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Vale realiza Conferência e debate compromissos e o desenvolvimento portuário do Maranhão
Walter Pinheiro, Gerente de operações de Ponta da Madeira da Vale faz uma balanço dos dois dias do evento.


Conferência realizada no Auditório do Paque Botânico da Vale
Durante os dias 27 e 28 de novembro a Vale realizou, em São Luis, e com a proposta de integrar e fortalecer o setor portuário do Maranhão, a II Conferência sobre Desenvolvimento Portuário, reunindo empresas, instituições do setor marítimo, especialistas e fornecedores. Foram debatidos os mais importantes temas além de uma vasta troca de experiências na área de gestão, aplicação de tecnologias, segurança da navegação, pesquisa e visibilidade ao potencial de escoamento logístico da região, além de vários painéis debatendo a importância das múltiplas ações para a segurança das manobras na Baía de São Marcos.

Pelos dois dias do Seminário fora discutidos temas dos mais diversos, e explanados por especialistas do setor como Walter Pinheiro - Gerente de Operações Portuárias do Terminal Marítimo de Ponta Madeira (Vale); Ted Lago, Presidente da Empresa Maranhense de Administração Portuária; Roberto Di Biase, Gerente-executivo do Terminal Marítimo de ponta Madeira da Vale; Domingos Reis, Superintendente do Porto da Alumar e Leonardo Paiva, Gerente Geral da VLI.

Também se manifestaram Newton Pereira, Prof. Dr. de Engenharia de Produção da Universidade Federal Fluminense; Luigi Viana, Analista de Marítimo Portuário da Vale; Professor Bernardino, Coordenador Técnico da FCTH - (USP); Marcelo Delgado,  Diretor Técnico da Associação de Práticos do Maranhão; Saulo Machado, Diretor do Instituto Navigare; Audalio Rebelo Torres Jr, Diretor do Instituto de Ciências do Mar da UFMA; Jhonatan Almada, Reitor do Instituto Estadual de Ciência e Tecnologia do Maranhão e Janaina Pinheiro, Especialista em Recursos Humanos  da Vale.

No segundo e último dia da Conferência, mais palestras e mais painéis como as de Márcia Maia que destacou o case PECEM, além de Sergio Cutrim, Coordenador do Curso de Especialização em Logística Portuária da Universidade Federal do Maranhão; Gustavo Almeida, Presidente da Diretoria Executiva do Instituto de Cidadania Empresarial do Maranhão; José Simplício, Secretário de Indústria e Comércio do Governo do Maranhão; Daniel Florenzano,  gerente de Relações com Comunidades da Vale; CMG Márcio Dutra de Melo, Capitão dos Portos do Estado do Maranhão; Gabriela Heckel, gerente de Meio Ambiente da Emap; Margarida Miranda, Especialista em Meio Ambiente da Vale, Marcelo Castelo de Carvalho, Chefe da Unidade Regional de São Luís – da ANTAQ e Evaldo Silva, Supervisor de Meio Ambiente da Vale. Cada um em sua especialidade e expondo experiências e soluções para uma plateia atenta e comprometida com cada um dos temas apresentados.

O site Portosma, presente no encerramento do encontro, ouviu Walter Pinheiro (foto), Gerente de Operações Portuárias do Terminal Marítimo de Ponta da Madeira da Vale que falou da importância do evento e deu números otimistas que demonstram a real importância do Complexo Portuário do Maranhão. Confira a entrevista concedida ao jornalista Carlos Andrade.





Portosma - Qual a importância desse evento e o que motivou a Vale a realiza-lo?

Walter Pinheiro - No ano de 2017 a movimentação portuária no complexo da Baía de São Marcos já foi da ordem de 200 milhões toneladas. Ou seja, 25% de tudo que foi operado pelos portos brasileiros. Isso mostra a força da atividade no Complexo Portuário do Maranhão num cenário nacional disputado com gigantes como os portos de Santos e Paranaguá, por exemplo. Por essa razão, a Vale decidiu juntar em dois dias de Conferência empresas representativas desse cenário como os portos do Itaqui, da Alumar, fornecedores e as universidades de um modo geral. A Vale, como um importante “player” desse conjunto de propagadores de desenvolvimento, decidiu produzir este evento para que discutíssemos temas relevantes que possam otimizar conceitos, ações e contribuir de forma mais eficiente ainda para o desenvolvimento do nosso Estado.  

Portosma - Desse universo de 200 milhões de toneladas, qual a participação da Vale em relação as demais unidades portuárias?

Walter Pinheiro – Pelas próprias características da principal carga da Vale que é o minério de ferro, é natural que a mineradora lidere essa partilha, respondendo por quase 170 milhões de cargas em 2017, ficando os outros 30 milhões divididos entre os portos do Itaqui e da Alumar.

