<\/strong>&nbsp;\u2013 S\u00e3o 14 e todas filiadas ao nosso Sindicato. Aquelas tr\u00eas primeiras acabaram e foram surgindo outras. Veio a Harms em 51, depois Salim Duailibe, Pedreiras, Arens Lagen e assim por diante. A maioria delas oriundas de Vit\u00f3ria, do Rio de Janeiro e de Cepetiba. Todas vieram em fun\u00e7\u00e3o da expans\u00e3o do nosso mercado provocada pela implanta\u00e7\u00e3o do Projeto Caraj\u00e1s.<\/p>\n<p><strong>JS<\/strong>&nbsp;\u2013&nbsp;<em>O senhor est\u00e1 no segundo mandato a frente do Sindicato dos Agentes Navais. Como \u00e9 feita a mudan\u00e7a de diretoria?<\/em><br \/>\n<strong>Ernest<\/strong>&nbsp;\u2013 O mandato do Presidente \u00e9 de dois anos com direito a uma reelei\u00e7\u00e3o. Recebi o cargo das m\u00e3os do companheiro Maneco Nunes dos Santos que durante muitos anos foi presidente da ent\u00e3o Associa\u00e7\u00e3o dos Agentes Navais. Entidade precursora do Syngamar. Nosso mandato acaba em mar\u00e7o do pr\u00f3ximo ano (1992).<\/p>\n<p><strong>JS \u2013<\/strong>&nbsp;<em>Fale das dificuldades dos primeiros momentos.<\/em><br \/>\n<strong>Ernest<\/strong>&nbsp;\u2013 A principal dificuldade de antes era no setor das comunica\u00e7\u00f5es, onde tudo era feito via Westen. Hoje, uma ag\u00eancia moderna \u2013 isso vale para a maioria dos nossos associados \u2013 tem seu r\u00e1dio VHF, FAX, TELEX e naturalmente uma central telef\u00f4nica dotada com busca autom\u00e1tica com cinco ou seis n\u00fameros.<\/p>\n<p><strong>JS \u2013<\/strong>&nbsp;<em>O que \u00e9 preciso para ser um Agente Mar\u00edtimo?<\/em><br \/>\n<strong>Ernest<\/strong>&nbsp;\u2013 \u00c9 uma atividade empresarial como outra qualquer onde \u00e9 preciso gostar do que se faz. Mas existe uma condi\u00e7\u00e3o b\u00e1sica: \u00c9 vital para o sucesso do neg\u00f3cio ter armador. \u00c9 preciso ter contato com dono de navio. Ou seja, se o sujeito abrir uma ag\u00eancia, dot\u00e1-la de toda as condi\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas e n\u00e3o conhecer nenhum dono de navio, jamais ser\u00e1 um Agente de Navega\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>JS<\/strong>&nbsp;\u2013&nbsp;<em>Por exemplo?<\/em><br \/>\n<strong>Ernest<\/strong>&nbsp;\u2013 N\u00e3o foram uma nem duas ou tr\u00eas que imaginaram ser o Maranh\u00e3o o Eldorado para as atividades mar\u00edtimas e se deram mal. A condi\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, \u00e9, portanto, ter nome ou uma refer\u00eancia internacional.<\/p>\n<p><strong>JS<\/strong>&nbsp;\u2013 Considerando o empres\u00e1rio ter essa refer\u00eancia, quais as exig\u00eancias legais?<br \/>\n<strong>Ernest<\/strong>&nbsp;\u2013 Recomenda-se, como primeiro passo, o registro no SYNGAMAR. Em seguida o Sindicato se encarrega da divulga\u00e7\u00e3o aos \u00f3rg\u00e3os competentes, como Pol\u00edcia Federal, Receita Federal, e as autoridades portu\u00e1rias nos tr\u00eas portos e, principalmente, a Capitania dos Portos do Estado do Maranh\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>JS<\/strong>&nbsp;\u2013&nbsp;<em>Tais exig\u00eancias, e regras, se aplicam somente no caso de ser Ag\u00eancia&nbsp;Naval?<\/em><br \/>\n<strong>Ernest<\/strong>&nbsp;\u2013 Seja o que for. Qualquer pessoa que hoje tenha a pretens\u00e3o de entrar em um dos nossos portos, precisa primeiro recorrer ao Syngamar. N\u00f3s fazemos a triagem, apresentamos essa pessoa \u00e0s autoridades portu\u00e1rias e s\u00f3 ent\u00e3o lhe \u00e9 garantido o acesso. Isso vale para fornecedores, lavanderias, oficinas ou qualquer outra atividade profissional. Essa \u00e9 uma conquista nossa, pois havia a necessidade de moralizar as in\u00fameras atividades exercidas dentro da \u00e1rea dos nossos portos.