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Sul americanos prometem reduzir captura de aves
Participantes de onze países, incluindo o Brasil, selaram o acordo no Fórum de Pescadores


Aves cruzam os continentes para preservação da espécie
Onze países sul americanos, incluindo o Brasil, se comprometeram a fomentar ainda mais ações que possibilitem a diminuição da captura incidental de aves marinhas, principalmente o albatroz e petréis. Este comprometimento foi feito na conclusão dos trabalhos do I Fórum de Pescadores Sul Americanos para Reduzir a Captura Incidental de Aves Marinhas, realizados entre os dias 12 e 14 de dezembro, no Guarujá, São Paulo. O evento foi realizado pelo Projeto Albatroz e teve como objetivo principal promover o intercâmbio de informação entre pescadores e pesquisadores sobre medidas mitigadoras à redução da captura incidental em suas pescarias.

O Brasil já possui um plano para o controle e redução das capturas e o trabalho desenvolvido vêm rendendo ótimo resultados não apenas no campo ambiental, mas também no econômico, com a ampliação das cotas de captura de espadarte no Atlântico, explicou o ministro Altemir Gregolin, da secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca do Brasil, presente no evento: “O Comitê Internacional de Conservação dos Atuns no Atlântico (ICCAT) reconheceu o esforço brasileiro para a conservação das aves marinhas”.

Em sua exposição, Gregolin falou ainda a importância da intensificação dos trabalhos em prol da redução captura incidental de aves marinhas e fez questão de destacar que se trata de práticas simples, que podem facilmente ser adotadas e que trarão importantes resultados para preservação das diversas espécies de aves capturadas, principalmente, o albatroz. “Precisamos cada vez mais do comprometimento dos pescadores. Que eles passem a adotar as medidas contra a captura das aves. Só assim conseguiremos resolver este problema”, finalizou.

O Fórum foi uma oportunidade para que pescadores, armadores de pesca, pesquisadores e organizações governamentais e não governamentais se encontrassem e discutissem sobre as várias práticas que pescadores do Brasil, Peru, Argentina, Chile, Equador, Uruguai, Austrália, Nova Zelândia, Estados Unidos, Alaska e Malvinas/Falklands utilizam para reduzir a captura incidental de aves marinhas pelas pescarias oceânicas, especialmente a pesca de espinhel e arrasto.

A questão da extinção de espécies também foi destaque no evento. Patrícia Palumbo, diretora Geral do Instituto Albatroz, ressaltou o tema: “A gente percebe a ameaça, além dos albatrozes, a petréis muito raros, aves um pouco menores, que vêm só para o Brasil. Elas se reproduzem em ilhas oceânicas, como Tristão da Cunha,  entre as costas brasileira e africana’’, afirmou. Ela disse ainda que quase 100% das aves da região sul da Antártida migram para o Brasil.

Na programação do evento, Roberto Wahrlich, da Univali, mostrou como os observadores a bordo podem beneficiar pescadores. Ele explicou que, os observadores têm como objetivo coletar informações, dados técnicos e científicos, além de fazerem cumprir as normas estabelecidas pela Autoridade Pesqueira.

“Não somos inspetores, nem fiscais. Observadores são agentes e devem estar capacitados para informar aos pescadores como é feito o seu trabalho e que dados estão sendo coletados. Pois para que os pescadores e mestres de pesca percebam os benefícios de nosso trabalho é necessário que teoria seja colocada em prática”, afirmou Roberto.

Outro destaque foi a palestra que abordou os mercados emergentes à pesca sustentável e sua relevância na questão das aves marinhas. “Precisamos discutir a certificação ambiental do pescado. Qualificar o setor é investir na pesca responsável”, reforçou a coordenadora do Projeto Albatroz e realizadora do evento, Tatiana Neves.

Para Tatiana todos os trabalhos apresentados e discutidos no evento não só atenderam, mas superaram as expectativas. Ao todo foram reunidos representantes de 11 países, mais de 60 participantes. “A interação entre pesquisadores e pescadores foi o ponto alto do evento. Ambos buscavam maneiras de encontrar as melhores medidas mitigadoras e levar estas experiências para seus países de origem”, ressaltou a coordenadora do Projeto.

A tarde do último dia de realização do Fórum de Pescadores foi marcada pelo “comprometimento por país”. Cada um expôs o que levaria para sua nação como proposta para redução da captura das aves marinhas. Tatiana Neves, representando o Brasil, afirmou: “Eu me comprometo a buscar recursos para o Projeto Albatroz e seus parceiros e aumentar a capacidade de trabalho junto aos pescadores, principalmente, a questão educativa”.

O representante do Uruguai arcou com um importante compromisso no evento também. Afirmou que produzirá uma cartilha de identificação dedicada as aves marinhas para trabalhar junto com os pescadores, em paralelo ao programa de proteção das tartarugas marinhas. Para o Peru o principal compromisso a se fazer é pela busca de recursos financeiros e humanos para realização de pesquisas.

A próxima edição do Fórum de Pescadores Sul Americanos para Reduzir a Captura Incidental de Aves Marinhas está prevista para acontecer na Argentina, em 2008. No Brasil, o evento foi uma realização do Projeto Albatroz juntamente com o IBAMA - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis e a Southern Seabird Solutions, com patrocínio da Care For The Wild International, e contou ainda com o apoio do Departamento de Estado do Governo dos Estados Unidos.

O PROJETO ALBATROZ - O Projeto Albatroz tem como objetivo principal reduzir a captura incidental de aves marinhas nas pescarias oceânicas através da introdução de medidas mitigadoras no dia a dia da pesca. Para isso o Projeto conta com cinco programas além da Coordenação e administração.

O Albatroz está sediado em Santos, cidade portuária, que agrega o maior porto da América Latina. O Instituto é uma entidade sem fins lucrativos dedicada à integração da pesca produtiva com a conservação das aves marinhas.

As aves oceânicas, petréis e albatrozes são os principais objetos de estudo. Mas a atividade pesqueira também é prioridade. Novas tecnologias estão sendo desenvolvidas para minimizar o prejuízo da pesca, causado pela interação desta com as aves marinhas e para adequar nossas frotas aos conceitos de desenvolvimento sustentável e de adequação ao mercado internacional - cada dia mais preocupado com a conservação das espécies.

Lugar: PORTOSMA
Fonte: Fire Mídia
Data da Notí£©a: 26/12/2006

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