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História Marítima e Portuária Mundial - Parte 12
Salum abluit animam
(Água salgada , alma lavada)

1º JUN 1613 –Parte de Pernambuco , sede do então Governo Geral da Colônia Brasil, uma Primeira Expedição comandada por Jerônimo de Albuquerque , tendo a Barca Santa Catarina , comandada por Martin Soares Moreno , como navio observador avançado , a fim de reconhecer a presença dos franceses na Grande Ilha do Maranhão –Upaon Açu indígena . Fora o inicio do Plano de Reconquista dessas terras portuguesas , então sob o domínio francês . Navegava com ele Sebastião Martins , um grande Piloto e Prático das águas e do renomado litoral leste-oeste ,desde a costa do Rio Grande do Norte ,até o Cabo Orange. Ele era o substituto imediato de Jerônimo de Albuquerque , que já era sexagenário , mas havia fundado a Capitania do Caeté , atual Ceará , e era reconhecido e respeitado pelos índios que habitavam essa área . Porém , devido a corrente marítima e os ventos alísios de nordeste essa barca veio a aportar nas Antilhas e teve que retornar a Portugal por outra rota marítima , mais ao norte . A Expedição retornou a Pernambuco.


LITORAL LESTE OESTE DO BRASIL - ILHA DE SÃO LUIS - NAVIO DA CAMPANHA MILAGROSA DE JAM

08 JUL 1613 – Parte do então Porto de Santa Maria do Maranhão , sob domínio francês , posteriormente Porto de São Luis , localizado na enseada dos Rios Anil e Bacanga , sob as salvas de artilharia dos canhões e mosquetes do Forte São Luis , uma Expedição de Canoas ao Grande Rio Amazonas , comandada por Sieur La Ravardiere. Navegaram pelas inúmeras rias , reentrâncias do litoral ocidental maranhense e paraense , incluindo-se Baias como a de Cumã , Capim , Turiaçu , etç.

1613/1614 - Nesses anos os franceses , invasores , sabendo dos Planos de Reconquistas dos portugueses das Terras do Maranhão e Grão Pará , iniciaram o reconhecimento dos rios e baias da Ilha do Maranhão ; fortificaram vários pontos estratégicos para a defesa da cidade como a barra do porto e as instalações de governança . Os portugueses sabedores da invasão dessas terras norte/nordeste se organizavam em Portugal
.

Assim foi que em 17 de junho de 1614 Jerônimo de Albuquerque , nascido em Pernambuco / Brasil , já sexagenário, mas de muita liderança com os indígenas/nativos e de muitos feitos heróicos e com o reconhecimento da Corte Portuguesa e do Governador Geral do Estado do Brasil , é nomeado pelo Monarca de Portugal Capitão Comandante – em –Chefe do Descobrimento e Conquista das Terras do Maranhão e Grão Pará , em poder dos franceses de Daniel de La Touche-Senhor de La Ravardiere.

Organiza-se , então , a Força de Navios e Tropas que são convocados para a Expedição ; sendo 250 soldados comandados por Diogo de Campos Moreno e 240 indios flecheiros sob as instruções de Jerônimo de Albuquerque.Quanto aos meios navais/navios foram dois navios redondos de 180 toneladas , 1 caravela de 100 toneladas e 5 caravelões de 50 toneladas . Tudo sob as ordens do Comandante – em - Chefe Jerônimo de Albuquerque ( Maranhão)

História Marítima e Portuária Mundial - Parte 11
Ambulans in mare, autem iuxta orat
(Quem anda pelos mares, aprende a orar)


SEC. X –Anos 902/906- O navegador escandinavo ,normando , viking ,pirata Erik –O Ruivo-navega para oeste e alcança,via Ilha da Groelândia , Islândia e Ilha de Baffin o atual litoral da América do Norte .Navega nas intrépidas embarcações Drakas de 25 metros de comprimento e 5 metros de boca/largura.

Nesse século, também, navegadores e colonizadores austranésios , partindo da Indonésia cruzam o Oceano Indico , fora das áreas das Monções , e aportam na costa leste africana –Ilha de Madagascar ,usando embarcações tipo Waqwaqs
.Nesse século , ainda , uma Galera genovesa tenta alcançar as Indias , via Oceano Atlântico-Mar Tenebroso, procurando uma Rota Marítima para o oriente, porém nunca mais retornou ou chegou a qualquer porto.

Anos 1000 - Nesse primeiro milênio da antiguidade , os navegadores polinésios com suas embarcações típicas e com a tecnologia que já possuíam para navegarem , alcançam limites marítimos , aportando nas Ilhas do Havai ao norte , Ilhas da Nova Zelândia ao sul e Ilha de Páscoa a leste . Tornam-se , assim , grandes exploradores marítimos do Oceano Pacifico.

Final do Sec. XI / Inicio do Sec. XII - Foram elaborados em Gênova e Veneza os Primeiros Contratos entre os Capitães de Navios/Comandantes de Expedições Marítimas com os Armadores /Propietários de navios os quais são , até hoje , empregados no Comércio MaritUimo Internacional.

Sec XII – No inicio desse século , inventa-se o Astrolábio , para ser usado na navegação marítima , permitindo aos navegantes oceânicos calcularem a sua posição geográfica pela latitude , através da altura do sol ou da estrela polar em relação ao horizonte local.

Ano 1136 - Descobertos relevos de pedra de rios chineses e do litoral sul da China . Eram os geográficos do Imperador Xiyla , o Grande.