<\/p>\n<p><strong>JS<\/strong>&nbsp;\u2013&nbsp;<em>Qual o relacionamento do Sindicato com a Marinha?<\/em><br \/>\n<strong>Ernest<\/strong>&nbsp;\u2013 Excelente, ali\u00e1s com todos os \u00f3rg\u00e3os. Aqui mesmo no Sindicato (que funcionava no mesmo endere\u00e7o da Harms, (Pra\u00e7a Gon\u00e7alves Dias, 301) temos uma sala onde costumamos nos reunir uma vez por m\u00eas de maneira informal. N\u00e3o tem discurso, n\u00e3o tem presidente, onde v\u00eam todas as autoridades, fornecedores e despachantes. Um tr\u00e1s o whisky, outro tr\u00e1s os sanduiches e, de forma descontra\u00edda, resolve-se todos os problemas. Essa \u00e9 uma pr\u00e1tica adotada por n\u00f3s com excelentes resultados.<\/p>\n<p><strong>JS<\/strong>&nbsp;\u2013&nbsp;<em>Nesse caso, a chamada concorr\u00eancia, como fica?<\/em><br \/>\n<strong>Ernest<\/strong>&nbsp;\u2013 Ao contr\u00e1rio dos sistemas de \u201cgato e cachorro\u201d de quatro anos atr\u00e1s, estabeleceu-se um acordo de cavalheiros onde as especialidades s\u00e3o respeitadas. Quem opera com longo curso, cabotagem, estiva ou navios poloneses tem seu espa\u00e7o mais importante. Adotou-se o sistema de tarifa e nenhuma altera\u00e7\u00e3o pode ser feita sem a concord\u00e2ncia de todos os envolvidos.<\/p>\n<p><strong>JS<\/strong>&nbsp;\u2013&nbsp;<em>As tarifas portu\u00e1rias s\u00e3o as mesmas em todo o pa\u00eds?<\/em><br \/>\nErnest \u2013 Cada estado tem as suas, visto os sindicatos serem diferentes. Por\u00e9m, temos tido o cuidado de estabelecer pre\u00e7os para o Maranh\u00e3o bem menores daqueles cobrados pelos portos de Bel\u00e9m ou S\u00e3o Paulo, por exemplo.<\/p>\n<p><strong>JS<\/strong>&nbsp;\u2013&nbsp;<em>Empresas estatais nas administra\u00e7\u00f5es dos portos ajudam ou atrapalham?<br \/>\n<\/em><strong>Ernest<\/strong>&nbsp;\u2013 \u00d3rg\u00e3os de Seguran\u00e7a Nacional at\u00e9 aqui sempre foram entregues a estatais. Algumas funcionam muito bem, outras mais ou menos. Algumas tem pessoal competente, outras nem tanto. No caso espec\u00edfico do Maranh\u00e3o, a CODOMAR nos \u00e9 muito importante porque estabelece normas, exerce autoridade. Isso, no caso dos portos, \u00e9 muito importante. E n\u00f3s temos excelente administra\u00e7\u00e3o portu\u00e1ria em se tratando de CODOMAR.<\/p>\n<h3><em><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-10337 alignleft\" src=\"https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/ERNEST-1-209x300.jpg\" sizes=\"(max-width: 209px) 100vw, 209px\" srcset=\"https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/ERNEST-1-209x300.jpg 209w, https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/ERNEST-1.jpg 400w\" alt=\"\" width=\"209\" height=\"300\"><strong>Eu concordo com a filosofia do Comandante Vi\u00e9gas de que \u00e9 preciso quebrar o ciclo \u201cde que n\u00e3o se exporta porque n\u00e3o tem porto e n\u00e3o se tem porto porque n\u00e3o se exporta\u201d&nbsp;<\/strong><\/em><\/h3>\n<p><strong>JS<\/strong>&nbsp;\u2013&nbsp;<em>Como os armadores estrangeiros est\u00e3o se comportando em rela\u00e7\u00e3o aos dois \u00faltimos acidentes com navios na \u00e1rea do Itaqui e Ponta da Madeira?