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Maranhão comemora mais um recorde na produção agrícola graças a super safra de grãos
Navio Lyda Cafiero recebe 66 mil toneladas de soja e supera, em agosto, os números de todo ano de 2016


Com a conclusão do embarque de 66 mil toneladas de soja no navio Lyda Cafiero na última sexta-feira (11), o Porto do Itaqui ultrapassa os 5 milhões de toneladas e bate recorde histórico. A máxima anterior é de 2015, quando foram movimentadas 4,9 milhões de toneladas durante todo aquele ano. A performance é resultado da super-safra de soja em toda a região do Matopiba e da produtividade do Itaqui, com capacidade de movimentar 67,2 mil toneladas de soja por dia nos dois berços dedicados a esse tipo de carga. “Em um momento de trevas e desesperança no Brasil, o agronegócio no Maranhão tem um ano pujante. E pela primeira vez estamos fazendo melhorias no Porto do Itaqui com recursos próprios, gerados pelo Porto e agronegócio, em larga medida”, comemora o governador Flávio Dino.

O presidente da Empresa Maranhense de Administração Portuária (EMAP), Ted Lago, destaca a importância desse resultado histórico do Porto do Itaqui por se dar em um momento que o Brasil passa por uma profunda crise econômica, o que demonstra a importância da produção de grãos brasileira para o mundo. “Vemos com muito otimismo esse momento, em especial porque boa parte dessa soja é produzida no Maranhão e movimenta toda uma cadeia que vai desde o agricultor, passa pela aquisição de implementos agrícolas, transporte, logística. Um momento importante de resiliência e recuperação de 2016, um ano difícil para o produtor, que sofreu com a quebra da safra em decorrência das condições climáticas”, afirma.

Segundo estudo da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), divulgado em julho, a região do Matopiba (formada pelos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) vive um período de expansão acelerada da produção de grãos e deve colher 20 milhões de toneladas de grãos neste ano, o que corresponde a 9% de toda a produção nacional. Para o secretário de Agricultura, Pecuária e Pesca do Maranhão, Márcio Honaiser, o recorde do Itaqui é representativo justamente porque reforça os números positivos que o Maranhão atinge com essa super-safra. “Isso mostra que o Porto do Itaqui vem consolidando cada vez mais a sua influência regional e sendo uma das melhores opções para o embarque de grãos e de outras commodities”, diz.

Os dados da CONAB sobre o Maranhão apontam colheita de 4,8 milhões de toneladas de grãos, o dobro do que foi colhido na safra passada, com produtividade de 3,1 toneladas por hectare (na safra passada foram 1.748 quilos por hectare). O presidente da APROSOJA-MA, José Carlos Oliveira de Paula, confirma esses dados e explica que, neste ano, a produtividade no Maranhão acompanhou a média do Matopiba, com 50 sacas por hectare (média de 3 toneladas). “O Maranhão está produzindo muito e acreditamos que a partir deste ano a tendência é melhorar. O produtor está otimista e se movimentando para vencer os prejuízos com a quebra da safra do ano passado. Com o apoio do Governo do Estado a expectativa é positiva para os próximos anos”, informa.

Um passo à frente - De acordo com análise do Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc), a marca atingida pelo Porto do Itaqui reflete a grande potencialidade dessa área dinâmica de expansão, que é o Matopiba e demonstra a articulação logística do Governo do Maranhão com a mudança do modelo econômico, que sai da condição do primário exportador para o adensamento das cadeias produtivas.  A visão estratégica do Governo com esse trabalho é afirmar o Itaqui como canal de exportação do Corredor Centro Norte do país. “O Maranhão hoje está se preparando para exportar carne processada e isso é resultado de um entendimento do Governo sobre sua matriz de responsabilidade em relação à vocação do estado como produtor de alimento para o mundo; do trabalho que vem sendo desenvolvido no segmento agroindustrial, com capacidade de geração de empregos e enorme potencial de crescimento para abastecer o mercado estrangeiro, e da posição logística invejável do Porto do Itaqui, com uma gestão muito eficiente e altamente qualificada, que vem gerando resultados positivos com capacidade de investimento mesmo nesse período em que o país atravessa uma crise econômica e política”, afirma o presidente do Imesc, Felipe de Holanda.