Ano 1140 - A partir desse ano a Europa passa a importar da Asia a madeira Lignum Brasile –Pau de Tinta ou Ibiraputanga indígena .Mas os árabes já há conheciam desde há muitos anos. Esse tipo de árvore /madeira foi por demais encontrada em nosso litoral pelos navegadores / exploradores marítimos pré e pós Pedro Alvares Cabral . Com isso ,fomos nominados e passamos a sermos conhecidos como Terra Brasiles - Brasil

Ano 1150 –Navegadores árabes ocupam a Penissula Ibérica como base de apoio aos seus navegantes e navegam para oeste, alcançando as Ilhas Açores ,Madeira , Canárias que posteriormente foram ocupadas por navegadores portugueses e espanhóis .

Ano 1184 - Devido a posição estratégica de Portugal na Penissula Ibérica ,são formadas Alianças entre vários países da Região de Flanderes-Escandinavos e Ingleses .Ali torna-se o ponto de convergência das duas tendências marítimas da época – A Marinha a Remo para a navegação dos mares interiores e a Marinha a Vela para a navegação oceânica, as grandes travessias e explorações marítimas .

História Marítima e Portuária Mundial - Parte 10

Vox Mare Loquitur ad Anima/Spiritus
(
A Voz do Mar fala com a Alma/Espirit)

01 NOV 1612 – Após as Cerimônias do 8 de setembro da fundação da cidade de São Luis do Maranhão , nessa data com a presença dos Chefes Indigenas das Terras do Maranhão , foi implantado o Estandarte e as Armas da França em Cerimônia presidida pelo Almirante Rasilly e por Daniel de La Touche com a participação da Tropa Francesa e dos indígenas das aldeias vizinhas e circunvizinhas . Nessa cerimônia houve toque de corneta, rufar de tambores e tiros de salvas dos canhões da artilharia do Forte São Luis e dos mosqueteiros.

Nessa oportunidade, fora assinado um Documento de Obediência dos Indigenas ao Rei de França ,na área contigua ao Forte. Regulava-se , também , pela primeira vez ,as Atividades da Colônia Francesa em Terras do Maranhão e Grão Pará , com a emissão das Leis Fundamentais da Ilha do Maranhão e as devidas Ordenações .

01 DEZ 1612 – Nessa data parte de retorno a França uma Nau transportando o Almirante Rasilly e o Padre Claude D’Abbeville , em busca de mais apoio para a nova Colonia francesa no hemisfério sul.

-A partir desse ano de 1612 , os franceses iniciam várias incursões pelo interior e litoral do Maranhão e Grão Pará, com a participação de Daniel de La Touche . Descobrem suas riquezas minerais como enxofre , salitre e pedras preciosas; descobrem uma abundante flora e fauna , incluindo-se o peixe boi e mais de duzentos e cinquenta tipos de pescado.

-A partir desse ano de 1612 ,também, iniciam-se a construção de inúmeras fortificações no litoral e margens dos rios nas terras do Maranhão e Grão Pará, inicialmente pelos franceses e , posteriormente , a partir de 1615 , pelos portugueses . Foram as seguintes : Fortificação de Nazaré na Ilha do Maranhão ; Forte de São Luis ,posteriormente de São Felipe no Promontório do Palácio; Forte de São José do Itapary-Baia de São José; Forte de Santo Antonio da Barra , na Ponta da Areia; Baluartes de São Cosme e São Damião na Avenida Beira Mar ; Forte Sardinha no Promontório da Ponta do São Francisco; Forte Santa Maria de Guaxenduba Baia de São José; Forte da Ilha de Periá – Baía de Sarnambi / Tubarão; Forte da Barra de Tutóia; Forte da Baia de Cumã ; Forte de Vera Cruz / Calvário do Rio Itapecuru; Fortaleza de São Marcos no Promontório do mesmo nome, Fortaleza de São Sebastião de Alcântara e Fortaleza de São José do Macapá, braço norte da Foz do Rio Amazonas .


História Marítima e Portuária Mundial - Parte 9


Formare non cessabit mare nautis bonis
(
Mar calmo não forma bons marinheiros)

SEC VIII (ANOS 701 A 800) - ABRIL 711 –O navegador árabe TARIK , um general mulçumano , chega a Peníssula Ibérica , cruzando o Estreito de Gibraltar, onde haviam as Colunas de Hércules ,estremo ocidental do Império Romano ; essa peníssula era conhecida no Império como Lusitania . Esse navegador implementava a expansão do Islamismo , fé islâmica divulgada por Maomé. Levaram os árabes para essa região as suas inovações tecnológicas marítimas como o Caravo ,embarcação típica do norte da Africa , que viria a ser modelo para as imprescidiveis Caravelas portuguesas , e alguns instrumentos náuticos que desenvolveram como a bússola / agulha magnética. Desembarcaram de suas embarcações , junto aos rochedos , Montes Tarik ,atual Gibraltar.Após o desembarque , ele incendiou os navios para que a tropa avançasse contra o inimigo , sem chances de recuar para o mar.