<\/em><br \/>\nErnest No ponto de vista de seguran\u00e7a esses acidentes n\u00e3o afetaram em nada a imagem dos nossos portos. Nem poderia. S\u00e3o 600 navios por ano (dois por dia em m\u00e9dia) e estes dois casos isolados representam os \u00fanicos exemplos em quatro anos. Al\u00e9m disso, as entradas dos portos s\u00e3o altamente sinalizadas, existe as cartas, existe um servi\u00e7o di\u00e1rio de sinaliza\u00e7\u00e3o feito pelo SSN-42, um \u00f3rg\u00e3o do Minist\u00e9rio da Marinha e um cuidado muito grande com as boias. Al\u00e9m disso, j\u00e1 se provou ter sido falha humana os acidentes com o Norsul Trombetas e o Orad.<\/p>\n<p><strong>JS<\/strong>&nbsp;\u2013&nbsp;<em>Como encontrar trabalho para as estivas considerando a velocidade em que os portos est\u00e3o se modernizando?<\/em><br \/>\n<strong>Ernest<\/strong>&nbsp;\u2013 Este \u00e9 um problema extremamente delicado. Principalmente por se tratar de uma quest\u00e3o social. S\u00e3o 400 membros dos Sindicatos dos Estivadores que praticamente n\u00e3o t\u00eam mais o que fazer. No caso do min\u00e9rio e dos derivados de petr\u00f3leo j\u00e1 n\u00e3o se utiliza mais a estiva. Os estivadores inclusive, j\u00e1 apresentam idades avan\u00e7adas pois n\u00e3o existe reposi\u00e7\u00e3o em virtude de n\u00e3o haver trabalho. E isso \u00e9, de fato, um problema.<\/p>\n<p><strong>JS<\/strong>&nbsp;\u2013&nbsp;<em>Qual seria a solu\u00e7\u00e3o? Se \u00e9 que existe uma\u2026<\/em><br \/>\n<strong>Ernest<\/strong>&nbsp;\u2013 Como j\u00e1 disse \u00e9 uma quest\u00e3o delicada. Eu vejo como sa\u00edda, algu\u00e9m ou uma empresa estivadora, manter uns 30 homens trabalhando, o que corresponde a um, ou, no m\u00e1ximo, dois \u201cternos\u201d. Agora como Sindicato est\u00e1 muito dif\u00edcil de ser mantido.<\/p>\n<p><strong>JS<\/strong>&nbsp;\u2013&nbsp;<em>Quem deixa mais lucro nas Ag\u00eancias, o alum\u00ednio da Alumar ou o min\u00e9rio de ferro da Vale do Rio Doce?<\/em><br \/>\n<strong>Ernest<\/strong>&nbsp;\u2013 S\u00e3o opera\u00e7\u00f5es diferentes. O navio de alum\u00ednio leva 8 dias no porto e transporta 10 mil toneladas. O de min\u00e9rio, passa 30 horas atracado e transporta 200 mil toneladas. Por isso existem tabelas diferenciadas para cada tipo de produto.<\/p>\n<p><strong>JS<\/strong>&nbsp;\u2013 A CODOMAR vive a expectativa de duplicar a capacidade do porto do Itaqui. Existe demanda para uma amplia\u00e7\u00e3o desse porte?<br \/>\n<strong>Ernest<\/strong>&nbsp;\u2013 Eu concordo com a filosofia do Comandante Vi\u00e9gas. \u00c9 preciso quebrar o ciclo de \u201cde que n\u00e3o se exporta porque n\u00e3o tem porto e n\u00e3o se tem porto porque n\u00e3o se exporta\u201d. A Harms como representante da FRONAPE, lutou muito para a constru\u00e7\u00e3o de um p\u00eder petroleiro visando a retirada dos navios de petr\u00f3leo da \u00e1rea do porto propriamente dita. Todos os dias, n\u00f3s temos dois navios atracados e qualquer um outro de carga geral tem de esperar. Com o p\u00eder, libera-se, imediatamente 60 a 70% de \u00e1rea de cais do Itaqui.<\/p>\n<p><strong>JS<\/strong>&nbsp;\u2013&nbsp;<em>A CODOMAR fala em dois anos a conclus\u00e3o do p\u00eder\u2026<\/em><br \/>\n<strong>Ernest<\/strong>&nbsp;\u2013 Esperamos que sim. Afinal, mais de 60% da obra j\u00e1 est\u00e1 pronta. Um outro detalhe, a simples conclus\u00e3o dessa unidade do Itaqui, garante uma \u00e1rea livre de 480m de cais, que j\u00e1 est\u00e1 sendo negociada com autoridades do Governo, inclusive com CVRD, a constru\u00e7\u00e3o de um \u201cpier\u201d (<em>o p\u00eder 2 da Vale<\/em>) espec\u00edfico para gr\u00e3os. J\u00e1 existem 160 Km de ferrovia prontos, e isso \u00e9 uma garantia de carga para qualquer projeto expansionista. Se houver porto, n\u00e3o tenha d\u00favidas, haver\u00e1 cargas e\u2026navios.