No contexto do Matopiba o Maranhão é um estado privilegiado por ter um porto preparado para a dinamização da economia. “Um estado que vem atendendo as demandas do mercado em razão de uma combinação de potencialidade econômica, terras, solo adequado, tecnologia, financiamento e logística”, explica Holanda. Para o presidente da EMAP, os números da CONAB demonstram que no campo o Maranhão avançou na produção e também em produtividade. “Estamos produzindo mais e melhor, de forma cada vez mais qualificada, sem perder de vista as questões sociais e ambientais”, destaca. “Temos avançado na oferta de condições para que essa produção seja escoada de forma eficiente e segura”, afirma .

Olho no futuro - O aumento do volume de movimentação de soja e da produtividade dessa operação no Porto do Itaqui provocou um redimensionamento da projeção para 2017. A expectativa era de movimentar, até o final do ano,  4,9 milhões de toneladas de soja – reunindo as operações da VLI e do Tegram. “Com base nesses novos números, a tendência é fecharmos 2017 com 6 milhões de toneladas de soja movimentadas”, informa o diretor de Operações da EMAP, José Antônio Magalhães. Até setembro o volume da soja deve se manter em alta e em seguida começam as operações com o milho, que este ano deve fechar em 2 milhões de toneladas movimentadas. Segundo o presidente da EMAP, as projeções são muito positivas em razão do avanço rápido do adensamento das cadeias. Isso significa que em breve o Itaqui poderá operar cargas de carne processada, frango resfriado, peixe filetado. “O trabalho da EMAP, alinhado à estratégia do Governo do Maranhão, é focar não somente no aumento do volume exportado, mas também na criação de canais de exportação que, junto aos grãos, estarão a serviço do desenvolvimento econômico do estado”, afirma Ted Lago.

Uma das ações nesse sentido é o Programa Mais Produção, iniciativa do Sistema Estadual de Produção e Abastecimento (Sepab) do Governo do Maranhão, que vem gerando oportunidades de adensamento de cargas para o Itaqui. Um dinamismo econômico que vai se traduzir em geração de emprego e renda, aumento da produção de proteína animal com empreendimentos para fabricação de ração e óleo da soja, integração de pequenos produtores de frango. “Este é um momento de preparação para subir um novo degrau na cadeia do desenvolvimento, quando a produção estiver conectada com a criação, abate e beneficiamento da carne”, avalia Felipe de Holanda.

O Governo também vem investindo no desenvolvimento da fruticultura. No município de São Raimundo das Mangabeiras foi implantada em 2016 a primeira agroindústria desse segmento, beneficiando 150 famílias. Outras iniciativas estão em curso para viabilizar um canal de exportação de frutas e polpa de frutas no Maranhão, a exemplo do que ocorre em outros estados brasileiros. O Porto do Itaqui acompanha esse trabalho e se estrutura, com a construção de um pátio de contêineres, como forma de democratizar o transporte marítimo. Hoje um navio de grãos leva cerca de 60 a 70 mil toneladas, mas o de contêiner é viável a partir de 10 a 20 toneladas e pode ser compartilhado entre vários produtores.

Nesse cenário o papel do Porto do Itaqui é investir com foco em infra estrutura portuária, segurança, tecnologia para sermos cada vez mais eficientes e poder exportar ao menor custo, tornando o porto mais competitivo. “Um exemplo é o início das obras do pátio preparado para contêineres refrigerados, uma operação que depende da consolidação de toda a cadeia produtiva, principalmente da iniciativa privada”, afirma.
Os números positivos de agora batem com a expectativa do diretor da Companhia Operadora do Itaqui –COPI. Carlos Roberto Frisol1. Em entrevista ao Portosma, ele fez questão de destacar que “O Itaqui que hoje é referência em minério e combustível, logo conquistará seu lugar de destaque em produtos agrícolas e fertilizantes, considerando que este último é o termômetro  mais significativo da capacidade de uma região produzir grãos, como é o caso da soja que justifica essa euforia da administração portuária do Governo.”

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ENTREVISTA
Carlos Roberto Frisoli, Diretor Superintendente da Companhia Operadora Portuária do Itaqui  - COPI

Lugar: PORTOSMA
Fonte: SECOM/MA
Data da Notí£©a: 15/08/2017

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