Cerca de 721 a 730 - navegadores de Sumatra , Java e Ilhas circunvizinhas com suas embarcações típicas , realizam incursões marítimas nas águas e terras do sudeste asiático. Nesse século se tem conhecimento no ocidente de que na China , oriente , já se cogitava fazer uso da força do vapor d’agua para propulsão de embarcações e navios. Nesse século , também, acontecem importantes façanhas na exploração das rotas marítimas oceânicas pelos navegadores nórdicos e polinésios , ligando povos e civilizações que estavam separadas pelas águas dos mares e oceanos . A embarcação passa a ser um grande e importante elemento aglutinador dos seres humanos

A partir desse século VIII até o século XII, os povos navegadores nórdicos , provindos da Escandinávia ,os Northman , penetram no continente europeu e asiático por mar e vales dos grandes rios , alcançando o Mar do Norte , Mar Negro , Mar Cáspio e Mar Mediterrâneo , alcançando as Ilhas Britânicas e costa oeste ocidental europeia .Fundam Colônias como a Bretânia, Normandia, Penissula Iberica, atual Portugal e Espanha .Descobrem , posteriormente , a Islândia , quando em rotas para a Groelândia. Vale destacar que usam os corvos , ave , como mensageiros em suas navegações oceânicas para verificarem a proximidade de terra .

História Marítima e Portuária Mundial - Parte 8

Mare usque ad mare circa mare
(Do mar , para o mar e sobre o mar)


CRUZ DA FUBDAÇÃO DE SÃO LUÍS DO MARANHÃO; DESEMBARQUE DOS FRANCESES E PORTO ANTIGO

06 AGOSTO 1612 - Após receberem boas informações chegadas de Upaon Açu , a Grande Ilha do Maranhão , trazidas pelos emissários da incursão , Charles de Vaux e o Almirante Razilly , de que os índios / nativos receberiam bem os visitantes franceses , os navios da Expedição levantaram âncoras do ancoradouro da Ilha de Santana , a Upaon Mirim indígena , com destino a baía de Santa Maria , atual São Marcos , para ancorarem na enseada das Foz dos Rios Anil e Bacanga –Porto Jeviré , onde encontram outros comerciantes / armadores franceses como o Monsieur Manoir, que já estavam estabelecidos na Ilha . Naquele ancoradouro sondaram e verificaram que podiam ancorar navios de até 1200 toneladas

Os navegantes franceses desembarcaram em uma praia arenosa em frente a atual Ponta do São Francisco , onde novamente o Almirante Razilly beija o solo da Ilha , ajoelhando-se em terras da tão almejada França Equinocial que seria estabelecida .Os padres capuchinhos , sob as ordens de Claude D’Abbeville entoam , então , em Procissão , o Te Deum Laudenium até a residência do Monsieur Manoir ,onde ocorreu uma recepção aos visitantes .Empregando os botes dos navios ancorados ,iniciaram incursões pelas águas e terras das enseadas dos dois rios , a fim de instalarem as residências e fortificações necessárias . As casas foram construídas pelos indígenas com pindova , madeira e taipa . As instalações do Forte e da Capela em homenagem a São Luis foram priorizadas .

12 AGOSTO 1612 - Nesse dia santo , dia de Santa Clara , um domingo radiante na Upaon Açu indígena , foi celebrada a Primeira Missa pelos padres capuchinhos no outeiro do Carmo ; fora uma celebração de gala . Onde atualmente encontra-se a Igreja e o Convento de Santo Antonio no centro da cidade fora construído um pequeno convento e uma capela pelos padres capuchinhos.

08 SETEMBRO 1612 - Após várias reuniões com os nativos da Upaon Açu / Grande Ilha do Maranhão, e das aldeias das cercanias como a de Tapuitapera e Cumã ,em especial os da tribo Tupinambás chefiados por Jupiaçu , todos demonstraram interesse em unirem-se aos franceses contra os portugueses a quem pertenciam as terras , de acordo ao a Bula Papa. Assim sendo , nesse dia histórico do mês de setembro , os franceses tomaram posse das terras indígenas , oficialmente , em nome de Jesus Cristo ,estando os índios Tupinambás dispostos a estarem sob a proteção do Rei de França , sendo celebrada uma missa solene na Capela de São Luis , junto ao Convento dos Padres Capuchinhos. Após a liturgia , todos se deslocaram em procissão com uma cruz para a área do Forte de São Luis . Encabeçava o séquito o Almirante Razilly, Lugar Tenente General de Sua Majestade o Rei.Já na Praça do Forte jazia uma Grande Cruz aparelhada em madeira , onde os participantes da cerimônia entoavam o Te Deum Laudamus. Após preleções e discursos , fincaram a grande cruz no local , abençoando a Grande Ilha do Maranhão , sob as salvas dos canhões do Forte e dos navios ancorados no porto. Fora o Forte de vinte e três peças de canhão , então , batizado de São Luis, em homenagem ao Rei Luis XIII , Rei de França , pelo Almirante Razilly ,e o Porto nominado de Santa Maria , pois era o Dia da Natividade e homenagem , também, a Maria de Médice . Estava , com isso , fundada a cidade de São Luis do Maranhão e estabelecida a França Equinocial em terras portuguesas.

História Marítima e Portuária Mundial - Parte 7


MERIADIANOS E PARALELOS; GLOBO TERRESTRE E BÚSSOLA DE AGULHA MAGNÉTICA

SEC. II (ANOS 101 A 200) - Cêrca de 150 DC-Como o navegante,além da navegação costeira passou a navegar em alto mar, sem avistar terras para se posicionar, o geógrafo grego-egipcio Cláudio Ptolomeu de Alexandria constitui os Meridianos Globo Terrestre, 360 graus em torno do Planeta Terra de leste para oeste e constitui , também , os paralelos de 90 graus para o norte e 90 graus para o sul a partir da linha equatorial -Equador Terrestre , linhas essas imaginárias sobre todas as superfície do nosso Planeta. Assim são estabelecidas as longitudes e latitudes para o posicionamento geográfico sobre as superfícies terrestre , aquática e aérea .

