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História Marítima e Portuária Mundial - Parte 2

“Navigar e necesse; Vivere non est necesse” (Navegar é preciso; Viver não é preciso)
Pompeu General Romano 106/48 AC para os marinheiros amedrontados que recusavam viajar durante a guerra

Cronologia Marítima/Portuária Mundial

1490/1480 AC
– Navegadores egípcios realizam expedições marítimas pelo Mar Vermelho, com frotas de várias embarcações, alcançando o Golfo de Aden;

1480 AC - Realizada uma grande Expedição Maritima pelos navegadores cartagineses, pelo Mar Mediterrâneo ocidental, costa ocidental da África, zarpando do Porto de Cartago, Mar Mediterrâneo, litoral norte da África, com cerca de 60 navios, em missão colonizadora. Cruzam o Estreito de Gibraltar/Colunas de Hercules, navegam pelo litoral ocidental africano e alcançam a Foz do Rio D’Ouro naquele litoral.

1330/1300 AC –Os navegadores egípcios passam a fazerem uso de cartas/mapas náuticos da calha do rio Nilo e terras adjacentes-litoral por onde navegavam .Definiame nominavam as ilhas , costa , rios , lagos e águas dos mares navegados.

900/800 AC - Os navegadores fenícios, devido a evolução no navegar e na construção naval de suas embarcações, se aventuraram para além do Mar Mediterrâneo, Mar Vermelho cruzando com suas frotas o Estreito de Gibraltar em busca do Mar Oceano, o Mar Tenebroso.

Sec VIII AC
– Surgimento dos Escritos do grego Homero sobre História Marítima;


OS MAPAS MOSTRA O MAR MEDITERRÂNEO E O PORTO DE PIREAUS, NA CIDADE ANTIGA DE ATENAS

Sec VIII AC - Os egípcios iniciam o planejamento e construção de um imprescindível canal artificial em Suez, para ligarem as águas do Mar Mediterrâneo às águas do Mar Vermelho, iniciando com transbordamento intermediário. Somente foi concluído em 280 AC por Ptolomeu Filadelfo.

Cerca de 700 AC
– Os gregos constroem molhes/cais/berços no Porto de Pireaus/Atenas sendo, assim, considerado o primeiro porto organizado do mundo. As embarcações passaram a dispor das facilidades portuárias para suas operações de carga e descarga das mercâncias, atracadas.

Cerca de 610/595 AC
– Uma Expedição Marítima Fenicia navega pelo litoral africano de leste para oeste via Mar Vermelho, Mar Mediterrâneo e Estreito de Gibraltar/Colunas de Hércules, em missão exploratória e comercial.

Sec VI AC – O Imperador Persa Dario, por ser um entusiasta do mares e de descobrimentos marítimos, determinou que fossem realizados estudos marítimos/portuários dos litorais e águas desde Suez, para leste, pelo Mar Vermelho até o Oceano Indico.

Sec. IV AC
– Existência do Porto de Óstia, na foz do Rio Tibre, na Península Itálica, que abastecia Roma, em especial de sal, imprescindível para a conservação de alimentos; fora um porto sem molhes/cais, pois as embarcações operavam ancoradas.

Cerca de 330 AC
– Fundação da cidade porto de Alexandria, no Egito, em homenagem a Alexandre, o Grande.

Cerca de 300 AC - Platão já comentava com seus discípulos sobre um lendário Continente que submergia das águas oceânicas, além das Colunas de Hércules/Estreito de Gibraltar. Persistia na existência de terras para oeste e para o Sul, citadas nos escritos de Aristóteles, o grego .


MAPA CEDIDO POR WILLIAM THOMAS

História Marítima e Portuária Maranhense
Mare Nostrum, Mare Clausum e Mare Liberium


Desde o Século XV que navegantes de vários portos do mundo se aventuravam em expedições marítimas rumo a leste, oeste e sul, buscando oásis pesqueiros, rotas marítimas, novas possessões e novos mercados e mercadorias para comercializarem. Com a aportagem dos navios de Cristovão Colombo nas águas de um novo Continente nominado, posteriormente, de América, comprovando a existência de terras a oeste, mais expedições marítimas foram realizadas para o ocidente e para o sul do Equador Terrestre, muitas delas aportando em terras do atual Brasil, em especial o litoral Nordeste e Norte, incluindo-se a costa do Maranhão e Grão Pará , pois aproveitavam os ventos alísios de Nordeste que bafejavam e impulsionavam as velas das suas embarcações, rumando-as para esses litorais.