<\/p>\n<p><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-10731 size-medium alignleft\" src=\"https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/ERNEST-1-1-259x300.jpg\" sizes=\"(max-width: 259px) 100vw, 259px\" srcset=\"https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/ERNEST-1-1-259x300.jpg 259w, https:\/\/portosma.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/ERNEST-1-1.jpg 380w\" alt=\"\" width=\"259\" height=\"300\">JS<\/strong>&nbsp;\u2013&nbsp;<em>Quando come\u00e7a a responsabilidade do Agente com o navio?<\/em><br \/>\nErnest \u2013 Algumas semanas antes do mesmo chegar ao porto. Ao ser nomeado, o Agente come\u00e7a a trabalhar imediatamente. \u00c9 preciso providenciar cais, praticagem, licen\u00e7as, sa\u00fade de portos. Quando o navio chega ao porto, \u00e9 preciso despachar a carga, providenciar caminh\u00f5es, checar os guindastes, a energia e a estiva. No momento do navio sair, a documenta\u00e7\u00e3o tem de estar toda conferida, os manifestos em ordem, os conhecimentos e os resultados das an\u00e1lises.<\/p>\n<p><strong>JS<\/strong>&nbsp;\u2013&nbsp;<em>Acabou?<\/em><br \/>\n<strong>Ernest<\/strong>&nbsp;\u2013 Ainda n\u00e3o. \u00c9 preciso pagar todas as contas. Essa opera\u00e7\u00e3o \u2013 da nomea\u00e7\u00e3o ao fechamento das contas \u2013 demora cerca de 60 dias. Uma empresa com dois navios di\u00e1rios no porto, d\u00e1 pra imaginar a trabalheira que isso significa.<\/p>\n<p><strong>JS<\/strong>&nbsp;\u2013&nbsp;<em>Quanto custa uma opera\u00e7\u00e3o dessa?<\/em><br \/>\n<strong>Ernest<\/strong>&nbsp;\u2013 Um navio da Ponta da Madeira, por exemplo, custa US$ 100 mil d\u00f3lares de despesas. Dos quais, 70% \u00e9 custo com rebocadores e praticagem.<\/p>\n<p><strong>JS<\/strong>\u2013&nbsp;<em>Como o Presidente do SYNGAMAR v\u00ea o Agente Mar\u00edtimo?<\/em><br \/>\n<strong>Ernest<\/strong>&nbsp;\u2013 N\u00f3s somos uma ind\u00fastria sem chamin\u00e9s, pois produzimos muito sem \u00f4nus para o pa\u00eds. Mais: os Agentes de Navega\u00e7\u00e3o agem hoje em nome de 13 \u00f3rg\u00e3os diferentes de arrecada\u00e7\u00e3o de impostos para o Governo. \u00c9 assim que eu gostaria que a nossa categoria fosse observada pela sociedade. Uma ind\u00fastria geradora de riquezas e de dinheiro\u2026 muito dinheiro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Presidente do Sindicato das Ag\u00eancias de Navega\u00e7\u00e3o Mar\u00edtima do Maranh\u00e3o \u2013 SYNGAMAR Entrevista concedida ao jornalista&nbsp;Carlos Andrade e&nbsp;Publicada no Jornal da Soamar, edi\u00e7\u00e3o setembro de 1991 \u201cQuanto maior o nosso porto, maior ser\u00e1 nossa capacidade de exportar\u201d H\u00e1 quatro anos na presid\u00eancia do Sindicato das Ag\u00eancias de Navega\u00e7\u00e3o do Estado do Maranh\u00e3o \u2013 Syngamar, &nbsp;Ernest [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_editorskit_title_hidden":false,"_editorskit_reading_time":0,"_editorskit_is_block_options_detached":false,"_editorskit_block_options_position":"{}","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"class_list":["post-10752","page","type-page","status-publish","hentry"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v22.5 - 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