Cerca de 200 DC - Navegadores Polinésios em suas grande canoas de inúmeros remadores e velejadores ocupam as Ilhas do Oceano Pacifico.

Os navegadores árabes e normandos fazem-se aos mares, buscando descobrirem novos mercados para seus produtos e satisfazerem suas necessidades de mercadorias para suas sobrevivências humana .

SEC. III (ANOS 201 A 300) - A partir desseSec os chineses, além da navegação de cabotagem, passam a praticar a navegação de longo curso. São os primeiros navegadores a fazerem uso da agulha magnética-bussola para orientação de suas embarcações e passam a empregarem o leme axial, o de cadaste em substituição ao remo que mantinha o rumo da embarcação ao navegar quer a remo ou a vela.

SEC. VII (ANOS 601 A 700) - Nesse Secforam elaboradas as Leis de Rodes, capital das Ilhas Helênicas, cidade do Mar Egeu, que legislava sobre navegação e praticagem das embarcações nas entradas e saídas dos portos.

História Marítima e Portuária Mundial - Parte 6

"Sicutspiritusnavigandumest, non potesta ire non fucunt"
(Navegar é como respirar, não dá pra ficar sem praticar)



ILHA SANTANA E O PORTO DE CANCALE -BRETANHA

1610 - Tendo em vista que a França estava atravessando momentos difíceis em sua política, o que não permitia ao Rei apoiar a empreitada de Daniel de La Touche para a fundação da França Equinocial em terras do Maranhão e Grão Pará, fora criada, então, uma Companhia em parceria com os empresários Nicolau de Harley-Senhor de Sancy e Francisco de Rasilly, Almirante da Marinha Francesa. Recebem, contudo, Cartas Patentes Reais de Tenente General das Indias Ocidentais e Terras do Brasil.
A pedido da Rainha Regente Maria de Médices ao Prior dos Capuchinhos são indicados padres para liderarem uma Ordem Religiosa na Ilha do Maranhão, sendo designados os padres Ivo D’Evreux , Claude D’Abeville, Aarsenio de Paris e Ambrosio de Amiens, sendo Ivo o Superior da Ordem.

01 MAR 1612 - Assinada no Porto de Cancale , Baía de Saint Malot, Bretanha a Carta de Protesto/Promessas pelas autoridades da Expedição Marítima ao Estado do Maranhão e Grão Pará, para fundar a França Equinocial há muito almejada pelos navegantes franceses. Nessa oportunidade, são designados três navios – Nau Regente, Capitânea de 400 Ton do Almirante Rasilly; a Nau Charlote-Carlota, a Nau Saint Anne – Santana e um Patacho.

Esses navios da Expedição deixam esse porto da costa ocidental da França às 06:30 hs do dia 19 de março de 1612 com destino ao litoral do Maranhão e Grão Pará, Grande Ilha do Maranhão – UpaonAçu indígena, onde fundariam a França Equinocial. Na Nau CapitâneaRegente estavam embarcados Daniel de La Touche e o Almirante Rasilly. Embarcados nos navios estavam cerca de quinhentas pessoas entre passageiros e tripulantes. A travessia marítima estava prevista para ser realizada em cinco meses.

13 JUN 1612 - Após cerca de três meses enfrentando muitas tempestades, arribadas e alteração de rotas os navios da Expedição francesa ao Maranhão e Grão Pará cruzam a linha equatorial e ancoram nas águas do Arquipélago de Fernando de Noronha, onde se abastecem de água e viveres. Após cerca de uma semana de refaziamento suspendem para navegarem pela costa leste/oeste, litoral Nordeste/Norte do Brasil. Enfrentando tempestades no litoral entre Tutóia e a Foz o Rio Periá, costa dos Lençóis Grandes e Pequenos, lançam âncoras nas águas circundantes da Ilha de Santana, a Upaon Mirim indígena em 26 de junho de 1612.

29 JUN 1612 - Tendo, então, reconhecido a Upaon Mirim, os franceses expedicionários talham uma Cruz de madeira e a fincam numa colina há mil passos da praia de desembarque, talvez onde está localizado o Farol de Santana. Ali rezam uma missa e mandam uma incursão para dialogar com os indígenas, acompanhados de Charles De Vaux, exímio conhecedor das terras e águas da Grande Ilha do Maranhão ou Upaon Açue de bom relacionamento com os nativos. Nessa comitiva está o Almirante Razilly que ao desembarcar em terras da Grande Ilha do Maranhão, beija o seu solo pela primeira vez.

História Marítima e Portuária Mundial - Parte 5
¨Si in viridi, viridioccurs in mare et incarnatus est aequalis, undenulum periculum, sequaturconsuetismeatibus ¨
(No mar, se ocorrer o verde com verde e o encarnado com o seu igual, então não há perigo, siga o seu rumo normal)


FAROL DA ALEXANDRIA E O OCEANO ÍNDICO - ÍNDIA

SEC. I – ANOS 000 A 100 DC

Cerca de 3 DC - Devido a necessidade de um mais intenso tráfego marítimo para transportar as mercadorias de um comercio marítimo em evolução, principalmente no Mar Mediterrâneo, entre o Egito e o Império Romano, que importava muitos cereais, especialmente o trigo, sentiu o navegante a necessidade de incrementar a sinalização náutica. Para isso, foi construído o primeiro Farol para a navegação costeira , na Ilha de Pharos , Baía de Alexandria , litoral do Egito no Mar Mediterrâneo.

