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Capitania dos Portos do Estado do Maranhão comemora 173 anos de história
Na Ordem do Dia o Comandante Dutra destacou a importância da instituição para o Estado e para o Brasil


Comandante Dutras com os ex-comandantes da CPMA presemtes a solenidade
Texto: Carlos Andrade, da Redação

Com as bênçãos de Deus e de Nossa Senhora da Vitória, padroeira da Cidade de São Luís, devoção manifestada por uma santa missa de ação de graças celebrada no início da manhã festa segunda-feira, dia 29 de julho, e celebrada pelo Padre Claudio Corrêa, Capelão da Polícia Militar do Estado do Maranhão, a Capitania dos Portos deu início a um dia inteiro de solenidades em comemoração aos 173 anos da instituição. Criada no dia 28 de julho, por Decreto Oficial do então Imperador do Brasil, Dom Pedro II, como era chamado Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bibiano Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Bragança e Bourbon, a Capitania dos Portos do Maranhão hoje é ocupada pelo Capitão de Mar e Guerra Márcio Ramalho Dutra e Mello. Ele é o septuagésimo sétimo Comandante a ocupar o posto, compondo uma lista histórica que começou em 1846 com o primeiro comandante, o Capitão de Mar e Guerra Francisco de Assis Cabral Teive.

Na missa, ainda na manhã de segunda-feira, o Comandante Márcio falou da importância da data e agradeceu a comunidade portuária que se fez presente em sua grande maioria. Na homilia, o Padre Claudio Corrêa falou da importância das Forças Armadas do Brasil, em especial da Marinha. E lembrou que foi transformando areia em pólvora que Nossa Senhora da Vitória cresceu em importância aos olhos de Deus e dos homens, sendo hoje a Padroeira da Cidade de São Luís.

Na seqüência das comemorações, à noite, já nas dependências do Jenipapeiro ocorreu a grande cerimônia militar do dia com realização de muitas homenagens tanto aos militares da Marinha e de outras forças como o Exército e a Aeronáutica, assim como representantes civis. Entre os quais, servidores da própria Capitânia que doam tudo de si para servir melhor ao Brasil e ao Maranhão. Presentes na solenidade o vice-governador do Estado, Carlos Brandão Júnior; o Ministro de Negócios de Malta, Francisco Nicolete e também o Cônsul Honorário de Portugal Abraão Valinhos Jr, entre outras autoridades da sociedade Civil, com o presidente do Syngamar, Jorge Afonso Guagliani Pereira e o presidente da Soamar Jobert José Salgado Filho.

Depois da execução do Hino Nacional Brasileiro, feito pela Banda Marcial do Exército, seguiu-se a leitura da Ordem do Dia, alusiva a data, lida e escrita pelo próprio Capitão dos Portos (veja texto completo no final da reportagem), onde fez um balanço histórico da Capitania do Maranhão, suas realizações e suas conquistas ao longo deste mais de 100 anos de existência.

Em, seguida foi a vez das homenagens nas quais duas se destacaram: O Diploma de “Amigo da Capitania dos Portos do Maranhão” e o diploma da “Ordem do Carcará”. Foram homenageados como “Carcarás Veneráveis” os ex-comandantes da CPMA Carlos Alberto Santos Ramos, José de Ribamar Avelar, Luiz Augusto de Oliveira Freitas, Elson de Azevedo Burity (representado pela filha Danielle Burity) e Luiz Carlos de Melo (In Memoriam).
Foram agraciados também, com o diploma de “Carcará Honorário” Orson Antonio de Moraes Rego (Soamar MA e Soamar Brasil), Carlos Eduardo Brandão de Albuquerque Alves (Associação da Praticagem), Jorge Afonso Guagliani Pereira (Soamar e Syngamar) e Jobert José Salgado Filho (Soamar).

Depois de concluídas todas as homenagens, o Capitão dos Portos do Maranhão encerrou a solenidade e convidou a todos para um jantar de confraternização pelos 173 anos da Capitania do Maranhão.

ORDEM DO DIA LUSIVA AOS 173 ANOS DA CPMA

MARINHA DO BRASIL
CAPITANIA DOS PORTOS DO ESTADO DO MARANHÃO
São Luís, MA, 28 de julho de 2019
ORDEM DO DIA Nº 1/2019

Assunto: Centésimo septuagésimo terceiro aniversário da Capitania dos Portos do Maranhão.