MAPA CEDIDO POR WILIAM THOMAS

Assim tivemos, entre outras expedições marítimas:

1492 - Expedição colombina a ilhas da atual América Central. Posteriormente, outras expedições colombinas alcançaram o rio Orinoco, na costa da atual Venezuela que pela sua grande vazão, confirmava provim de um continente e não de uma ilha; confirmava, também, a existência de terras ao Sul Equatorial.

1493 - O navegador português João Coelho noticiava após as suas navegadas a existência de terras a oeste e no Hemisfério Sul terrestre. Provavelmente terras do atual Brasil e do litoral Nordeste e Norte, as do Maranhão e Grão Pará.

1497/98 - Expedição marítima do Almirante português Vasco da Gama, aproximando-se de terras ao Sul do Equador terrestre e a Oeste, provável terras do Nordeste, que serviriam de orientação para a aportagem em nossa costa da Esquadra do Almirante português Pedro Álvares Cabral, em abril de 1500, para tomar posse.

1498 - Presença do navegador francês pelo litoral Norte do atual Brasil, Jean Cousin de Dieppe, adotando a doutrina do Mare Liberium. Nesse ano, também, o navegador português Duarte Pacheco navega por esse litoral Norte avistando terras, Maranhão e Grão Pará e alcançando a Foz do rio Amazonas.

1503/1510 - O navegador português João de Lisboa navega e explora o litoral do Maranhão e Grão Pará, como Piloto de várias expedições marítimas.

1504 - A partir desse ano navegadores franceses trafegam pelo litoral norte do Brasil com bastante freqüência, em várias expedições marítimas exploratórias.

1512/13 - O navegador português Estevam de Froes, esteve com seus navios na costa do Maranhão e Grão Pará, tendo um dos seus Pilotos Diogo Ribeiro adentrado a atual Baía de São Marcos, Golfão maranhense, chegando até a Ilha da Trindade, a Upaon Açu indígena e atual Ilha de São Luis do Maranhão.

1524 - Navegadores e Armadores franceses do porto de Dieppe exploram o pau Brasil e outros produtos regionais na costa do Brasil, inclusive o litoral do Maranhão e Grão Pará, com o apoio dos nativos/indígenas ancorando em águas abrigadas da inúmeras baias do litoral Norte, a costa de rias.

1535/36 - Como pioneira tentativa de colonização portuguesa das terras e águas do Maranhão e Grão Pará, chega ao nosso litoral navios da Expedição de Aires da Cunha/João de Barros. Na Foz do rio Periá/Cavalos e barra da Baía de São José – Coroa.

Grande e Recifes - alguns navios naufragam mas alcançam a Barra da Baia de São Marcos e adentram o Golfão maranhense até a Ilha do Medo e Canal do Boqueirão. Mas há naufrágios e os náufragos aterram na atual Ponta do Boqueirão, Praia da Guia e Ponta do Bonfim, onde fundam um povoado denominado de Nazaré, já na Grande Ilha do Maranhão, em frente a Barra do Porto, na Foz dos atuais rios Anil e Bacanga. Destaca-se que esse ancoradouro de águas abrigadas na foz desses citados rios, serviu como porto principal por centenas de anos até ser transferido pra enseada do Itaqui. Esse povoado sobrevive até o ano de 1538, pois sendo acossados pelos nativos e pelas dificuldades de sobreviver, conseguiram retornarem a Portugal


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História Marítima/Portuária Mundial

Omnia punctus erat centrum (no principio tudo era mar)

Fatos históricos e suas inserções no tempo sempre fascinaram a mente dos seres humanos, fazendo-os navegarem pelas águas do passado, buscando compreenderem melhor o presente e prepararem-se para um futuro promissor. Por essa razão, vamos utilizar este espaço para divulgar esses fatos históricos, desde a era primitiva da humanidade, pré–história, antiguidade, idade média, idade moderna/renascimento e idade contemporânea, etc.