Possuia, então , cerca de 100 metros de altura , sendo idealizado por Sostrates e construído por Cnideuse . Funcionou , assim , por cerca de um milênio e fora considerado uma das sete maravilhas da Antiguidade , como Farol de Alexandria .

Desde a Antiguidade que o Oceano Indico foi o principal cenário do comércio e tráfego marítimo da Asia pois, o transporte de mercadorias e comercio a grande distância teve origem na India para oeste , via Golfo Pérsico e Mar Vermelho e para leste até a China e Japão, via Estreito de Málaca.

Cerca de 43 DC – O Imperador Romano Claudio passa a se interessar pelas Ilhas Britânicas ,a fim de expandir o seu Império.

Nero avança nas conquistas da Cornualha e País de Gales ,empregando as galés e galeras pra apoio logístico e combate .

Ainda nesse Sec I - Claudio Ptolomeu , grego , redige o Guia Geográfico que até o Sec. XV /XVI , serve de referência para as Grandes Navegações e Descobrimentos Marítimos. Ele era geógrafo, astrônomo, filósofo, matemático e morava em Alexandria-Egito , onde usara o acervo da famosa biblioteca da cidade , compilando os manuscritos de Anaximando que, já no Sec VI AC afirmava ser o Planeta Terra redondo e sua superfície curva . Esse Compêndio Ptolomaico ,famoso Guia Geográfico, fora uma das publicações náuticas usadas nos estudos e planejamento da Expedição Marítima de Cristovão Colombo, que pretendia alcançar a Ásia navegando para oeste .

História Marítima e Portuária Mundial - Parte 4
Est in sidereumintelligunt, ut et spiritusprocellarummarinoctibus
quod Deum sit in Universal Creator

(São nas noites estreladas ou tempestuosas no mar, que confirmamos a existência de Deus, o Criador Universal)

1595 – O navegador e explorador francês Jacques Riffault navega da Provincia do Maranhão e Grão Pará para a Europa, a fim de solicitar o apoio do Rei de França para fundar um estabelecimento comercial permanente no litoral e terras desse norte. Deixou por aqui o seu companheiro de viagens Charles de Vaux, junto com outros franceses comerciantes e armadores.

Durante todo o Sec. XVI, houve várias tentativas, pelos navegadores/exploradores portugueses, de colonização e ocupação da Provincia/Capitania do Maranhão e Grão Pará, devido a presença constante de navegadores/exploradores estrangeiros, principalmente os franceses.

Destaca-se uma Expedição de conquista e ocupação das terras do Estado do Maranhão e Grão Pará, ao norte, que era separado do Estado do Brasil, ao Sul, que partiu de Pernambuco com dois caravelões e cerca de oitenta homens, navegando pelo litoral do Nordeste, e tropas por terra.

1604
– Navegadores e exploradores franceses retornam em suas incursões ao litoral do Maranhão e Grão Pará, acompanhados, então, de Daniel de La Touche, Capitão da Marinha francesa e Comissário Régio. Tinha o propósito maior de verificar a viabilidade de instalar nessas terras uma Colônia.

Realizam incursões durante seis meses pelo litoral e rios, alcançando com a Nau Espirit até o litoral da atual Guiana Francesa sondavam estabelecer a França Equinocial em nossas águas e terra. Retornando a Europa, houve aceitação do Rei que doou, através de Carta Patente a Daniel de La Touche , as terras desde o Rio Amazonas até o litoral nordeste , outorgando-lhe o Título de Tenente – General dessa conquista, considerando que conquistou os povos nativos , as tribos tupinambás e tabajaras

1609 - Acontece nova Expedição de reconhecimento francesa, pelos navios de Daniel de La Touche, preparando a instalação da França Equinocial nas terras do Maranhão e Grão Pará, latitudes equatoriais

História Marítima e Portuária Mundial - Parte 3
Habeamus Deum Creatorem nostrum, ut Magister , est Lux Vitae
(Tenhamos Deus como nosso Criador, como o Mestre, como a luz da vida)


PRIMEIROS INSTRUMENTOS DE NAVEGAÇÃO E O F
OTO 2 - PIONEIRO FAROL DE ALEXANDRIA, NA ILHA DE PHAROS

285 a 100 AC - Nesse período várias Expedições Maritimas ocorreram com a participação de navegadores egípcios, romanos, chineses, gregos, árabes pelo Mar Mediterrâneo, Mar Egeu, pela Costa Norte Africana, alcançando o Oceano Indico e Costa da India, realizando comercio marítimo, descobrindo novas rotas de tráfego e mercadorias.

Cerca de 100 AC – No Império Romano, Plinio já estudava a influência da Lua sobre as marés. Fora comprovado, posteriormente, que nas baías, golfos e estuários em forma de funil, aconteciam grandes amplitudes de marés. Ficou comprovado, também, alterações na amplitude das marés, devido a elíptica do Planeta Terra em torno do Sol. Assim, quando a Lua em sua translação passa pelo meridiano local, então ocorre a preamar naquelas águas e quando passa pelo meridiano oposto àquele local, então ocorre a baixamar.

As grandes marés, ou de sizígias, marés vivas, apresentam grandes amplitudes e ocorrem pela conjunção posicional do Sol e da Lua, enquanto as marés mortas, pequenas amplitudes, ou de quadratura, ocorrem na oposição posicional do Sol e da Lua.