É com o espírito repleto de felicidade que recebemos todos os senhores e senhoras, para celebrarmos os 173 anos de criação da nossa Capitania. Neste momento singular de nossa história, faz-se necessário relembrar a participação da Matinha no Maranhão, as recentes realizações de nossa briosa e aguerrida tripulação e vislumbrar um futuro promissor devido a notável importância de nosso Estado para o desenvolvimento do Brasil.

O O Maranhão tem vocação histórica para as atividades marítimas e fluviais. Há registros, ainda no século XV, da presença de navegadores europeus no nosso golfão maranhense, sobretudo na Ilha de Upaon Açú. Vasculhavam nosso litoral, e, relação amistosa com os índios nativos, por meio do escambo. A frágil ocupação portuguesa na região, a receptividade silvícola e os dados levantados por mais de um século, que apontavam para a posição estratégica do Maranhão em relação às comunicações marítimas, fez com que a Rainha Maria de Médice autorizasse, em 1612, a empreitada de Daniel de La Touche para a criação da França Equinocial.

Esta breve ocupação foi interrompida a partir da impensável vitória do brasileiro Jerônimo de Albuquerque, na Batalha de Guaxenduba. Naquela ocasião, na manhã de 19 de novembro de 1614, a Esquadra do Senhor de La Ravardiere intensionava realizar um desembarque de suas tropas na Vila Velha de Icatú, para tomar o forte de Santa Maria de Guaxenduba, construído pelos liderados de Jerônimo. No entanto, mesmo em franca inferioridade, percebendo o encalhe das naus e brigues francesas, as tropas luso-brasileiras, junto com os índios tapuias, contra-atacaram com ferocidade e venceram a famosa Batalha, que fez de Jerônimo de Albuquerque Maranhão o primeiro comandante naval brasileiro.

São Luís tornara-se, então, porto de escala para as rotas marítimas às Índias Orientais, muito conhecido em toda Europa. Desta forma, em 1690 foi instalada uma estação da Marinha para transmissão de Avisos aos Navegantes. No século seguinte, em 1761, percebendo a importância de sua posição estratégica, a Marinha Real instala seu Arsenal do Maranhão, de maneira a prestar apoio logístico aos navios da Armada e formar marinheiros para a Marinha à vela. Ainda no século XVIII, com o crescimento comercial do porto, foi criado o cargo de Patrão-Mor da Marinha Real, em 1779, com o propósito de apoiar as embarcações do Rei. Mais tarde, em 1797, criou-se o posto de Intendente da Marinha, com a finalidade de fazer a matrícula dos capitães, mestres, contramestres, pilotos, marinheiros, pescadores, fluviários e operadores portuários. Com o aumento do tráfego de navios no porto de São Luís, foi criado em 1809, o cargo de Despachante das embarcações, junto aos órgãos da Marinha. Estava formado assim, o conjunto de atividades que mais tarde, viria a compor a gama de tarefas da Capitania.

Desta forma. E, 1845, por Decreto Imperial, foram constituídas as Capitanias dos Portos das principais províncias do Império. Os faróis náuticos, importantes para a segurança da navegação, passaram a ser administrados por elas. Finalmente, em 28 de julho de 1846, foi criada, por meio do Decreto Imperial nº 460, a Capitania dos Portos do Estado do Maranhão.

Nestes 173 anos de existência da Capitania, o nosso Estado do Maranhão cresceu, e nós acompanhamos esta evolução, e nos moldamos às necessidades da sociedade maranhense, tanto aqui no litoral quanto no interior. Não cabe aqui frisar nossas inúmeras tarefas, mas entendo ser importante transmitir alguns números que demonstram a importância de nossa atuação. O Complexo Portuário da Baía de São Marcos, com, seus três terminais portuários e um total de 15 berços de atracação, respondem por 20% de toda movimentação nacional em volume e tonelagem. Movimentam mais de 2.000 navios por ano, que são inspecionados pelo nosso Grupo de Vistoria e Inspeção.

Possuímos 33.500 aquaviários certificados. 5.000 amadores habilitados e 6.600 embarcações inscritas. Mantemos 17 faróis que, que garantem o retorno seguro daqueles que se fazem ao mar, especialmente os pescadores. Atendemos, com um pequeno grupo, mais de 2.000 usuários de saúde, ativos, inativos e pensionistas. Fazemos, por ano, mais de 7.000 abordagens de embarcações em nossas inspeções navais. Palestramos para mais de 6.000 pessoas anualmente, buscando incrementar a consciência marítima e de segurança, sobretudo para as crianças e jovens do ensino fundamental e médio. Realizamos por ano mais de 20 cursos do Ensino Profissional Marítimo. Além disto, realizamos toda sorte de serviços que transcendem nossas atribuições, mas que são imprescindíveis para o desenvolvimento social do nosso Brasil, tais como: transporte dos profissionais do programa Mais Médicos, programa Força no Esporte que tira crianças em situação de vulnerabilidade para práticas esportivas no contra-turno escolar, segurança nas eleições, apoio as missões humanitárias, apoio à distensão da crise provocada pela greve dos caminhoneiros, só para citar os mais recentes.