Portosma - Dos Terminais da Vale hoje em atividades no país, quem é o top, aquele que tem os maiores volumes de operação?

Walter Pinheiro -   Hoje a Vale tem quatro terminais portuários no Brasil. Dois no Rio de Janeiro, um no Espírito Santo (Tubarão) e o de Ponta da Madeira, em São Luís. O principal terminal portuário, não apenas no universo da Vale, é, disparado, o de Ponta da Madeira, aqui na capital maranhense. Essa realidade se traduz em números. Dissemos antes que no ano passado, todo o Complexo Portuário do Maranhão movimentou 200 milhões de toneladas. Este ano, o de 2018, a Vale sozinha vai responder pela quase totalidade desse volume, pois estamos projetando algo em torno de 195 a 196 milhões de toneladas. Essa performance crescente se justifica pelo aumento de produtividade dos seus principais píeres que formam o Terminal de Ponta da Madeira, além de investimentos e melhorias em todo sistema Carajás.

Portosma - Esse ganho tem a ver com os super navios, os chamados Valemax? E quais os berços que recebem estes gigantes aqui na Ponta da Madeira?

Walter Pinheiro -  A Vale tem no Maranhão três píeres, divididos em cinco berços, dos quais três são preparados para operar com esse tipo de navio. Antes, o maior deles era o Berge Sthal, que carregava 360 mil toneladas. Com a entrada em operação dos Valemax, ele perdeu, digamos, a sua “majestade” e a empresa registrou um ganho crescente de produtividade graças a capacidade de carga bem superior das novas embarcações e aos investimentos que fez adequando sua estrutura para operar com volumes cada vez maiores de minérios em seus equipamentos

Portosma - Estamos falando de cargas, vamos destacar a quantidade de navios. Fale desses números de atracação e desatracação nos píeres da Vale.

Walter Pinheiro -   Esse é outro dado crescente nos números da Vale aqui em São Luís. Para 2018 o Complexo de Ponta da Madeira deverá carregar algo próximo de 900 navios e a previsão para 2019 é superar em essa marca e quebrar a barreira de 1000 navios operando em nossos pier. Considerando todos os portos – Itaqui e Alumar e Vale – a previsão para 2019 é de aproximadamente dois mil navios atracados. São embarcações de todos os tamanhos entrando e saindo, levando e trazendo carga e produzindo desenvolvimento.

Portosma - Essa otimização de números, que a Vale encabeça, produz um efeito cascata em relação as outras atividades fins, como Praticagem e rebocadores, por exemplo?

Walter Pinheiro – Sem dúvida. O que estamos discutindo aqui nestes dois dias de Conferência é justamente esse aumento real da atividade portuária do Maranhão, incluindo todos os seus segmentos, que não são apenas rebocadores e Praticagem, mas também fornecedores, agências marítimas, tendo como consequência natural a geração de empregos e renda. No caso específico dos rebocadores, uma nova empresa já se instalou no Maranhão e outras de outros segmentos virão atraídas por esse diagnóstico de crescimento hoje capitaneado pela Vale com mérito maior de todos que fazem o nosso Complexo Portuário.

Portosma - E quanto a usina de pelotização?

Walter Pinheiro – A nossa usina de politização foi paralisada por questões estratégicas da Vale. Com a retomada do crescimento do mercado, e da empresa, a usina foi reativada. Sofreu alguns ajustes tecnológicos e hoje já se encontra em pronta atividade. No mês passado já embarcamos o primeiro navio de pelotas após a retomada de produção e mais 3 navios foram carregados no mês de novembro.  

Portosma - Esse otimismo de números e grandes volumes de cargas está mantido para o ano de 2019?

Walter Pinheiro - Todo esforço tem sido nesse sentido. Temos melhorias nos segmentos da ferrovia, com a conclusão da totalidade dos projetos de duplicação, além da Mina e do Porto com a entrada em operação de novos equipamentos e também do segundo berço do Pier IV. Em 2019 teremos um sistema capacitado para exportar um volume próximo de 230 milhões de toneladas. No entanto não se trata apenas da Vale. O Complexo maranhense é amplo e está em um processo de crescimento, onde todas as demais empresas – e portos – estão dando suas contribuições para consolidar esse crescimento que vimos nestes dois dias de Seminário, onde se discutiram ideias, parcerias e certezas de um futuro cada vez melhor para o setor portuário maranhense.

CONFIRA A SEGUIR MAIS FOTOS DO EVENTO


  

  

  

  


Lugar: PORTOSMA
Fonte: Redação
Data da Notí£©a: 29/11/2018

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