Cerca de 55 AC
– O navegador grego/egípcio Eudóxio passa a ser o primeiro navegante a tentar a circunavegação do Continente Africano, navegando pelo Rio Nilo, Mar Mediterrâneo, Mar Vermelho, Mar das Arábias, Oceano Indico e Oceano Atlântico.

Cerca de 25 AC – Augusto, Imperador Romano, determina uma expedição marítima sob o comando de Aelius Gallus, às Arábias, via Mar Mediterrâneo, Istimo de Suez e Mar Vermelho. Eram cerca de cento e trinta embarcações e navios de grande porte, transportando tropas.

Cerca de 8/4 AC
– Nasce em Belém de Judá, Galiléia, às margens do Rio Jordão, um menino que se chama Jesus Cristo, considerado o Messias do Reino de Deus. Viveu na cidade de Nazaré e que se tornaria o salvador da humanidade. Fora grande admirador do mar e amigo da gente do mar , em especial dos pescadores do Mar da Galiléia/Lago Tiberíades
.

História Marítima e Portuária Mundial - Parte 2

Aqua Profluens Et Mare, Pure Naturali Omminium Communia Sunt
(A Água Corrente E O Mar São Comuns A Todos)


AS FOTOS MOSTRAM O LITORAL OCIDENTAL DO MARANHÃO E NAVIOS FRANCESES ANCORADAS NA COSTA MARANHENSE

Cronologia Marítima e Portuária maranhense:


1538 - Inicio do tráfego marítimo de navios negreiros, entre os portos do litoral ocidental africano e os portos do litoral brasileiro, incluindo se os portos da Província/Estado do Maranhão e Grão Pará. Havia necessidade de mão de obra para trabalhar nas atividades de lavoura, pecuária e mineração , pois a mão de obra nativa não se adaptara.

1542 - O navegador francês Afonso de Chaintongeois, com seus navios, dá continuidade a exploração francesa do litoral norte, Maranhão e Grão Pará, alcançando a foz do rio Oiapoque, rio Pará e foz do rio Amazonas, aportando na atual cidade de Macapá.

1548
- Mesmo com a criação da Governadoria Geral da Colonia Brasil, com sede no sudeste, o extremo norte, Maranhão e Grão Pará, do litoral brasileiro continuou isolado e pouco povoadopor colonos, devido as dificuldades de sobrevivência e hostilidades dos nativos. Isso em muito contribuiu para a presença de expedições estrangeiras, em especial, as francesas que comercializam nossos produtos extrativos.

1548 - Ainda nesse ano, nasce em Olinda, Capitania de Pernambuco, Jerônimo de Albuquerque, mameluco, filho de um português e uma índia. Viria, em 1614, participar da Campanha Milagrosa de Reconquista da Província do Maranhão e Grão Pará, sob o domínio francês que aqui se estabeleceram como França Equinocial, desde o ano de 1612. Venceu a Batalha Naval de Guaxenduba ocorrida nas águas épicas da Baía de São José, a leste da Grande Ilha do Maranhão – Upaon Açu indígena. Com isso, é considerado o Primeiro Comandante Naval nascido no Brasil.

1554 – Ocorre a expedição marítima portuguesa de Luis de Melo à Provincia do Maranhão e Grão Pará com o propósito de colonizar, mas seus navios encalham nos baixios/recifes dos Atins, litoral ocidental, próximo a Baía de Cumã. Fora mais uma tentativa da Metrópole de colonização desse litoral norte do Brasil.

1555 - Armadores, comerciantes e navegadores franceses intensificam a presença de navios franceses no litoral brasileiro, no Sudeste, Nordeste e Norte.

1581 - O navegador português Diogo Lopes, conhecedor das nossas águas e litoral, inicia expedição exploratória pelo litoral do Maranhão e Grão Pará, mostrando presença.

1594 - Nesse ano, os navegadores e comerciantes franceses intensificam a exploração e comercialização dos produtos do litoral do Maranhão e Grão Pará, instalando inclusive feitorias e assentando colonos. Uma expedição marítima de Jacques Riffault e Charles de Vaux , após enfrentarem tempestades aportam na baía de São Marcos e fundam Feitoria na Grande Ilha do Maranhão, atual Ilha de São Luis. Aqui deixam Charles de Vaux e Monsieur de Manoir, armador do porto de Dieppe. Já se cogitava, desde então, estabelecer a França Equinocial em nossas terras.


“Navigar e necesse; Vivere non est necesse” (Navegar é preciso; Viver não é preciso)
Pompeu General Romano 106/48 AC para os marinheiros amedrontados que recusavam viajar durante a guerra

Cronologia Marítima/Portuária Mundial

1490/1480 AC
– Navegadores egípcios realizam expedições marítimas pelo Mar Vermelho, com frotas de várias embarcações, alcançando o Golfo de Aden;

1480 AC - Realizada uma grande Expedição Maritima pelos navegadores cartagineses, pelo Mar Mediterrâneo ocidental, costa ocidental da África, zarpando do Porto de Cartago, Mar Mediterrâneo, litoral norte da África, com cerca de 60 navios, em missão colonizadora. Cruzam o Estreito de Gibraltar/Colunas de Hercules, navegam pelo litoral ocidental africano e alcançam a Foz do Rio D’Ouro naquele litoral.

1330/1300 AC –Os navegadores egípcios passam a fazerem uso de cartas/mapas náuticos da calha do rio Nilo e terras adjacentes-litoral por onde navegavam .Definiame nominavam as ilhas , costa , rios , lagos e águas dos mares navegados.