Este expressivo trabalho é realizado somente por 132 colaboradores, homens e mulheres, militares e servidores civis, que se dedicam diuturnamente para entregar os melhores resultados de seus serviços em prol da segurança da navegação, salvaguarda da vida humana nos rios e mar, e prevenção da poluição hídrica a partir de embarcações, superando a cada dia as dificuldades logísticas e orçamentais que se apresentam.
Como representação da nossa reconhecida força, flexibilidade, adaptabilidade e atenção constante, escolhemos no ano passado o Carcará como mascote, e assim, passamos a nos tratar, dando unicidade e sentido de pertencimento à nossa instituição. Sendo assim, foi criada, neste ano, a Ordem dos Carcarás, com o intuito de deixar marca indelével no coração daqueles que aqui servem e serviram. Neste contexto, gostaria de fazer um agradecimento especial aos Ex-Comandantes aqui em destaque, e que representam todos aqueles que por aqui passaram. Os senhores merecem todo o nosso respeito e agradecimento pois, liderando equipes de valorosos militares e civis do passado, nos deixaram sólido legado na formação de nossa cultura organizacional, de nossos valores e crenças. Nada mais oportuno do que passar a denominá-los Carcarás Veneráveis.

Desnecessário dizer que nós, Carcarás, não estamos sozinhos nesta abrangente missão. Recebemos todo o apoio do 4º Distrito Naval e de suas Organizações Militares subordinadas, da Diretoria de Portos e Costas, da Diretoria de Hidrografia e Navegação, do Centro de Lançamento de Alcântara, do 24º Batalhão de Infantaria de Selva, das demais Organizações das Forças Singulares neste cidade, do Governo do Estado do Maranhão, das Polícias Federal, Rodoviária Federal, Militar e Civil, do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão, da Autoridade Portuária, dos diversos órgãos das esferas federal, estadual e municipal, da Praticagem, das empresas ligadas ao mar e da comunidade marítima em geral.

Merece destaque especial o apoio irrestrito prestado pela Sociedade de Amigos da Marinha no Maranhão, que fez 40 anos em 18 de junho deste ano. A ajuda que os senhores e senhoras nos prestam, são fundamentais para as nossas conquistas. Muito obrigado. Como forma de humilde reconhecimento às personalidades que estão a todo instante presentes nas nossas atividades, demonstrando amizade incomum, restabelecemos o diploma “Amigo da CPMA”.

Me dirijo agora aos estimados integrantes da Capitania dos Portos do Marahão, de hoje e de ontem. Prezados Carcarás, é inegável vosso esforço em fazer cada vez melhor o seu trabalho. Exorto-os a continuar demonstrando garra, prontidão, resiliência, honestidade e profissionalismo. É isso que a sociedade espera de nós. É isso que o Brasil precisa e quer de todos nós. Agradeço a disciplina e dedicação de cada um de vocês para que nossa Capitania seja cada vez melhor, mantendo-se em alto grau de confiabilidade e respeito perante a sociedade maranhense.

Por fim, agradeço a Deus e ao Nosso Senhor dos Navegantes todas as bênçãos recebidas por nossa Organização Militar e rogo à Nossa Senhora de Nazaré, São Pedro e São José de Ribamar que continuem a iluminar nossos caminhos, afastando qualquer tempestade que possa nos prejudicar.

Parabéns Capitania dos Portos do Maranhão!

Pela Segurança nos Rios e Mar – Carcará!

Viva a Marinha!

Brasil acima de tudo!


MÁRCIO RAMALHO DUTRA E MELLO
Capitão de Mar e Guerra / Capitão dos Portos


FOTOS DA MISSA NA IGREJA DA SÉ, NOSSA SENHORA DA VITÓRIA



  

  

  



  


FOTOS DA SOLENIDADE CÍVICO-MILITAR

  

  

  

  

  

  

  

  

  

  

  

  

  

  

  

Lugar: PORTOSMA
Fonte: Redação/CPMA
Data da Notí£©a: 31/07/2019

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