Com a descoberta da utilização do pano/vela para auxiliar os navegadores teve o início da propoulsão eólica na navegação do mundo. Desse modo, grandes embarcações passaram a usar somente as velas, aproveitando de forma cada vez mais eficiente a força e a direção dos ventos. Antes, o que se via eram embarcações cada vez maiores para transporte de cargas e/ou pessoas movidas a remo, ou, de forma mais primitivas ainda, o uso de troncos de madeiras amarrados uns aos outros formando pequenas embarcações que mais tarde seriam chamadas de jangadas, para transporte do navefgante e sua família.



*** Cerca de 15000 AC –Inicio das primeiras expedições maritimas com uso de jangadas/canoas;

*** Cerca de 7250 AC – Inicio das primeiras viagens maritimas com fins comerciais, usando embarcações a remo, pelo mar egeu em navegação de cabotagem ;

*** Cerca de 4000 AC – Os egipcios desenvolvem a construção naval para navegarem e comercializarem pelo mar mediterrâneo;

*** Cerca de 3000 AC – Navegadores egipcios passam a fazerem uso da vela em suas embarcações, capacitando-as a fazer uso da força do vento-eólica;

*** Cerca de 2000 AC – Inicio da navegação maritima de longo curso entre a Polinésia e a atual Australia;

*** Cerca de 1790 AC – Criado o código de Hammurabi, na Babilônia, onde se estabelece regras de navegação marítima/fluvial, de construção naval , de afretamento de embarcações e sobre a praticagem maritima e fluvial ;

*** Cerca de 1500 AC – Os fenicios passam a se sobressaírem na construção naval e navegação.

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BAÍA OU GOLFÃO DE SÃO MARCOS - Todo navegante embarcado em um navio, que navegue nas águas da baia ou golfão de São Marcos, no extenso litoral do Maranhão, trafega por um extenso e profundo canal de acesso para entrada ou saída dos portos e terminais portuários ali existentes. Logo os navegantes se deparam com os cenários flúvio-marinhos que emolduram essas águas, como as áreas de ancoragem, normalmente repletas de navios carregados ou a carregarem mercadorias, assim como a grande ilha do Maranhão/Upaon Açu indígena a Leste, mas conhecida como ilha de São Luis.

A Oeste se destaca os promontórios do Centro de Lançamento de Alcântara, importante e estratégica base aeroespacial brasileira, e a ilha do Livramento na entrada do tradicional porto de Alcântara. Prosseguindo atinge o Terminal da Ponta da Madeira, o porto do Itaqui/Emap e o terminal da Alumar. Já com o prático embarcado no navio, pode o navegante apreciar com seu binóculo, por bombordo, as ilhas do Medo e Duas Irmãs que protegem a Ponta da Espera, onde se encontram instalados o cais da Capitania dos Portos e o terminal de ferry boats.

Se os navegantes direcionares os seus binóculos para boreste, observarão um extenso e profundo e revolto manancial de águas revoltas e velozes nas marés de enchente e vazante que permitem acesso à Foz do rio Aura, ao Terminal de ferry boat do Cujupe e a promissora Ilha do Cajual onde será implantado, indubitavelmente, o Terminal Portuário de Alcântara, ampliando nosso complexo portuário e capacitando o Maranhão a ser, mais ainda, referência portuária nacional.

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* Carlos Alberto Santos Ramos, ou simplesmente Comandante RAMOS, é oficial veteranoda Marinha do Brasil, onde chegou a Capitão de Mar e Guerra e exerceu o cargo de Capitão dos Portos do Maranhão entre os anos de 1994 e 1996. Atualmente é diretor presidente do IDEPOM/AGMAR - Instituto de Desenvolvimento do Poder Marítimo Portos do Maranhão e mentor e coordenador do Casarão da Gente do Mar.