900/800 AC - Os navegadores fenícios, devido a evolução no navegar e na construção naval de suas embarcações, se aventuraram para além do Mar Mediterrâneo, Mar Vermelho cruzando com suas frotas o Estreito de Gibraltar em busca do Mar Oceano, o Mar Tenebroso.

Sec VIII AC
– Surgimento dos Escritos do grego Homero sobre História Marítima;


OS MAPAS MOSTRA O MAR MEDITERRÂNEO E O PORTO DE PIREAUS, NA CIDADE ANTIGA DE ATENAS

Sec VIII AC - Os egípcios iniciam o planejamento e construção de um imprescindível canal artificial em Suez, para ligarem as águas do Mar Mediterrâneo às águas do Mar Vermelho, iniciando com transbordamento intermediário. Somente foi concluído em 280 AC por Ptolomeu Filadelfo.

Cerca de 700 AC
– Os gregos constroem molhes/cais/berços no Porto de Pireaus/Atenas sendo, assim, considerado o primeiro porto organizado do mundo. As embarcações passaram a dispor das facilidades portuárias para suas operações de carga e descarga das mercâncias, atracadas.

Cerca de 610/595 AC
– Uma Expedição Marítima Fenicia navega pelo litoral africano de leste para oeste via Mar Vermelho, Mar Mediterrâneo e Estreito de Gibraltar/Colunas de Hércules, em missão exploratória e comercial.

Sec VI AC – O Imperador Persa Dario, por ser um entusiasta do mares e de descobrimentos marítimos, determinou que fossem realizados estudos marítimos/portuários dos litorais e águas desde Suez, para leste, pelo Mar Vermelho até o Oceano Indico.

Sec. IV AC
– Existência do Porto de Óstia, na foz do Rio Tibre, na Península Itálica, que abastecia Roma, em especial de sal, imprescindível para a conservação de alimentos; fora um porto sem molhes/cais, pois as embarcações operavam ancoradas.

Cerca de 330 AC
– Fundação da cidade porto de Alexandria, no Egito, em homenagem a Alexandre, o Grande.

Cerca de 300 AC - Platão já comentava com seus discípulos sobre um lendário Continente que submergia das águas oceânicas, além das Colunas de Hércules/Estreito de Gibraltar. Persistia na existência de terras para oeste e para o Sul, citadas nos escritos de Aristóteles, o grego .


MAPA CEDIDO POR WILLIAM THOMAS

História Marítima e Portuária Maranhense
Mare Nostrum, Mare Clausum e Mare Liberium


Desde o Século XV que navegantes de vários portos do mundo se aventuravam em expedições marítimas rumo a leste, oeste e sul, buscando oásis pesqueiros, rotas marítimas, novas possessões e novos mercados e mercadorias para comercializarem. Com a aportagem dos navios de Cristovão Colombo nas águas de um novo Continente nominado, posteriormente, de América, comprovando a existência de terras a oeste, mais expedições marítimas foram realizadas para o ocidente e para o sul do Equador Terrestre, muitas delas aportando em terras do atual Brasil, em especial o litoral Nordeste e Norte, incluindo-se a costa do Maranhão e Grão Pará , pois aproveitavam os ventos alísios de Nordeste que bafejavam e impulsionavam as velas das suas embarcações, rumando-as para esses litorais.


MAPA CEDIDO POR WILIAM THOMAS

Assim tivemos, entre outras expedições marítimas:

1492 - Expedição colombina a ilhas da atual América Central. Posteriormente, outras expedições colombinas alcançaram o rio Orinoco, na costa da atual Venezuela que pela sua grande vazão, confirmava provim de um continente e não de uma ilha; confirmava, também, a existência de terras ao Sul Equatorial.

1493 - O navegador português João Coelho noticiava após as suas navegadas a existência de terras a oeste e no Hemisfério Sul terrestre. Provavelmente terras do atual Brasil e do litoral Nordeste e Norte, as do Maranhão e Grão Pará.

1497/98 - Expedição marítima do Almirante português Vasco da Gama, aproximando-se de terras ao Sul do Equador terrestre e a Oeste, provável terras do Nordeste, que serviriam de orientação para a aportagem em nossa costa da Esquadra do Almirante português Pedro Álvares Cabral, em abril de 1500, para tomar posse.

1498 - Presença do navegador francês pelo litoral Norte do atual Brasil, Jean Cousin de Dieppe, adotando a doutrina do Mare Liberium. Nesse ano, também, o navegador português Duarte Pacheco navega por esse litoral Norte avistando terras, Maranhão e Grão Pará e alcançando a Foz do rio Amazonas.

1503/1510 - O navegador português João de Lisboa navega e explora o litoral do Maranhão e Grão Pará, como Piloto de várias expedições marítimas.

1504 - A partir desse ano navegadores franceses trafegam pelo litoral norte do Brasil com bastante freqüência, em várias expedições marítimas exploratórias.

1512/13 - O navegador português Estevam de Froes, esteve com seus navios na costa do Maranhão e Grão Pará, tendo um dos seus Pilotos Diogo Ribeiro adentrado a atual Baía de São Marcos, Golfão maranhense, chegando até a Ilha da Trindade, a Upaon Açu indígena e atual Ilha de São Luis do Maranhão.


1524 - Navegadores e Armadores franceses do porto de Dieppe exploram o pau Brasil e outros produtos regionais na costa do Brasil, inclusive o litoral do Maranhão e Grão Pará, com o apoio dos nativos/indígenas ancorando em águas abrigadas da inúmeras baias do litoral Norte, a costa de rias.

1535/36 - Como pioneira tentativa de colonização portuguesa das terras e águas do Maranhão e Grão Pará, chega ao nosso litoral navios da Expedição de Aires da Cunha/João de Barros. Na Foz do rio Periá/Cavalos e barra da Baía de São José – Coroa.

Grande e Recifes - alguns navios naufragam mas alcançam a Barra da Baia de São Marcos e adentram o Golfão maranhense até a Ilha do Medo e Canal do Boqueirão. Mas há naufrágios e os náufragos aterram na atual Ponta do Boqueirão, Praia da Guia e Ponta do Bonfim, onde fundam um povoado denominado de Nazaré, já na Grande Ilha do Maranhão, em frente a Barra do Porto, na Foz dos atuais rios Anil e Bacanga. Destaca-se que esse ancoradouro de águas abrigadas na foz desses citados rios, serviu como porto principal por centenas de anos até ser transferido pra enseada do Itaqui. Esse povoado sobrevive até o ano de 1538, pois sendo acossados pelos nativos e pelas dificuldades de sobreviver, conseguiram retornarem a Portugal


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História Marítima/Portuária Mundial
Omnia punctus erat centrum (no principio tudo era mar)

Fatos históricos e suas inserções no tempo sempre fascinaram a mente dos seres humanos, fazendo-os navegarem pelas águas do passado, buscando compreenderem melhor o presente e prepararem-se para um futuro promissor. Por essa razão, vamos utilizar este espaço para divulgar esses fatos históricos, desde a era primitiva da humanidade, pré–história, antiguidade, idade média, idade moderna/renascimento e idade contemporânea, etc.



Com a descoberta da utilização do pano/vela para auxiliar os navegadores teve o início da propoulsão eólica na navegação do mundo. Desse modo, grandes embarcações passaram a usar somente as velas, aproveitando de forma cada vez mais eficiente a força e a direção dos ventos. Antes, o que se via eram embarcações cada vez maiores para transporte de cargas e/ou pessoas movidas a remo, ou, de forma mais primitivas ainda, o uso de troncos de madeiras amarrados uns aos outros formando pequenas embarcações que mais tarde seriam chamadas de jangadas, para transporte do navefgante e sua família.



*** Cerca de 15000 AC –Inicio das primeiras expedições maritimas com uso de jangadas/canoas;

*** Cerca de 7250 AC – Inicio das primeiras viagens maritimas com fins comerciais, usando embarcações a remo, pelo mar egeu em navegação de cabotagem ;

*** Cerca de 4000 AC – Os egipcios desenvolvem a construção naval para navegarem e comercializarem pelo mar mediterrâneo;

*** Cerca de 3000 AC – Navegadores egipcios passam a fazerem uso da vela em suas embarcações, capacitando-as a fazer uso da força do vento-eólica;

*** Cerca de 2000 AC – Inicio da navegação maritima de longo curso entre a Polinésia e a atual Australia;

*** Cerca de 1790 AC – Criado o código de Hammurabi, na Babilônia, onde se estabelece regras de navegação marítima/fluvial, de construção naval , de afretamento de embarcações e sobre a praticagem maritima e fluvial ;

*** Cerca de 1500 AC – Os fenicios passam a se sobressaírem na construção naval e navegação.

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BAÍA OU GOLFÃO DE SÃO MARCOS - Todo navegante embarcado em um navio, que navegue nas águas da baia ou golfão de São Marcos, no extenso litoral do Maranhão, trafega por um extenso e profundo canal de acesso para entrada ou saída dos portos e terminais portuários ali existentes. Logo os navegantes se deparam com os cenários flúvio-marinhos que emolduram essas águas, como as áreas de ancoragem, normalmente repletas de navios carregados ou a carregarem mercadorias, assim como a grande ilha do Maranhão/Upaon Açu indígena a Leste, mas conhecida como ilha de São Luis.

A Oeste se destaca os promontórios do Centro de Lançamento de Alcântara, importante e estratégica base aeroespacial brasileira, e a ilha do Livramento na entrada do tradicional porto de Alcântara. Prosseguindo atinge o Terminal da Ponta da Madeira, o porto do Itaqui/Emap e o terminal da Alumar. Já com o prático embarcado no navio, pode o navegante apreciar com seu binóculo, por bombordo, as ilhas do Medo e Duas Irmãs que protegem a Ponta da Espera, onde se encontram instalados o cais da Capitania dos Portos e o terminal de ferry boats.

Se os navegantes direcionares os seus binóculos para boreste, observarão um extenso e profundo e revolto manancial de águas revoltas e velozes nas marés de enchente e vazante que permitem acesso à Foz do rio Aura, ao Terminal de ferry boat do Cujupe e a promissora Ilha do Cajual onde será implantado, indubitavelmente, o Terminal Portuário de Alcântara, ampliando nosso complexo portuário e capacitando o Maranhão a ser, mais ainda, referência portuária nacional.

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* Carlos Alberto Santos Ramos, ou simplesmente Comandante RAMOS, é oficial veteranoda Marinha do Brasil, onde chegou a Capitão de Mar e Guerra e exerceu o cargo de Capitão dos Portos do Maranhão entre os anos de 1994 e 1996. Atualmente é diretor presidente do IDEPOM/AGMAR - Instituto de Desenvolvimento do Poder Marítimo Portos do Maranhão e mentor e coordenador do Casarão da Gente do Mar.